quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Globalização: A diversidade ameaçada - Um Governo, uma forma de pensamento (parte III)

Parte 1

Parte 2

Globalização Política:

Os Estados acabam por ser o motor mais importante de toda a globalização política. Mais que o auto-governo do Estado é necessário governar a própria globalização, no entanto o poder do Estado acaba por ser cada vez mais reduzido inclusive em termos políticos na Europa. A União Europeia toma hoje um papel central nas decisões mais importantes para o futuro de seus membros. Apesar das nações e governos terem o seu papel, nos nossos dias faz mais sentido falarmos de grandes blocos políticos. Destacamos assim a UE, a NAFTA, o MERCOSUL, a APEC e a Alca. Segundo o investigador Daniel Bell "o Estado-nação está a tornar-se pequeno demais para os grandes problemas e grande demais para os pequenos problemas". Com isto o autor quer transmitir a ideia de que nenhum Estado consegue resolver por si mesmo os problemas globais como são disso exemplo as questões ambientais. É portanto urgente encontrar formas de relação com os outros Estados sem nunca no entanto perder a soberania necessária.

Os efeitos da globalização política estão a transportar o centro de gravidade mundial do norte para o sul do hemisfério, países como China e Índia têm hoje uma palavra importante e determinante em todas as mesas de negociações internacionais, desta forma é certo que haverá um maior equilíbrio de forças deixando os EUA de terem uma posição determinante e hegemónica face ao mundo.

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Após uma retirada de algum tempo regressei à actividade neste blog. Fico feliz por regressar e espero continuar a colaborar com este espaço durante muito tempo.

4 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Ainda so li a parte final
Tambem estamos felizes por teres regressado.
Este espaço sentiu a tua falta.
Também queremos, e eu em particular que fiques por muitos e bons anos.

Ainda bem q voltaste :)

Francisco Castelo Branco disse...

Quanto ao texto..

Concordo inteiramente.

Cada vez mais os problemas sao globais. Envolvem nao paises, mas continentes. Os problemas e soluçoes tem que ser resolvidas conjuntamente.
Infelizmente, a UE ainda nao tem o poder nem a "uniao" que esses blocos possuem.Daí que o peso da UE esteja a ser cada vez menos.
Isto porque França e Alemanha olham mais para si.
E a UE nao arranjar soluçao a nivel "dos 27".

Ao assistirmos a importancia destes blocos, podemos querer; como o nosso amigo expressodalinha; uma Federação para a Europa. De forma a podermos combater e igualar estes blocos que muito bem se entendem nos outros continentes.

É que estes blocos e a importancia deles tem a ver com o ritmo a que os problemas se desenvolvem.
Se os problemas sao globais, entao nao haja duvida que as soluçoes também tem de ser globais.

Veja-se o caso do Haiti. De certeza que nas proximas horas ira nascer um apoio a nivel mundial.

No meio disto tudo onde fica as Naçoes Unidas? como arbitro?

Francisco Castelo Branco disse...

Queria tambem dizer que a força dos Estados-Naçao sao cada vez menos.

Porque um problema no pais X afecta toda a comunidade.

E essa comunidade vai procurar soluçoes para o pais X.

Nao ha que fugir a este fenomeno.
Porque e neste Mundo que vivemos e nos temos de adaptar.

E essa comunidade pode ajudar a resolver conflitos armados, crises economicas e sociais...

expressodalinha disse...

Bem regressada Marta.

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