Etiquetas

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O fim das maiorias

Esta semana a Austrália foi a votos. Também aqui nenhum dos partidos conseguiu chegar a uma maioria no Parlamento. Há 70 anos que o Parlamento não sofria este problema.
Em Inglaterra, nas eleições deste ano aconteceu o mesmo. Nem os conservadores nem o Labour conseguiram alcançar uma maioria na Câmara dos Comuns. Desde Tony Blair que o parlamento inglês não estava dividido desta forma. Aliás, a democracia inglesa sempre foi dominada por governos maioritários. Margaret Thatcher, John Major, Tony Blair e agora Gordon Brown. Mas a democracia também chegou às ilhas britanicas e os eleitores preferiram um governo minoritário em vez de maiorias absolutas.
Em Portugal, nas eleições de há um ano, os portugueses disseram basta à maioria socialista e escolheram um Parlamento mais democrático.
O fim das maiorias absolutas em países tradicionalmente adeptos desta forma de governar, como são os casos dos exemplos atrás descritos; mostra bem que os poderes absolutos não são a solução ideal para governar. Excesso de poder concentrado num partido, controlo da administração publica, contas do Estado e em certos casos da comunicação social. Acontece existir pouca democracia, porque os governos apenas implementam as suas ideias.
Digamos que os governos de maioria absoluta são uma espécie disfarçada de governos totalitários. Só que estes não tinham fim. Enquanto que o fim da maioria absoluta depende da vontade dos eleitores.
O novo quadro politico nestes três países mostra bem que as populações não querem o poder concentrado apenas num partido. Sob pena de existir falta de democraticidade no sistema......
O poder absoluto também pode originar abusos. Como a corrupção ou o controlo dos Media. Sendo que os casos de corrupção e controlo dos media por parte dos governos se multiplicam por esse Mundo fora. Portugal e Inglaterra foram vítimas desse mesmo excesso de poder concentrado num só.
A mim parece-me que a democracia fica a ganhar com a existência de maiorias absolutas, pois cada partido procura a solução mais adequada para melhorar o país. Assim, a solução encontrada será sempre em beneficio do todo e não apenas de uma parte. Todos contribuíem para o crescimento e melhoramento da sociedade.

Sem comentários:

Share Button