quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Assembleia de Pinguins - O fim do aquecimento global VII

(...) A reunião magna terminou sem que se tivesse chegado a uma conclusão. Zéguim iria pensar durante o resto do dia e na manhâ seguinte anunciava a decisão aos seus companheiros. A Assembleia de Pinguins era aberta ao publico, todos podiam assistir. Durante o conclave pinguim foram vários os animais que estiveram a assistir ao decorrer do debate. Elefantes, leões, hipopotamos, rinocerontes, baratas, a comunidade de formigas, também Mr. Shark e a sra Barona estiveram a ouvir atentamente tudo aquilo que se passava dentro do hemiciclo. No meio dos animais havia uma espectadora muito especial : A Assassina, que era a unica orca sobrevivente do aquecimento. O seu interesse deveu-se essencialmente ao facto de estar a preparar um ataque aos pinguins mal a água chegasse à terra. E seria fundamental saber de antemão onde poder arranjar comida. Passaram-se dias e mais dias sem que houvesse novidades. A população trazida por Zavi estava exausta e desejosa para que o aquecimento global fosse de vez embora. O primeiro sinal que os dias de seca e calor iriam acabar foi quando numa noite todos os animais se abrigaram dentro da Clarisse. Era um prenúncio de que vinha aí modificações a nível de tempo. O frio que se fazia sentir era uma prova de que a chuva estava para vir. Todas as espécies estavam ansiosas pela chegada de água. Ventos fortes e nuvens cinzentas no céu davam alegria a todos que esperavam este momento há bastante tempo. A felicidade invadia a o rosto das 600 espécies que se haviam refugiado no barco de Zavi. Foi então que caíram os primeiros chuviscos e então deu-se a primeira grande explosão de alegria dentro do barco. Os pinguins dançavam, cantavam, abraçavam-se uns aos outros recordando aqueles momentos em que estavam quase a afogar com a antártida toda ela a se derreter.

Zéguim estava particularmente feliz porque conseguiu manter os Penguzan unidos, não tendo havido nenhuma baixa durante o aquecimento global. Também era uma vitória para ele, porque demonstrava o quanto os seus pares eram fortes e optimistas nunca baixando os braços e se deixando abater por uma situação imprevísivel. Muitos pinguins acharam que a chegada das chuvas se devia ás preces do novo lider espiritual. Mas este na sua habitual humildade, muito diferente de Minguim, foi bastante claro ao afirmar que não tinha feito nada para que a chuva voltasse. Que o que estava a acontecer não era da sua responsabilidade, mas sim do fim previsto para o aquecimento global. Só que os pinguins não eram de modas e atribuíam sempre ao seu lider o que lhes de bom acontecia. Não se tratava de uma obsessão nem de uma lavagem cerebral feita constantemente pelos Mestres, mas os pinguins tinham uma alma muito profunda e estavam gratos. A gratidão era uma das suas qualidades principais e o agradecimento fazia parte da sua educação. Por muito que os próprios lideres dissessem o contrário. No dia seguinte, os animais quiseram ver com os seus olhos as mudanças efectuadas pela chegada das tempestades, ventos e chuvas.

Os primeiros a sair foram os pinguins, que desesperavam por tomar banho. As baleias, tubarões, peixes exóticos, focas, hipopotamos, crocodilos eram quem mais queriam voltar ao seu habitat natural. A paisagem estava completamente modificada. À volta deles estava uma enorme savana africana. Árvores enormes com imensa vegetação serviram de alimento aos esfomeados elefantes, girafas e demais animais. O deserto tinha-se transformado num enorme campo verde onde todos poderiam andar à vontade. Os leões e os tigres foram os primeiros a pisarem o solo tal era a vontade de ocupar o lugar que sempre lhes pertenceu.

A maior novidade estava no barco. Quase dois anos depois a Clarisse voltara a flutuar e a ponte que serviu para os animais terem entrado no barco serviu para que muitos reencontrassem a liberdade e o seu espaço na selva. Mr.Shark, Sr Barona e a Assassina despediram-se dos seus companheiros e mergulharam nos mares profundos do Norte de Africa e partiram rumo a lugar incerto. Quem sabe se um dia não se voltariam a cruzar mas em circunstâncias totalmente diferentes.

(continua dia 1...)

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