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domingo, 20 de setembro de 2009

Manifesto Portugal

Talvez exista um outro Portugal que busca refazer o outro em que vivemos; talvez nesse Portugal os homens de vontade tenham outros nomes, outros apelidos e outras histórias para contar; talvez nesse Portugal nos esqueçamos do que nos doi ou doeu, transformando isso em saudades de um futuro que acontece num presente contínuo; talvez nesse Portugal todos nos sintamos portugueses e nesse Portugal não estaremos plantados em solos poucos férteis, sendo sementes voando pelo mundo.

Nesse Portugal viveriamos uma oitava acima deste, numa democracia do espírito, pela justiça de nos encontrarmos a nós mesmos encontrando a comunidade. Nesse Portugal o Estado não seria mero instrumento de desavenças, honrarias, projeto inacabado que com tanto afinco tenta amparar tudo e todos sem se amparar a ele mesmo; um Estado imposto pelas ideologias do momento, tentando perseguir outras que estão por vir. Nesse Portugal as ilhas de conhecimento estariam ao serviço da comunidade, servindo-a para se servirem a elas próprias, bebendo a sociedade, sendo bebidas por elas. Nesse Portugal os jovens seriam encaminhados por mestres que os não quisessem encaminhar, soltos para aprender o que o mundo lhes pudesse trazer, ávidos de serem eles mesmos, sem as amarras dos enredos novelísticos da política e da partidocracia, dos "gajos porreiros", da empregomania e do mercado em que estão enredadas as escolas.

Nesse Portugal nem tudo seria perfeito mas pelo menos poderíamos dizer de nós mesmos orgulhosos por pisar as pedras das calçadas sem olhá-las de soslaio.

2 comentários:

expressodalinha disse...

Esse Portugal não existe, nem nunca existiu, nem existirá. É preciso perceber que o nosso modelo socio-político é este. Podem dar-se pequenos toques para melhor; pode evoluir devagar. Mas o modelo é este desde D.João II. A centralização monárquica deu na estatização monopolista. É isto que o povo quer. É a isto que o povo se habituou, sempre dizendo mal,mas é isto que querem. Portanto as utopias são lindas, mas é com este cenário que temos de governar e não com a mentalidae alemã ou inglesa. Bom será o governo que, percebendo isso, saiba disso tirar disso proveito.

Francisco Castelo Branco disse...

Que pessimismo.......

Não há paises perfeitos. Não existem sociedades sem defeitos.

E em vez de criticar deveríamos procurar soluções. Boas soluçoes

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