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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O odiado e o amado

O nosso sistema político tem a particularidade de consagrar duas figuras importantes e com relevância nos destinos do país.
Falo do Presidente da Republica e o Primeiro-Ministro. O primeiro com funções meramente politica e o segundo executa e também aprovar decretos-leis.
Para além das funções serem logicamente diferentes, o carinho que as pessoas nutrem por cada uma destas figuras de Estado é também ele muito distinta.
Não houve até hoje Presidente da República que fosse odiado pela maioria dos portugueses. Quanto mais assobiado em público. E todos eles quando acabaram o seu mandato, tiveram uma palavra de agradecimento aos portugueses pela "simpatia" e "bom trato" durante o seu mandato. Recordo estas palavras de Sampaio no dia em que "passou" o testemunho a Cavaco Silva. Por uma questão de respeito mas também de simpatia, o PR é sempre acarinhado pelo povo.
Em contraste, o PM nunca colhe a simpatia da população. Isso foi visivel com Guterres no Masters de Lisboa (lembram-se da monumental assobiadela?); com Durão na inauguração do novo estádio da Luz e Socrates já começa a ser vaiado em algumas cerimónias públicas. Apesar de serem eleitos, o estado de graça dos Primeiro-Ministros é muito curto, sobretudo no segundo mandato. Mas Durão Barroso levou com o ódio em cima bastante cedo.
O PM é sempre responsável pelo estado do país, e nos ultimos 15 anos tem vindo a piorar. Já o PR é visto como o Presidente de todos os portugueses sendo sempre visto como alguém em quem se pode e deve confiar. É apenas uma figura.
Nem mesmo quando PR e PM são da mesma cor política existe espaço para as duas figuras no coração dos portugueses.

1 comentário:

Francisco Castelo Branco disse...

Como explicar este fenómeno? é social ou politico?

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