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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Hoje desafio-vos a escrever uma carta

Há tempos que tento escrever-te, ou dizer-te ou, atirar-te acima tudo o que tenho vontade de atirar ao lixo.
A culpa é deste tempo que corre em crise e não nos larga as canelas.
A culpa não é tua que não notas nada, e continuas nesse rodopio de acreditar que a globalização te leva a uma meta.
Tudo o que é global é redondo e não nos tira do sítio. Só nos tira do sério.
Escrevo-te azeda?!
É que o final de férias aproxima-se e eu tenho de atirar a alguém a culpa destes dias curtos que se evaporam num instante.
Acreditas em frases feitas e não fazes as tuas.
És um líder e de repente ficaste miope!!
Os líderes criam as suas próprias frases e só acreditam em si mesmos!
Não te leves a reboque de patetas que ganham dinheiro a convencer os outros de que, convencidos chegam a algum lado.
As ideias são para ser discutidas, mastigadas, digeridas e poucas são as que merecem ser engolidas.
Ai estou azeda sim! Nessa vontade de não parar com medo de desistir, entregas-te a idéias sem ideais.
-
ACCB
E pronto aqui vos deixo um desabafo...uma carta...Venham de lá as vossas!

10 comentários:

expressodalinha disse...

Para já os meus parabéns. Está muito boa, até nos subentendidos.

HarryHaller disse...

Gostei do conteúdo, contudo, a minha ideia de líder diverge um pouco da tua. Líder para mim, é aquele que após digestão das ideias dos outros, tem criatividade para criar as suas próprias ideias, acreditar em si e nos outros.Tal como disse Einstein, conforme o pensamento à cabeça deste blog, contudo, a sua genial criatividade não evitou que caísse num terrível preconceito e dele nuca se tenha libertado, mas isso é conversa inadequada aqui.

Gostei Imperatriz do Egipto

Lobo das Estepes

HarryHaller disse...

Aceitando o desafio da Imperatriz do Egipto, aqui deixo a minha singela contribuição.

Apesar ser considerada no presente, ocupação da era romântica, pela ditadura da moda informática, estou aqui a escrever-te esta missiva como se introduzisse no ritmo frenético em que vives,o ritmo sereno de uma sonata de Bach.Pretendo também, que ao leres estas minhas palavras, as escritas e as que estão lá despidas de tinta, possas talvez, despertares não para a minha existência, que ficou esquecida no teu nosso passado já longíquo,mas unicamente para a descoberta de ti, qual viajante que ao calcorrear o desconhecido, vai aprendendo a olhar para o seu imenso mundo interior, sem medo de combater o seu Adamastor, como um argonauta da sua própria via láctea.
Deixaste-te seduzir pelas nereidas do capitalismo selvagem que tudo devora na sua voracidade.
Vives para o trabalho, quando devias trabalhar para viver.
Fechaste a porta da humildade e abriste as janelas da arrogância. Contudo, minha querida amiga, esqueçes que os fortes são humildes e os fracos orgulhosos. Os fortes servem e os fracos gostam de ser servidos.
Deixaste secar a tua fonte critica e criativa, hoje limitas-te a defender ideias feitas por outros afim da manutenção intocável da integridade do Status Social. Sem te aperceberes, que essa mesma sociedade, há muito que está cadáver nauseabundo que urge em ser retalhado na mesa da anatomia e conservado em formol e mostrado às gerações vindouras para que sirve de modelo a não seguir.
Lembras-te quando liamos os velhos filósofos no jardim defronte das nossas casas e acompanhados pelo sublime odor das flores e acariciados pela doce e fresca sombra das árvores encenávamos longos debates de ideias, imaginando-nos na Ágora de Platão, vestidos de toga. Lembras-te que do calor do debate dessas ideias, frutificou em ti, o sonho de ires para os bancos da Faculdade de Direito, afim de colocares em prática as tuas ideias de justiça, ao serviço dos mais fracos, daqueles que nada têm, enfim de todos os que são perseguidos e colocados à margem por este sistema sôfrego por contas bancárias.
Hoje, sei que vives num condomínio fechado, viajas quotidianamente em viatura particular topo de gama, és visita assídua da casa dos poderosos deste sistema. Estruturaste a tua vida, como se fosses um ser orgânico, isolado em laboratório, imune aos vírus, que são todos aqueles que almejavas proteger quanto te decidiste a tirar a licenciatura em Direito.
Termino esta missiva minha amiga, desejando que não a interpretes como uma condenação, mas apenas como uma pequena luz, que possa dar alguma luminosidade às trevas em que vives e que para ti, seguramente, inconscientemente são a tua luz, e como um lamento, por teres perdido o melhor que eu descobri em ti a capacidade de pensar antes de agir.
E anota bem, que por muito dinheiro e status que possuas, crê que nunca conseguirás comprar aquilo que torna uma vida árida num oásis o amor.

Com amor

Lobo das Estepes

Cleopatra disse...

Obrigada! :-))
Também gostei que gostassem e gostei do teu texto Harry! ;-)

Francisco Castelo Branco disse...

Vou tentar

Quero que saibas que apesar de diferenças de personalidade somos compativeis neste Mundo. Neste planeta cada vez mais individualista, egoista, comodista e egocêntrico.
Onde vale tudo para ganhar e quem perde é considerado fraco. Mas perder com dignidade, dando cara á luta, vergando a si mesmo e construindo o seu caminho é melhor do que ganhar com batota. Com humilhação e desrespeito. Com desrespeito pelos valores que fizeram da nossa sociedade o que sempre foi. Independentemente da biblica, alcorao ou outros.
Prefiro perder com um sorriso na cara do que ganhar e depois ter vergonha de mim próprio. Porque sei que da próxima vez irei ganhar. Ganhar com justeza e dignidade. E aí a vitória terá um duplo sabor: a do esforço e a do gozo.
Perdeste a capacidade e a lucidez de saber o que é correcto ou não. Das regras morais e éticas da sociedade.
O vale tudo para ganhar nos dias que correm, infelizmente não é condenado. E muitas vezes é exaltado.
Mas fica sabendo que não são meia duzia de capas de jornais que te vão fazer feliz.
Mas sim uma coisa: o teu sentimento de que erraste e com isso....acabaste por perder.
Tarde, mas acabaste por perder....

Pecadormeconfesso disse...

Aqui fica uma carta em tom de resposta ao desafio da rainha do Egipto, que teve dois homens a seus pés.

Recebi a tua carta ainda a pingar tinta azeda, como quem ralha por raiva de não poder deitar fora o que nunca deixará de ser.
Acreditava na globalização sim, e fiz dela a bandeira de um futuro melhor para o Mundo.
Um dia, atiraste-me à cara que a globalização era um jogo de interesses maléficos económicos e politicos, e que criava cada vez menos igualdade.
Na sede de ser chefe fechei todas as portas com as trancas da indiferença e da certeza de ter cetezas.
Hoje já não sei o que é certo
Tu sabes?

PTM

Cleopatra disse...

Olá Francisco

Gostei
Apanharam a linha politica da coisa.. ;-))

Cleopatra disse...

Olá pecador...

mais uma vez a linha politica da coisa, mas sempre esse eterno amargo de boca.
Desta vez não tivemos dreito a anúncio no seu blog?!;-)
Bj e obrigada pela participação.

Inezteves disse...

Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2009
Excelentíssima SrªVossa Alteza e digníssima blogueira...cá estou eu , uma moura considerada degredada, por mim própria a fuçar teu blog...Alinhavo aqui algumas marcas, para depois desenhar-te em crivo, pontinhos de cruz ou ponto cheio uma cartinha especial...
Jinhos abrasilerados...ou luso brasileiros...Embora me faltem as documentações comprobatórias!

Cleopatra disse...

OLá Inez!! :-))
Minha filha chama-se Inês. Escreva escreva terei todo o prazer em ler. Jinhos.

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