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terça-feira, 30 de novembro de 2010

2.1.11. Período pré-povoamento: vai que é tua, Martim Afonso de Sousa

Martim Afonso de Sousa


No post anterior vimos que D. Manuel I faleceu e, em seu lugar, assume D. João III que, por sua vez, envia Cristóvão Jacques, novamente, ao Brasil para tentar proteger o território dos piratas, que saqueavam o pau-brasil.

Nesta segunda expedição guarda-costas, Cristóvão Jacques atua com barbaridade contra piratas franceses, que eram financiados pelo Palácio de Versailles, o que cria uma crise diplomática entre França e Portugal, que foi resolvida a base de muito suborno e vistas grossas.

Em 1528, Cristóvão Jacques retorna a Portugal e tem uma conversa séria com D. João III. Ele informou o óbvio ao Rei de Portugal: não havia de condições de proteger o território brasileiro apenas com expedições guarda-costas e a única maneira de Portugal não perder aquele território seria promovendo a sua colonização.

E aproveitando a deixa, Cristóvão Jacques se ofereceu não apenas para executar a missão por ele mesmo sugerida, mas também para arcar com os custos da empreitada.

Ao ouvir isso, D. João III chegou à conclusão que, realmente, os custos para organizar essas expedições militares eram muito altos (não só financeiro, mas também político – vide os problemas com a França) e que o comércio com o oriente estava entrando em decadência, portanto, Cristóvão Jacques tinha razão: o momento certo de colonizar o Brasil havia chegado.

Só que Cristóvão Jacques estava com “o filme queimado” com o Rei, como se diz aqui no Brasil, pois D. João III continuava furioso com os problemas que teve com a França por conta de Jacques.

Por isso, o Soberano fez ouvidos de mercador à proposta de Jacques de povoar o Brasil (que até a presente data espera uma resposta de D. João III) e disse “vai que é tua Martim Afonso de Sousa”, isto é, nomeou este nobre e militar português, que era seu amigo de infância, para chefiar a expedição que é considerada pelos historiadores como a primeira expedição colonizadora do Brasil.

Assim, em 03 de dezembro de 1530, uma esquadra de quatro navios, com quatrocentos homens partiu de Lisboa rumo ao Brasil com o objetivo de povoar, defender e explorar o território.

Secretamente, a expedição de Martim Afonso de Sousa tinha mais um objetivo: avançar em direção ao interior da colônia para ultrapassar a linha de Tordesilhas e, conseqüentemente, aumentar o domínio português, afinal de contas, o que é achado não é roubado.


E assim termina o relato do Período Pré-Povoamento do Brasil. No próximo post, iniciaremos uma nova fase da História do Brasil: o Ciclo da Cana de Açucar.


Larissa Bona


Próximo post em 14.12.2010: 2.2. Ciclo da Cana de Açúcar

5 comentários:

expressodalinha disse...

Larissa: 1930?!
Ainda no tempo de Pombal se andará a ultrapassar o tratado, Prova e que as linhas são sempre "relativas".

Larissa Bona disse...

Hahahaha! Obrigada expresso! Coloquei os anos errados! É a idade! Vou arrumar! Obrigada!

expressodalinha disse...

OK. Acontece.

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