quarta-feira, 18 de agosto de 2010

O falhanço norte-americano

Concluida a missão no Iraque, os EUA anunciaram que irão retirar do Afeganistão. Quase 9 anos depois da invasão à terra dos talibas e 7 ao antigo refugio de Saddam, é tempo das tropas norte-americanas voltarem para casa e deixarem ambos os países entregues aos respectivos povos.
Podemos classificar as duas ofensivas como autênticos fracassos. No Iraque apesar de terem conseguido capturar Saddam, não conseguiram evitar o derramamento de sangue diário naquele país. Os atentados foram uma constante. A democracia foi restaurada mas por pouco tempo. Com um vizinho Irão bastante fundamentalismo é dificil ao Iraque consegue sobreviver numa democracia. Aparecerá outro Saddam?
No Afeganistão a situação é bem mais complicada. Osama Bin Laden continua a monte, e o governo não parece ser totalmente pro-americano. E o a ultima eleição foi tudo menos pacífica.
Perante estes dois rotundos falhanços que poderão trazer mais instabilidade nas duas regiões, questiona-se se o papel de "salvador" que os EUA querem implementar no Mundo não estará esgotado. E se as guerras compradas por este país não se transformam depois em vinganças.
De uma coisa estamos certos: o papel dos EUA no Mundo já não é dominador. Daqui por uns anos ninguém se vai lembrar que os norte-americanos estiveram no Iraque e mudaram o estado das coisas.
Os Estados Unidos estão a perder o seu papel em termos militares. Daí que as guerras de hoje em dia acabem em falhanços.
O exemplo do Iraque e Afeganistão vai servir de exemplo para futuras missões norte-americanas.
O papel da diplomacia vai ser decisivo para a resolução de conflitos nos tempos futuros. E Obama nesse aspecto tem sido mestre. O uso da força por parte dos americanos tem os dias contados.

3 comentários:

expressodalinha disse...

Só se metem em trapalhadas...

Francisco Castelo Branco disse...

E a 2ª Guerra Mundial? também foi uma trapalhada?

porque e que eles agora falham?

ja nao precisamos deles?

expressodalinha disse...

A II Guerra não foi trapalhada. Foi salvação. Mas foi há 60 anos!

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