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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Assembleia de Pinguins - o local V

Zavi e os animais tinham aportado no norte de África, bem perto de Marrocos. Tinha sido uma viagem dura pois era difícil manter todo o tipo de animais calmos durante um largo período de tempo. Teria de ser necessário lidar com várias personalidades e feitios num espaço reduzido. O comandante do navio estava sempre acompanhado de Dinguim e Franguim, que faziam a vigia enquanto Zavi tinha o seu merecido repouso. Chegados a Terra, todo sentiram um enorme alívio e quiseram logo meter os pés em terra firme.

Mal chegaram e se depararam com uma enorme savana onde predominava o verde das plantas e árvores e o azul da pouca água que ainda restava. Aquela situação não duraria muito porque o sol ia fazendo desaparecer o mar e matando a vegetação. Mesmo assim, ainda deu para durante um ano conseguirem se alimentar devidamente sem necessidade de recorrer às reservas que Zavi tinha devidamente providenciado antes de iniciar a recolha dos animais.

Apesar da muita oferta, todos eram comedidos na alimentação estando entregue aos rinocerontes a tarefa de controlar a quantidade de água e comida que cada animal poderia ingerir, tendo em conta sempre o tamanho e o armazenamento interior das espécies. Neste aspecto em particular os mais prejudicados eram sem dúvida os elefantes Tino e Tina que ficavam sempre em último na lista para poder comer. No fundo, ficavam sempre com os restos dos outros. Sentiam-se injustiçados pois argumentavam que devido à sua estatura deveriam comer mais, mas todos desconfiavam das boas intenções dos mamíferos. Daí que ficassem sempre para ultimo, tal como as baleias e os tubarões que contentavam-se com peixes que estavam numa arca destinada a guardar peixes mortos e que serviriam de refeição para os grandes monstros do mar.

Os maiores beneficiados desta política de racionamento de comida eram os pinguins e os animais de porte menor como os ratos, formigas, gafanhotos e alguns pássaros. Dificil era resolver a questão da alimentação dos leões que tiveram direito a umas zebras congeladas. Foi constrangedor verificar o estado das zebras que estavam no barco de Zavi, e eram quatro, quando os leões devoravam companheiras suas à frente dos seus olhos. Temeram o pior mas sabiam que ali estavam a salvo, não haveria matanças entre os próprios animais, pois tinha sido assinado por todos antes de entrar na Clarisse de que imperaria a regra do bom senso e da não agressão. Não houve nenhum animal que não tivesse carimbado a sua assinatura no papel, muito embora fosse difícil aos tubarões controlarem-se ao nadarem no mesmo aquário que peixes com cores atraentes. Mr. Shark tinha de ser constantemente controlado e repreendido pela senhora Tubarona.

Apesar dos primeiros meses terem sido de alguma felicidade, a verdade é que hà medida que o tempo ia passando a comida selvagem e a água iam escasseando. Mais dia menos dia, o local ia ficando pobre, triste e completamente desfeito. As árvores começaram a murchar e já não havia vegetação. Todos estavam secos, famintos e desgotados com aquela situação.

No fundo era como estar num deserto africano sem fim à vista……..

( continua dia 24....)

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