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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Globalização: A diversidade ameaçada - Um Governo, uma forma de pensamento (parte I)

É proibida qualquer cópia parcial ou total sem o prévio conhecimento e autorização da autora. Artigo redigido por Marta Sousa.

Quando se comemoram 20 anos sob a queda do Muro de Berlim será interessante avaliar a forma como a, volvido todo este tempo, os diferentes países se relacionam entre si. Estaremos numa Guerra Fria inconsciente ou num período de paz e acalmia aparente?

Nota introdutória. Vivemos num mundo em que o acesso aos mais diversos meios de informação é uma realidade cada vez mais ampla. O mundo está todo em contacto, na palma da nossa mão, à distância de um clique ou mesmo até de um olhar. As constantes mutações económicas, políticas, científicas e culturais a esta velocidade eram-nos completamente desconhecidas. O mundo de hoje anda a uma velocidade estonteante e só os mais capazes é que o conseguem acompanhar, os outros estão liminarmente excluídos: a lei de Darwin atingiu o seu esplendor no século XXI com o fenómeno da globalização.

Globalização: uma questão de conceito. Não podemos ignorar que a globalização é um fenómeno à escala mundial no entanto com algumas contrariedades no que toca aos benefícios que uns e outros retiram da mesma. O final da Guerra Fria proporcionou uma acalmia aparente e a nova ordem mundial iniciou a sua reorganização. Badalaram-se teorias do fim da história e do início de um período de paz eterna, paralelamente a tudo isto a tecnologia evoluiu como nunca. Na última década do século XX presenciávamos um mundo aberto sem barreiras físicas. As multinacionais afirmaram o seu poder de supremacia económico usando na maioria dos casos a exploração laboral para atingirem os lucros pretendidos. Muitos acreditaram que o Homem atingiu o seu mais alto estado de elevação, um estado de elevação algo questionável.

O fenómeno do mundo global atravessa toda a sociedade contemporânea em quase todos os seus parâmetros sendo assim difícil definir num conjunto sucinto de palavras o que se entende por globalização. A comunidade académica enfrenta inclusive um debate acerca da terminologia que deve ser usada para classificar o fenómeno. Muitos consideram o termo "globalism" especialmente nas universidades americanas, no entanto na cultura europeia e anglo-saxónica o termo "globalization" é o mais usado desde o desmoronamento do bloco comunista. A melhor definição de globalização que consigo conceber é não mais que uma evolução naquilo a que chamamos de Capitalismo Industrial. Quando falamos de globalização este termo está indissociavelmente ligado ao sistema económico capitalista, concebemos assim a emergência de um novo sistema mundial.

27 comentários:

Eduardo P.L disse...

É proibida qualquer cópia parcial ou total sem o prévio conhecimento e autorização da autora. Artigo redigido por Marta Sousa.

Marta, o muro caiu há 20 anos!!!!srsr

Francisco Castelo Branco disse...

E fenomenos como a globalização só fazem bem.

bom texto, mas onde queres chegar?

que com o fenómeno da globalizaçao ha cada vez mais guerras?

Marta Sousa disse...

A parte I diz tudo. Vou chegar onde quero chegar quando terminar o texto

Francisco Castelo Branco disse...

Mas as relações entre paises melhoraram bastante desde a guerra fria.

Guerras e conflitos sempre houve e continuara a haver.
O mundo nao e cor-d-rosa.

Nem também é isso que pretende.
Mas agora a verdade e q e dificil voltar a grandes conflitos.

Hoje temos um grande mediador internacional : Os EUA....

e esta hein?

conseguem responder a esta provocaçao?

expressodalinha disse...

Então só comento no fim. De qq forma, não resisto, e aqui vai uma achega: a globalização total implica a globalização das guerras. Dantes estavam confinadas a regiões e separadas por muros. Agora são abertos e estão por todo o lado. A única forma de tentar mudar o sistema é a federação mundial, com um único governo central e a abolição das religiões. Não é fácil...

Marta Sousa disse...

Mediador Estados Unidos? Prefiro chamar causador de conflitos. Caso não saibas uma grande fatia da economia norte-americana depende da indústria bélica. Caso também não tenhas reparado depois da Guerra Fria os Estados Unidos meteram o nariz em todos os conflitos internacionais e não foi a mediar foi antes a vender armas!

Os EUA apresentam-se sempre como a solução quando na realidade são nada mais que o problema, não sei como os israelitas ainda vão na cantiga desses senhores!

Francisco Castelo Branco disse...

Bem Marta,

que os Georgios, Kuwaitianos entre outros que nao tem oiçam, pois são bem capazes de ficarem zangados contigo.

É verdade que graças ao Americanos que a Europa, e o Mundo podem sentir-se mais seguros

Quanto á venda de armas, isso todos fazem...

Francisco Castelo Branco disse...

expressodalinha

uma federaçao mundial iria criar mais conflitos.

Com um governo central iria aumentar a corrupçao e trafico de influencias, pois a necessidade de querer chegar ao cima é enorme.
E os meios nem sempre são os mais adequados...

e nos tempos que correm ainda ha Muros, Irlanda do Norte, Chipre, USA...

Marta Sousa disse...

Todos fazem? Será que a economia de todos os países depende em 60% do armamento bélico? Imaginas bem qual seria a taxa de desemprego jovem nos EUA se o exército não alimentasse guerras para "empregar" muitos dos jovens americanos? Alguém acredita que com o desenvolvimento tecnológico existente que os americanos não tivessem capacidade para acabar com a Guerra no Iraque e Afeganistão em menos de 1 mês? Alguém acredita que homens montados em burros com lança rockets e kalashnikov's conseguem fazer os estragos que fazem?

Serão os americanos assim tão incompetentes? Ou será que existe uma "necessidade" de alastrar guerras que podiam ser resolvidas em pouco mais que 1 mês?

A investida no Iraque foi um atentado à humanidade e à comunidade internacional, totalmente reprovável! Provou-se que as armas nucleares não existiam, quanto muito encontraram meia dúzia de ogivas totalmente podres e inúteis, depois vêm com o argumento que "libertaram um povo da ditadura". Questiono-me se foram os americanos que fizeram o 25 de Abril ou se fomos nós? Tudo isto para dizer só o povo deve ter o direito para derrubar um regime!

Porque razão é que os "libertadores" não entram pela Coreia do Norte dentro? O senhor Kim faz questão de pavonear as suas armas nucleares com ensaios quase todos os meses e os EUA (juntamente com a Comunidade Internacional) limitam-se a colocarem sanções! É que nem com o senhor Kim a apontar mísseis ao Alasca eles moviam uma perna para tentarem entrar naquele país!

expressodalinha disse...

Obrigado pela resposta, Marta.

Francisco Castelo Branco disse...

Marta

eles nao acabaram com o Iraque e com o Afeganistao simplesmente porque nao conseguiram

Nao conseguiram anteriormente nem agora.
Tal como a Uniao Sovietica.

Nao existe pais no Mundo que nao lucre com o negocio das armas. Russia, China, sao exemplo disso mesmo.

"Alguém acredita que homens montados em burros com lança rockets e kalashnikov's conseguem fazer os estragos que fazem? "

A AL-Qaeda nao está montado em nenhum burro....
Tem uma organização poderossissima.
Como se viu aquando da invasao da Uniao Sovietica...

O problema foi os americanos terem substimado os afegaos e iraquianos.
Pensavam q nao iriam dar luta. Ai está a resposta.....

A guerra nao so nao acabou num mes, como os EUA perderam ambas as guerras que fizeram ha 6 anos atrás.

Eles nao estao sozinhos no mundo.

E nao entram na COreia do Norte, sim por causa da bomba nuclear ou porque simplesmente nao interessa.

E sim., O iraque representava uma ameaça global. Que o digam os curdos, Kuwaitianos e Iranianos, que sem a ajuda norte-americana provavelmente nao estariam vivos.....

Pois Marta, o problema é que o Senhor Kim tal como o Senhor Ahmanidejad ainda nao usaram as suas bombas nucleares. Provavelmente nem sequer vao usar porque os EUA nao irao permitir...

Primeiro o Irao , depois a Coreia do Norte....

mas como tudo na vida: as guerras perdem-se e ganham-se

Francisco Castelo Branco disse...

e mais:

o que nao seria a Europa hoje se os EUA nao tivessem entrado na II GUERRA MUNDIAL....

Marta Sousa disse...

Ora neste último comentário é que está a chave de tudo!

Porque razão é que não entraram logo ao lados dos aliados? Foi necessário um ataque a Pearl Harbor dos japoneses. Questiono agora porque razão é que os americanos foram meter o nariz no Iraque se Saddam não atacou o povo americano!

Marta Sousa disse...

A guerra deve ser o que mais dá dinheiro no mundo! Andamos todos cegos ou quê? Há inclusive teóricos que defendem que de tempos a tempos é necessário um grande conflito para reavivar a economia. Foi assim no final da I Guerra, foi assim no final da II Guerra, foi assim no final da Guerra Fria...

Francisco Castelo Branco disse...

Marta

Será mesmo que os EUA entraram na Guerra por causa do ataque a Pearl Harbour? nao será que ja estavam metidos??

bom tema para discussão....

Apenas questiono!

"A guerra deve ser o que mais dá dinheiro no mundo"

Mas isso aplica-se a todos os grandes paises! Nao so aos EUA....
Que eu saiba paises como a Russia e China tb têm grandes exercitos........

É anti capitalista e acima de tudo, comunista, dizer que o problemas são os EUA.
Quanto noutros paises de dimensao maior que os Estados Unidos fazem a mesma coisa. Só que estão do lado mau da questão. Destroem em vez de construir, têm violações aos direitos humanos inacreditvaveis....( como na caso da CHina..)

Francisco Castelo Branco disse...

Marta

Será mesmo que os EUA entraram na Guerra por causa do ataque a Pearl Harbour? nao será que ja estavam metidos??

bom tema para discussão....

Apenas questiono!

"A guerra deve ser o que mais dá dinheiro no mundo"

Mas isso aplica-se a todos os grandes paises! Nao so aos EUA....
Que eu saiba paises como a Russia e China tb têm grandes exercitos........

É anti capitalista e acima de tudo, comunista, dizer que o problemas são os EUA.
Quanto noutros paises de dimensao maior que os Estados Unidos fazem a mesma coisa. Só que estão do lado mau da questão. Destroem em vez de construir, têm violações aos direitos humanos inacreditvaveis....( como na caso da CHina..)

Marta Sousa disse...

O que foi que os EUA construiu? Até que ponto é que podemos questionar que os EUA também não violem os direitos humanos...a começar pelo direito à vida?

A minha visão é anti-capitalista sem dúvida! Mas não é comunista! Não ter palas como os cavalos e pensar que quem não é capitalista tem que ser necessariamente comunista. Como é que se chama o outro blog mesmo? RELATIVISTAS Moderados. Aqui o teu conceito de relatividade é algo estranho!

Francisco Castelo Branco disse...

Quem costuma ter essa visao em relaçao aos EUA, sao os comunistas. Principalmente o PCP que ainda vive antes da queda do Muro.

É que é a historia que nos diz isso. Nao sou.
Eles sempre estiveram lá. E continuarao a estar, a impedir que a China avance por esse Mundo e conquiste isso tudo.
Mas isso são visoes a mais.

E história nao pode ser relativismo.

Aqui as opinioes nao têm que certas ou erradas. Apenas podias estar grata aos EUA por hoje viveres em Democracia e Liberdade tanto aí em França como cá em Portugal

Marta Sousa disse...

Eu estou antes demais grata aos portugueses e franceses por viver em liberdade, nunca aos EUA. Não sou de todo pró-china nem de todo pró-americana. Sou favorável sim a políticas que coloquem em primeiro lugar as pessoas e não a economia. Não sou favor em "apertar cintos" quando a questão é dar a melhor educação, saúde e alimentação às pessoas. Sou totalmente a favor de "apertar cintos" em investimentos megalómanos, em enriquecimentos ilícitos, em guerras e em visões económicas liberais e catastróficas.

Francisco Castelo Branco disse...

Marta nao precisas de ser ironica quando falas nos EUA...

O que eles fazem, faz o teu pais, o pais onde vives e as "democracias" que tu consideras como exemplo

Marta Sousa disse...

Eu não conheço uma única democracia no mundo! A democracia foi um sistema político que só vigorou em algumas cidades-estado gregas.

Francisco Castelo Branco disse...

entao as diferenças são ainda maiores...

Nao é só PRO-Americano vs Anti-Americano lol

Marta Sousa disse...

Como já disse analisar as coisas só como pró e contra é redutor. Os americanos não são os salvadores do mundo. Aliás regra-geral são mal educados e prepotentes. Se analisarmos as questões do ponto de vista daquilo que são as posturas radicalizantes talvez o regime americano seja tão redutor das liberdades quanto o chinês.

Sabes o que fazem aos comunistas nos EUA? Acreditas que o sistema político chinês é comunista?

Francisco Castelo Branco disse...

Nao so acredito como é.

Isso nota-se nas questões do tibete, no limitado acesso a net, no controlo da informaçao.
Todos nós sabemos....

Quanto a essa dos comunistas serem mal tratado nos EUa..

eles até tem um presidente negro..

Francisco Castelo Branco disse...

Agora

factos são factos:

na China nao existe democracia

Nos Eua

Em Cuba nao existe democracia

Nos Eua SIM

Quem fez os ataques do 11 Setembro foi Bin Laden, nao os Eua

Marta Sousa disse...

Eu não vejo democracia nem na China nem nos EUA nem em qualquer parte do mundo.

A China é um sistema comunista? Como explicas o modelo económico assente no capitalismo? Desde quando é que um regime comunista se classifica por limitar o acesso à Internet e por desrespeitar os direitos humanos no Tibete?

É curioso: Vivemos na moda da democracia, não existe um único país democrático e ninguém sabe bem o que é essa tal democracia.

Francisco Castelo Branco disse...

Essa tua ultima frase
e tema para grandes discussoes.

Deste me um bom tema para o tema do dia deste mes, só me resta saber como fazer a questão.

Mas temos de discutir isso noutro post.
Quanto a este deixo-te continuar com o teu excelente trabalh filosofico

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