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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Assembleia de Pinguins - O que fazer perante a ameaça? XVI

(...)

Todas as tribos assistiam àquele horror provocado pela Orca. Ninguém sabia o que fazer, todos estavam parados perante aquele espectáculo de morte. Havia que fazer alguma coisa. Mas o quê? Era o que perguntavam os líderes de todas as espécies mas também os seus habitantes.

Depois de se ter dirigido às focas e inclusive ter aniquilado uma delas, a Assassina continuou por mares argentinos. Foi o pânico geral, porque a baleia vinha de próposito para matar.

Alguns Pinguins começaram a sentir receio de que pudessem ser os próximos alvos. E de facto aconteceu que a Orca se dirigiu precisamente á Ilha Minguim. Todos começaram a correr para fora da praia, mães preocupadas com as suas crias e os homens preparavam-se para tomarem as suas posições em caso de perigo iminente com as suas lanças feitas de madeira. Era pouco provável que aquilo matasse uma baleia assassina mas podia ajudar a dispersá-la, se acertasse no buraco que a ajuda a respirar. Também era possível afogá-la mas para isso era necessário muitos milhares de ajudantes. Coisa que não havia naquela ilha.

Os Penguzan estavam em alerta máximo. O Conselho de Sábio de Pinguins reuniu-se de emergência para analisar a situação, mas aquela não necessitava de decisões políticas mas de opções geoestratégicas. Perante isto, houve quem começasse a deitar veneno e começasse a questionar a mudança para as Ilhas Caçarola. Era coincidência a mais que a Assassina aparecesse nas ilhas praticamente um mês depois de ter estado junto da tribo durante o aquecimento global. Havia no seio do grupo alguém que pudesse ter dito à Orca a localização da nova casa dos pinguins. Até porque a Assassina não havia assistido à Assembleia que determinou o novo local, mas tendo partido para outros mares depois da decisão ter sido tomada. Começava a pairar um certo ar a suspeição na comunidade ……

(continua dia 5...)

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