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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Especial Legislativas: Relações Externas com Outros Países

Entre a gestão de dependências e as autonomias vãs, ambas próprias da globalização, Portugal vai tentando sobreviver como cultura e sociedade. Cultura aprisionada entre o devir da europeização e as contradições da globalização. Sociedade dispersa pelo mundo mas em que no seu território continuou sofrendo as consequências das mais variadas colonizações e da dificuldade em gerir a economia sem recursos.
Como pequeno Estado Portugal deverá continuar a jogar o jogo das grandes potências restando-lhe aqueles espaços onde essas mesmas potências não jogam. Esses são os espaço definidos pelo nosso tempo histórico e pela perpetuação da nossa cultura pelo futuro.
Por isso devmos focar-nos no estabelecimento de um tecido industrial auto-sustentável, ciclicamente português, capaz de promover a exportação em quantidade da nossa excepção. Depois será apoiar projetos como a cidadania lusófona que para além de promover um espaço de circulação baseado na Língua, faça crescer o nosso Atlântico Sul em academias e ilhas do conhecimento - elemento daquele soft power de uma globalização pacífica. Só dessa forma a nossa excepção permanecerá no tempo, mesmo que um dia perca o nome de Portugal.

8 comentários:

Mikas disse...

Podemos ser melhores, a começar desde o topo das hierarquias até à base, mas o esforço tem de ser colectivo, enquanto for apenas de alguns é complicado seguir em frente.

Francisco Castelo Branco disse...

Diria que é preciso apoiar as empresas portuguesas lá fora. E criar condições para que os outros Estados aceitem empresas nacionais lá fora.
Não basta vender jogadores de futebol ou vinho do porto.

É preciso criar mega-empresas ou multinacionais portugueses para podermos desenvolver o nosso tecido empresarial e promover a marca "portugal"

Cleopatra disse...

Francisco há grandes empresas ou médias que se expandiram até lá fora, como tu dizes, e que até agora têm mantido todos os seus trabalhadores embora com dificuldade e, a esses o Estado não ajuda. No fundo é um pouco como a MFL disse:- escolhem as empresas!!

Francisco Castelo Branco disse...

Cleopatra

Sim mas a verdade as empresas lá fora também estão esquecidos. Ou parece que estão.
O mais importante é termos o Ronaldo ou o Vinho do Porto e ficamos por aí.
Para além de serem pouco apoiadas, são quase nada divulgadas....

expressodalinha disse...

O artigo está bem feito e aponta uma direcção que me parece realista e correcta: escolher claramente as áreas estratégicas em que se aponta; escolher essas áreas de acordo com as nossas características e não ir a todas; apoiar de forma consistente e não ao sabor de ciclos eleitorais.

Francisco Castelo Branco disse...

Não tinha chegado a essa conclusão.

De facto, ha que escolher 3 ou 4 e apostar firmemente!

Mas de jogadores de futebol e vinho do Porto já estamos fartos de exportar lol

Marta Sousa disse...

Assim de repente...acho que o "melhor" das relações externas do nosso governo foi mesmo ver o Sócrates a fazer de comercial. Tentar impingir Magalhães aos restantes países foi uma demonstração daquilo que nunca deveria ser a política externa de um governo sério. O ditador da Venezuela lá ficou com alguns. Se pelo menos o material fosse de qualidade...

Francisco Castelo Branco disse...

Marta

essa dos computadores foi excelente.
Uma optima promoção da marca portuguesa.
Pena que só o faça em relação aos computadores e tenha esquecido de coisas mais importantes.

Mas relembraste.me uma coisa : Não é apenas jogadores de futebol e vinho do porto que exportamos. mas também o famoso Magallanes lol

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