Sinto o vento do tempo
morte anunciada ao momento
riso infernal sentido
por entre morte vivido
Pedestal real da glória
imortalidade na memória
um fechar de olhos consciente,
um sofrimento presente.
Fortuna não tendo fortuna
tragédie que avoluma
o sangue dos corpos quentes
e o sangue dos cérebros dementes.
Moira que abres o caminho
de um Romeu e Julieta extinto
por uma Catharsis fria
que transforma em cheia a alma vazia.
Puros fiquemos então

6 comentários:
Antes de mais sugiro aos administradores do blog que resolvam a situação dos parágrafos o mais rápido possível. Só neste blog é que isto me acontece portanto o defeito não é da blogger mas sim da formatação do próprio espaço.
Dado que estava a ter um ataque de nervos dos grandes decidi usar uma forma que tira muito daquilo que o poema devia ser. Como sei a constituição em verso do mesmo decidi colocar a primeira estrofe a negrito, a segunda em letra normal, a terceira em itálico a quarta novamente em letra normal e a quinta em negrito.
Agradeço mesmo mas MESMO que alguém trate de colocar os parágrafos em condições quanto antes sob pena de não haverem condições para continuar o concurso nestes moldes.
Avaliação:
Nota prévia: Qualquer nota que eu confira a este poema nunca será imparcial dado que eu e o autor do mesmo temos relações pessoais estreitas. Poderei ser parcial pela positiva ou pela negativa como é evidente.
Estrutura Interna:3
Estrutura Externa:3
Musicalidade:2
Simbologia:3
Recursos estilísticos:3
Total:2,8
Tentei dar menos, não consegui. Seria muito injusta.
Comentário:
Que dizer? O homem é profissional.
Para começar o título. Brutalmente bem relacionado com o poema. A Cartase é um dos momentos da tragédia grega. A tragédia alude a uma representação de um acto elevado. Digamos que a Cartase é a purificação de todas as emoções que se vão desenvolvendo ao longo da mesma tragédia. Daí o mote final "puros fiquemos então".
Para o Francisco dizer que não dei pontuação a mais vou explicar detalhadamente este poema (naquilo que é a minha compreensão).
Expressões como "Morte anunciada ao momento". A tragédia como é que acaba? Geralmente com a morte do herói. Herói esse que atinge o quê? a glória. Ou seja a morte é encarada como o acto de libertação elevação da(s) personagem(ns) principal(is).
A morte implica o quê? Sofrimento.
"A fortuna não tendo fortuna" o que é? nada mais que o rejeição da tragédia efectuada por Nietzsche na sua obra "O nascimento da tragédia". O mesmo filósofo alemão fala também na Catharsis aristotélica, é bom não esquecer.
Romeu e Julieta o que é? Nada mais que uma tragédia que, como todas as tragédias, tem uma "Catharsis" que é não mais que a purificação das almas por meio de uma descarga emocional. Por isso mesmo
PUROS FIQUEMOS ENTÃO.
Aceito queixas ao à pontuação dada desde que devidamente fundamentadas. Eu acho que fundamentei bem o meu 2.8 que só não foi 3 porque há 1 momento em que a musicalidade é algo desconexa logo no 2º verso.
Não vou dizer que estivesse à espera de mais. No fundo acho que é um bom poema por isso é que o escolhi. E eu não sou "profissional". Que ganhe o melhor e que o melhor seja realmente o melhor!
Nao consigo
Nao sei o que se passa.
Meu caro, pelo menos não andas a tirar fotografias e a escrever o que vê nelas!
A poesia fotográfica enjoa. A suplantação das sensações em relação à filosofia e à mensagem é bom para os que não querem ter trabalho. Felizmente não vejo isso em tudo aquilo que tem vindo a ser o teu trabalho poético.
Este também é? ... talvez ajudasse a sugestão que eu referi no poema depois deste em data.
Beijinho
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