I like you with a cigarette. You’re easy like coffee
Warm as a cappuccino, when it snows
And fulfilling as hot chocolate, when it’s cold.
I like you like a cigarette,
You’re my beginning, my end
I don’t need excuses to remember of you
And you are an extension to my own existence.
There is no pain
No additional energy required
For your self is as innately distinct, clear and evident to my self as my own thought.
You bring the best of me to the surface.
You’re the accelerator of my own chemical reaction
You’re the unneeded reason to smile.
I don’t need you – at least I think I don’t
But somehow life without you wouldn’t be the same… today, I can’t
picture my days without your constancy, without the immutable variable of your music, of your smile, of the creases.
forming in the corners of your eyes, of your clenched jaw and fists – when you’re angry, and
how I love the way you hold me when I need it – and I don’t need to tell you anything for you to know_
That my house feels empty without you
And my existence has no meaning without you
And there is no point to cook for one
And no one to wait in the bus station with
What am I supposed to come home
To
To no one
No one to beg not to leave
No one to make the last phone call of the night
No one to sleep by my side
And no one to fall asleep to, on wintry March’s rainy days
And it is so saddening, downright unfair that I mustn’t stay.
It’s been a year, and a lifetime and a week without hearing from you.
And the sins crossing your lips bear the plausible array of sanity,
As your eyes, they gleam with the unsounded numbness oozing from your soul.
Sickening cold, it is
Without you hovering by my side.
I cherish you, but I know that in time
You’ll be the World’s, and not only mine.
It has begun, between it and you…
Throughout all the nonsense we’ve been through
Somehow, somehow we were able to keep the undefined
characteristic of remaining deeply
Involved, enrolled, embedded, entwined
And what’s breaking is your side, but isn’t mine.
Or is it really?
For you’ve been patient, not once judgemental, always
present although you are there.
Who’s turned off the phone, then?
The magnitude of phone-lines stretching the Ocean… make me want to go
And run
So, should I run?
Should I go and meet your fears
Your tears
Your unshakeable indifference towards life
Sprinting careless around you
Just when you take a hold of yourself, and grab the Universe with two hands…
Run
Run
It seems fairly easy to say, but now the time has come…
Wind grazing the ground with torn leaves of Autumn.
November’s final cut.
It is cold. But it gets colder when you’re not around.
I love you entirely.
and you saved me without even knowing.
Poema de Francisca Soromenho (http://www.soromenhoontherun.blogspot.com/)

10 comentários:
Avaliação:
Estrutura externa: 2
Estrutura interna: 1
Musicalidade: 3
Simbologia: 3
Recursos estilísticos: 3
Total: 2,4
Comentário:
Muito bom poema. É pena que a escala para os recursos estilísticos só atinja o 3. Apesar de estar escrito em inglês (dou preferência aos poemas em português) estamos perante um grande poema. Expressões deliciosas, ressalvo as que mais me tocaram:
"You’re the accelerator of my own chemical reaction"
"And the sins crossing your lips bear the plausible array of sanity,"
Se a autora mantiver o nível irá longe no concurso certamente!
Gostei de passar por cá... até à próxima.
BEM APESAR DE NÃO FALAR INGLES, E ENTENDER MUITO POUCO,PERCEBO QUE JÁ COMEÇOU A POSTAGEM DAS POESIAS.
VALEU AMIGO.
ESTOU ANCIOSA, PARA VER O RESULTADO, ALÉM DE TODAS AS POSTAGENS.
COM MUITO CARINHO
SANDRA
Marta,
muito obrigada pela tua avaliação honesta.
Contudo, o "poema" tem uma estrutura quase visual que não ficou no post - vou pô-lo como o concebi no meu blogue e depois espero que tu ou o Francisco o coloquem aqui dessa forma, porque tem muuito mais piada lido com o arranjamento visual estrategicamente planeado.
Não te peço que o re-avalies, mas tanto a estrutura interna como os recursos estilísticos residem essencialmente na composição física do poema - tanto que ele faz parte de um conceito (por mim inventado) chamado "Graphic lyrism" com influências estruturais das vanguardas literárias modernistas e post-modernistas, nomeadamente o simbolismo e o futurismo whitmaniano. Quanto ao tema... vou buscar muito ao Teatro - claro que com um tom que se poderá fazer referência a nomes como o de Sarah Kane, por exemplo, nos seus "exquisit"íssimos monólogos e diálogo-monólogos realistas contemporâneos.
Por fim, quanto à língua... isto foi o que me saiu na semana em que me pediram para entregar o poema. A minha filiação linguística é não só portuguesa como anglo-saxónica e até bastante francófona por isso "a minha pátria não é só a língua portuguesa". A sonoridade do português é finíssima, e toda a nossa Língua se reveste de maravilhosos recantos e murmúrios de uma sensibilidade extraordinária que desde a matriz greco-latina amadureceram num composto musical único. Espero que os leitores me perdoem por esta, poderão contar com poemas em português (caso passe!), mas espero que percebam que tudo o que é bom vem do coração, e estava a ter um dia em "english mode" - certamente não teria tanto impacto se tentasse traduzir os sentimentos para outra língua, sendo que já traduzi-los por palavrasé obra ;) todos os poetas (profissionais e amadores, como eu) sabem do que falo.
Beijinhos a todos e espero que tenham gostado: sei que pelo menos eu me diverti MUITO a escrevê-lo!
Obrigada por esta oportunidade extraordinária que espero que enriqueça este blog que tem dado muitas provas de qualidade.
leia-se: "(...) por palavras é obra" e não "palavrasé"
Diria que o "Graphic Lyrism" já existe. Pode não ser com esse nome mas muitos dos poemas têm na sua forma externa muitas vezes a sua expressão maior.
Curiosamente vi muito de Walt Whitman neste poema. Tive uma sensação de quase déjà vu por assim dizer. Fui agora ao teu blog e tenho obrigatoriamente que te dizer que rebentaste com a escala. Existe uma correlação perfeita entre as estruturas internas e externas e o conteúdo do poema, ou seja o físico está ligado ao teórico.
Eu escrevo muito em francês, inglês e castelhano...algumas coisinhas em romeno no entanto acho que num concurso feito para um blog escrito e lido por portugueses faria mais sentido um poema em português mas é só uma consideração pessoal, cada concorrente é livre de colocar o poema na língua que quiser...desde que eu compreenda.
Quanto à sensibilidade da língua para expressar ideias o inglês é de longe o melhor, para explorar o lirismo e as potencialidades do autor sem dúvida o francês, o português é uma língua difícil quer de expor ideias quer de fazer transbordar lirismo, no entanto quando as ideias são explicadas e o lirismo conseguido na sua plenitude as composições em língua nacional são muito mais belas que em francês ou inglês. Só o italiano consegue chegar aos calcanhares do português em termos de beleza estética.
Após rever o poema no blog original da autora decidi voltar a avaliar o mesmo.
Avaliação:
Estrutura externa: 3
Estrutura interna: 3
Musicalidade: 3
Simbologia: 3
Recursos estilísticos: 3
Total: 3
Não há volta a dar. Mesmo que quisesse dar menos não conseguia.
Marta,
O "graphic lyrism" evidentemente que existe em muitas correntes literárias, filosóficas e simplesmente estéticas do século XX... (e, curiosamente, tem sido explorado e abusado na publicidade deste II Milénio!). Simplesmente fiz uma selecção do que acho melhor e do que me parece mais relevante ao Espírito, de modo a criar um género "novo". O panorama criativo da nossa década tem tido muitas coisas boas, mas carece de frescura... mesmo que isso implique voltar aos clássicos para inspiração.
Mais ainda, o verdadeiro Graphic Lyrism encontra-se no lirismo fonético da poesia clássica (and by this quero dizer greco-latina), em que as rimas eram feitas por soluços fonéticos nas tónicas das frases e não rima no seu stricto senso entre as palvras. A maneira de expressar tudo isto já de si era completamente uma poesia visual, que creio ser de uma pureza tão nobre que deve ser de aproveitar.
Não existe verdadeira inovação, tudo na vida é mudança... claro que para quem conhece as influências são palpáveis e vivas, e não tenho pudor nenhum em admiti-lo!
O de que nós gostamos verdadeiramente adensa-se em nós como se fosse inato, intrínseco, inseparável, visceral. É essa a beleza de se ser Homem - a renúncia à Natureza, e as trocas da matéria do intelecto!
(Fiquei muito contente que tenhas tido um déjà vu, porque significa que te tocou de alguma forma).
Quanto à tua avaliação, agradeço que penses assim. Não sei se seria tão generosa, mas pelo menos tenho noção que está genuíno. E, sendo a poesia o veículo mais directo à emoção e ao sentimento elaborado, o "cheiro a autêntico" na escrita é essencial. Mas eu sou imparcial, sou completamente partidária do realismo literário...
Por isso mesmo é que, sendo o tema livre, achei por bem escrever como me "saiu" cá dentro, sem muitas emendas ou racionalizações. (Se bem que não é a Razão o produto destes desatinos? - isto dava para um ano de conversa!). Concordo perfeitamente contigo, do concurso ser em português, mas por respeito ao verdadeiro ónus de toda a produção artística, zelei por manter o pacote original. Para a próxima, quando o tema não for livre, certamente levarei em conta a nossa extraordinária e única língua!
(aparte: Romeno?! Adoro! Certamente não perceberei tenho de ver!! Me encantan as línguas em geral, apesar de eu me prender a trilogia Português, Inglês e Francês, um dia destes dá-me a maluca e escrevo em alemão ou italiano... who knows)
Francisca
Obrigado por teres participado.
Foi um bom poema. Nao entendi muito bem, mas a poesia nao é o meu forte.
Este também é o primeiro concurso que estamos a fazer.
Nao consegui publicar o poema de maneira normal. Porque sem os paragrafos com espaços ficava tudo uma salganhada.
Mesmo assim acho que foi uma boa pontuação.
Acho que temos uma juiza muito exigente, mas com qualidade.
Aguardaremos os próximos
Francisco,
tenta depois por de maneira certa para as pessoas verem como foi planeado.
Beijinhos!
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