segunda-feira, 23 de março de 2009

OLHAR A SEMANA - SUMO DE MANGA

Uma semana marcada pela visita africana do Sumo Pontífice. Como todos sabemos, o Vaticano não faz nada por acaso, nem comete gafes. Tem disso a invejável experiência de 2000 anos. Durante semanas, nas arquivoltas da cidade eterna, a cúria e seus assessores preparou ao milímetro as intervenções do papa. Como se sabe, a percentagem de católicos tem crescido em África. Terá sido isso que determinou, em primeiro lugar, a ida do papa. Parece-me normal esta missão ecuménica. Seria perfeitamente normal Sua Santidade falar da pobreza, da escravatura, do genocídio. Seria normal que pregasse a paz social, que se revoltasse com riqueza da classe política, com os desmandos dos poderosos, com desprezo a que são votados os povos, com o esquecimento das potências mundiais e até com os feiticeiros… Mas não. Bento não se limitou a isso. Podendo ter-se calado, não se calou. Podendo não ter dito, disse. E se disse era porque queria dizer. E se queria dizer era porque queria atingir um fim. A Igreja não comete gafes! O Sumo Pontífice foi a um continente de raiz e tradição poligâmica, a um continente com uma percentagem e SIDA alucinante e em crescimento exponencial pregar a fidelidade matrimonial contra o vírus e a não utilização do preservativo. Com um simples discurso destruiu o trabalho que ONG de todo o tipo, inclusivamente católicas, fazem há décadas. A SIDA vai crescer mais. Padecendo Sua Santidade daquela perigosíssima doença da infalibilidade, foi um rude golpe na saúde pública. Dando de barato que o papa não queria destruir África, só porque são pretos, então que queria com aquele discurso, pensado e requintadamente servido? Para a Igreja sexo não é prazer. É apenas indispensável à procriação. Fornicar é um mal necessário para que o rebanho aumente e possa ser salvo, assim se auto-justificando no seu papel. É urgente que os padres se possam casar. Sejam pessoas normais. Sintam o prazer do sexo. Percebam que não é pecado. Sintam que esse prazer é divino e, consequentemente, tem de ser defendido. É urgente a revisão sexual da Igreja. A Igreja tem de respeitar o ser humano, em vez dos “textos sagrados”. Até lá vamos tendo Sumo de Manga!
Jorge Pinheiro

47 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Bom texto Jorge....

A Igreja é assim ha 2000 anos e assim vai continuar..
Os tempos avançam mas a mentalidade da Igreja continua a mesma
E nao é só em relação ao preservativo mas tb á eutanasia.

Deste um belo exemplo de como a Igreja só se preocupa com a sua opinião e a sua palavra. E nao com os problemas dos outros.

Daniel Silva disse...

EU nao vejo as coisas sem pensar um pouco. Consigo entender o seu pensamento. E ja agora, penso que foi hoje que terminou a visita a África mas nos teimamos em so falar mal das gaffes e nao da coragem que teve em relaçao a todo o resto, como a denúncia da corrupção e extrema pobreza, tribalismos e outros. nenhum outro chefe de Esatdo teria essa coragem. Mas nos somos assim. Gostamos de bater na Igreja. Por isso discordo na forma e so no apendice que pegaste do Papa.

São umas atrás das outras, de facto,mas sem querer defender o Papa,, repare-se o que aconteceu com o bispo que praticamente negava o holocausto nazi, e só depois o Papa veio a saber dos seus pensamentos pseudo_historicos e nao aceitou as desculpas que o bispo fez ao Vaticano porque as não fez ao mundo em geral e aos judeus em particular.

Este Papa sofre de alguma ingenuidade. Também nao podemos querer dele a perfeição. Tem responsabilidades acrescidas mas também na universidade de Ratisbona foi (muito) mal interpretado. Falava como um académico no meio de outros tantos e depois a comunicação social empola apenas o que lhe interessa e veste as palavras no Papa e nao apenas no homem e teólogo que também é.

Sobre este caso dos preservativos, eu penso que ele se referia ao mal em si, ou seja, não é o mal em si que lhe aflige, porque ele existe se concorrermos para ele. Ele segue a apenas a posição oficial da Igreja (que não é completamente dogmatica, atenção, estamos a falar de normas gerais, tal como no aborto é admitido pelo Vaticano (Direito canónico)nas mesmas circunstancias do Direito Civil.

Ou seja, eu penso que ele se esquece do problema africano onde a disseminação da Sida é qualquer coisa de perturbante, mas continua a insistir no efeito e nao na causa (que tem a sua logica mas nao neste continente em particular), e que é, evitem promiscuidades, evitem parceiros a rodos, sejam monogâmicos que a Sida nunca vos atingirá... Porque a Sida nao é o cancro que pode apanhar qualquer um.

Foram palavras infelizes, estas do Papa, mas penso que percebi a ingenuidade porque vê o problema apenas na perspectiva de que se se fica doente é porque se tem comportamentos de risco e falta de valores, o que é inadmissivel à luz da Igreja.

Abraços

Francisco Castelo Branco disse...

So no fim da visita e que deu um arzinho de que a riqueza deve ser distribuida.
Mas nao foi isso que passou

Dulcineia (Lília) disse...

Jorge,
Parabéns pelo post!
Sério e mordaz, como é típico teu.
Ía na 2ª linha e pensei... deixa voltar ao princípio, algo me escapa em relação ao Sumo de manga. Não tinha percebido a analogia.

Concordo com tudo. Mas, com a crise que vai, se os padres/freiras pudessem casar, provavelmente não haveriam subditos, rs

Ficamos então pelo Sumo... de manga,rs
Abraços
Lília

Paula F. disse...

Ingenuidade? Eu não vejo lá grande ingenuidade neste papa. Mas vejo imoralidade. Aceitaria que ele dissesse o que quisesse: sexo é pecado a menos que seja para procriação, só os pecadores é que apanham SIDA, mais vale uma criança a morrer de fome e doença na mão do que dois espermatozóides a voar, abaixo o desperdício de espermatozóides que é pecado, etc. etc. Mas afirmar que os preservativos agravam o problema da SIDA é criminoso e imoral. É incutir numa população já difícil de educar em termos sexuais maiores preconceitos e medos irracionais. É imoral dizer isso em África. É imoral não perceber que além da questão da SIDA, nomeadamente do nascimento de crianças contaminadas (que para o papa devem ser promíscuas e pecadoras porque é essa a imagem que ele transmite do flagelo da SIDA), ainda há toda a questão de os ver nascer para esperar que morram aos poucos, condenados a uma vida curta e dolorosa.
Ingenuidade?! Ingénuos são os africanos que tiverem acreditado nele...

Daniel Silva disse...

Paula F

Diria que no caso do continente africano em particular, seria suicidio nao permitir ou fomentar o uso do preservativo, mas também os locais sabem que o preservativo nao é a solução, embora um mal menor. Depois o virus da Sida é infinitesimamente mais pequeno do que o espermatozoide pelo que ha probabilidades de o preservativo nao ser eficaz; depois porque se combate o problema ao contrário: é como se se dissesse a um ladrão: como ja conhecemos as tecnicas de roubo, vamos ensinar-te outras.

Mas obviamente que foi uma tirada muitissimo infeliz em particular naquele continente, porque, digamo-lo em boa verdade, que falar assim do preservativo é ate um incitamento à promiscuidade e o preservativo nao é infalivel.

Lembro-me de uma propaganda da Margarida martins da Abraço ha uns anos que no verão publicitava em tudo o que era sitio: autocarros, paredes, mupiies, outdoors... "Se vai de ferias, nao se esqueça do preservativo"...

Ou seja, antes de mais aquilo era um atestado de menoridade chamando infantis a todos os que iam de ferias porque ja se sabia que iam andar aí com as hormonas aos saltos e nao iam aguentar o/as primeiro/as que lhe aparecessem.

Depois, paradaoxalmente, vem ao encontro do Papa de que este mal so se resolve pelos valores e pela mudança de mentalidade.

Todavia, no caso concreto de África, onde existe a bigamia, e considerando o numero de infectados, o Papa devia no minimo ter estado calado. Mas percebi a posiçao dele e foi o que comentei.

Paula F. disse...

Eu aceito os seus comentários e até a sua compreensão. Cada um tem o direito de pensar pela sua cabeça. Lamentavelmente - para si :o) - eu recuso-me a compreender o papa. E como não concordo com algumas das análises que fez, tenho que lhe dizer que na sua cabeça parece existir um preconceito terrível: terei percebido mal ou acha que são só as pessoas promíscuas que podem ser contaminadas? Isso é preconceituoso e, mais uma vez, uma informação perigosa, tal como quando alguns pseudo-machos advogam que só os homossexuais seriam um grupo de risco. Perigoso porque torna os outros - os que aparentemente se conformam com a moralidade católica da monogamia - descuidados. Qualquer virgem pode, na sua primeira relação, com o homem com quem quer casar e viver para o resto da vida, descobrir que contraiu o vírus da SIDA. Em África (e qualquer outro sítio, claro), usar o preservativo evita a contaminação com o HIV mas evitando também que nasçam crianças já condenadas com essa doença. Em que parte é que se está aqui a defender a poligamia? O que se defende é a vida. Haverá alguma dificuldade em perceber isto?
A sua análise relativamente ao tamanho do vírus da SIDA e do espermatozóide não é totalmente linear. Primeiro porque assim como existem estudos que dizem isso, existem muitos outros estudos que indicam que protege ou que, pelo menos, diminui um pouco o risco. É exactamente como o uso de luvas de latex pelos médicos. Acha que as luvas os protegem de uma picada ou que existe uma protecção a 100% relativamente, por exemplo, ao perigo de um cirurgião contrair o vírus enquanto opera um seropositivo?
Essa abordagem baseia-se em análises que partem do pressuposto que toda a gente quer ser promíscua e que pelo simples facto de poderem ter sexo seguro o vão fazer com muitas pessoas diferentes. Como o preservativo pode não ser totalmente eficaz, não o usemos, é isso que quer dizer?!
A seguir podemos advogar que não se use o preservativo para evitar DSTs nem para evitar a gravidez, porque pode romper e ser ineficaz... Ou para quê tomar a pílula, se existe uma margem de falha considerável?
Ainda que julguem que quem usa preservativo é porque quer ter uma vida sexual promíscua, compreendam que nunca será mau usá-lo (evita muitas outras doenças e impede a gravidez com um bom grau de infalibilidade o que, em África, seria sempre uma mais valia, mesmo que não concordem com a protecção relativamente a doenças).
E, especialmente, percebam que, hoje em dia, em qualquer país ou continente é essencial usar o preservativo sempre que se tenha um parceiro novo. Mesmo que não se seja promíscuo, mesmo que só se tenha um parceiro de dez em dez anos. E, mesmo que se tenha o mesmo parceiro durante uma vida, fazer a análise é uma medida inteligente. Existem outras formas de contrair o vírus, remember?...
PROTEJAM-SE. TODOS. AFRICANOS, EUROPEUS, ASIÁTICOS...

Francisco Castelo Branco disse...

Acho que a tirada do Papa teve objectivos muito claros: Lançar a questao do preservativo outra vez.

Infelizmente continuamos com a esta questao. Nos nao, mas a Igreja.
Tal como a questao da Eutanasia.

Pode ser que o Papa na sua consciencia queira preservar a procriacao. E havendo preservativo, as pessoas quererao apenas ter sexo por prazer.

Ora, como sabemos este Papa è conservador. Mas o Mundo evoluiu......

E nòs sabemos como este Papa tem feito tudo para que as suas conviccoes e os seus ideiais sejam impostos a força.

O Preservativo foi um bem que trouxe às pessoas segurança nas relaçoes.
Mais nada...

Nunca irà evitar a procriaçao...

Daniel Silva disse...

Paula F

Compreendo os argumentos mas parecem-me redutores. No fundo preconizas o preservativo como quem diz: comem ate se fartarem, engulam gorduras e façam uma alimentação desiquilibrada e bebam muito que nos cá arranjamos uns guronsans para facilitar a ressaca e umas hepatites e AVC's que se hao-de conbtrolar com hipotensores...

Citaria alguem que hoje escreve:

"Na resposta a um jornalista sobre esta questão, Bento XVI responde nos seguintes termos "(…) não se pode solucionar este flagelo apenas com a distribuição de profilácticos: pelo contrário, existe o risco de aumentar o problema." Quem lide de perto com a sida sabe que é mesmo assim (veja-se o caso português em que apesar da distribuição gratuita de preservativos e da troca de seringas não melhora os seus indicadores). O combate a este flagelo passa hoje, graças ao progresso científico, por outras coisas, mais complexas, mais difíceis e mais caras e às quais os doentes africanos não têm acesso (nem muitos portugueses…). Tão-pouco o Papa foi aos Camarões recomendar a abstinência sexual como solução para a sida. Exortou sim à humanização das relações interpessoais em geral, e da sexualidade em particular.

Para além disto - um ínfimo episódio no contexto da digressão africana - o Papa falou de tudo o que realmente interessa: a corrupção, o desperdício de recursos, o tribalismo, a lei do mais forte, a particular situação das mulheres, a fome, a doença, o imperativo da paz. Os milhões de africanos que caminharam ao encontro do Papa fizeram-no com o espírito de confiança que a Igreja cimentou nesses países onde está, não apenas na liturgia dos templos, mas no terreno, junto das populações, cuidando, tratando, acolhendo, provendo, como pode, à satisfação das suas necessidades mais básicas. Neste Continente que tantos dão de barato como "perdido", a Igreja desenvolve diariamente mil e uma acções junto daqueles que a geografia privou de toda a dignidade."


***

Francisco,

Dizer que a ideia do papa foi lançar o preservativo outra vez... Enfim... Remeto-te para citação que acabo de fazer à Paula. E nao, nao é a procriaçao que está em causa. É toda uma mentalidade, desculpa lá. E quanto à eutanásia, se a propria sociedade civil esta completamente dividida e a comunidade cientifica a vê de forma diferente dessa forma simplista com que a ves, entao porque havia a Igreja de a ver de forma diferente?

Paula F, esqueci-me ainda de te dizer que me tresleste quando pensas que passo informação errada (palavras tuas) ao dizer que Sida so se transmite entre pessoas promiscuas.

Vá. Fiquem bem.

Abreijos

Daniel Silva disse...

Igreja Católica é responsável por mais de um quarto das instituiçõesligadas ao tratamento dos doentes, em todo o mundo.

Na conferência de imprensa que decorreu no voo papal, com destino a Yaoundé, o Papa assinalou que a distribuição de preservativos “agrava o problema” da difusão do HIV, propondo uma solução “espiritual e humana” e pedindo “amizade para com quem sofre”. Bento XVI adiantou ainda que pretende apelar à "solidariedade internacional" com África no contexto da actual crise económica, ressalvando que a Igreja não propõe soluções económicas específicas, mas pode dar sugestões "espirituais e morais".

Atribuindo a actual situação económica a um "défice de ética nas estruturas económicas", o Papa disse que é "aqui que a Igreja pode dar o seu contributo".
Igreja e SIDA.

Em 2004, a Santa Sé apresentou a Fundação “O Bom Samaritano”, uma espécie de Fundo Global da Igreja Católica que tem como objectivo ajudar economicamente os doentes mais necessitados, de modo particular os contagiados pelo HIV.

O esforço da Igreja Católica concentra-se na capacitação de profissionais da saúde, prevenção, cuidado, assistência e acompanhamento quer dos doentes quer dos seus familiares. Dados do ONUSIDA mostram que mais de um quarto de todas as instituições ligadas ao tratamento dos doentes de SIDA são iniciativa da Igreja Católica, sobretudo nos países mais pobres. Os religiosos e religiosas da Igreja Católica são responsáveis pelos cuidados e a assistência a 27% dos doentes de SIDA em todo o mundo,uma resposta que nem sempre é visível, obscurecida pela atenção quase exclusiva que se reservou à questão do preservativo. Os institutos religiosos estão empenhados em várias frentes:tratamento médico, prevenção geral, prevenção da transmissão mãe-filho, cuidados dos órfãos e das famílias atingidas, assistência espiritual, educação sexual e, por fim a pesquisa, em especial para se encontrar uma vacina contra a doença.


A Igreja Católica está particularmente activa na África austral, onde a pandemia da SIDA alcançou a difusão de 30% na população entre 25 e40 anos e onde houve uma queda da expectativa de vida de 60 para 35anos.
Um projecto: DREAMA SIDA apresenta-se em África associada a outros problemas: a pobreza, a desnutrição, a tuberculose, a malária, o escasso nível de educação sanitária, só para citar alguns exemplos. Extirpar a infecção por HIV deste contexto, não é possível. É necessária uma maior admissão deresponsabilidade: não só e não tanto em relação à doença, a SIDA, mas sobretudo, em relação ao sistema sanitário, o africano.

A luta contra a SIDA, nessa perspectiva, pode tornar-se no banco de prova de uma globalização mais responsável, mais humana, de um empenho em contracorrente em relação ao crescente desinteresse internacional para com a África. A Comunidade católica de Santo Egídio entendeu responder elaborando e promovendo o programa DREAM (Drug Resource Enhancement against AIDSand Malnutrition), contra a SIDA e a desnutrição. DREAM representa a realização de um sonho (significado da palavra em inglês), uma abordagem diferente à SIDA que unisse prevenção eterapia, uma abordagem diferente a todo o universo sanitário africano,sem as correntes do pessimismo e da resignação. Este programa de luta contra o HIV/SIDA em África permitiu assistir mais de 25 mil pacientes, para além de ter oferecido tratamento preventivo a mais de 20 mil adultos e crianças.Os 19 centros presentes em seis países africanos, incluindo Moçambiquee a Guiné-Bissau oferecem antiretrovirais, educação sanitária, testesde diagnóstico, suplementos nutricionais e o controlo e cura de infecções. Activo desde 2002, o DREAM (Drug Resource Enhancement against AIDS andMalnutrition) está também presente no Quénia, na Tanzânia, na Nigéria, na Guiné e no Malawi. O programa, totalmente gratuito, revelou-se um dos programas mais eficazes na prevenção e tratamento do HIV/SIDA nos países da África subsaariana.
97% das crianças que nasceram de mães seropositivas que beneficiaramdo programa nasceram sãs e, depois de terem iniciado a terapia antiretroviral completa proposta por DREAM, mais de 90% dos adultos vivem bem e estão em condições de recomeçarem a trabalhar e asustentar a própria família.

Salvar da Sida SIDA 800 crianças por dia é o objectivo da última campanha global lançada pela Caritas, intitulada “HAART” (Highly ActiveAnti-Retroviral Therapy – terapia antiretroviral altamente activa), promovendo um maior acesso a testes e tratamento do HIV para os menores. Com a campanha HAART (com um sonoridade semelhante à palavra coração -«heart» - em inglês), a organização católica para a solidariedade e a ajuda humanitária pede a governos e companhias farmacêuticas que desenvolvam tratamentos que podem salvar a vida de centenas de crianças, a cada dia que passa.
Em comunicado oficial, a Caritas recorda que as crianças nos países mais pobres não têm acesso a medicamentos pediátricos, que lhes poderiam permitir uma vida mais longa e saudável. Por outro lado, quando consegue ser testados, já é demasiado tarde, na maioria dos casos.A organização católica lembra que muitas das crianças que morrem diariamente nem sequer teriam sido afectadas pelo HIV se as suas mães tivessem sido correctamente tratadas durante a gravidez. A Caritas convida jovens de todo o mundo a unirem-se à campanha ,pressionando os governos e companhias farmacêuticas.

Francesca Merico, delegada da “Caritas Internationalis” junto da ONU,em Genebra, diz que “sem tratamento adequado, mais de um terço das crianças nascidas com HIV irão morrer antes do seu primeiro aniversário e metade delas antes dos dois anos de idade”.Esta responsável acusa as companhias farmacêuticas de não mostrarem interesse nos tratamentos antiretrovirais para crianças porque estes se destinam, sobretudo, “aos países pobres”. “Como é possível que o lucro se sobreponha às pessoas? Queremos que os líderes políticos digam às crianças do mundo que promoveram e respeitaram o seu direito à saúde”,

Paula F. disse...

Daniel:

quando dizes «Compreendo os argumentos mas parecem-me redutores. No fundo preconizas o preservativo como quem diz: comem ate se fartarem, engulam gorduras e façam uma alimentação desiquilibrada e bebam muito que nos cá arranjamos uns guronsans para facilitar a ressaca e umas hepatites e AVC's que se hao-de conbtrolar com hipotensores...» fico com a sensação que te li bem à primeira.

Não preconizo nem defendo qualquer tipo de promiscuidade. Lá estás a pôr a tónica da questão do preservativo na possibilidade das pessoas se desmultiplicarem em imensos parceiros. Eu não disse nem defendo isso.

Usando a tua metáfora, o que digo é que, se estás num país onde não tens acesso a comida saudável, não tens outra hipótese: ou te borrifas para o colesterol ou morres à fome, só para não comer carne com gordura...

Defender o uso do preservativo como forma de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e como forma de diminuir a taxa de natalidade numa zona onde existe população a mais para comida/água a menos, não será nunca um apelo à promiscuidade ou aos parceiros multiplos.

Acharás por ventura que, além de terem nascido no pior continente onde poderiam ter tido a infelicidade de nascer, ainda os devemos condenar a uma total abstinência sexual? Para quê? Para impormos a nossa moralidade e a nossa cultura? Achas que devemos fechar os olhos e fingir que o uso de preservativo não previne uns problemas (DST) e reduz outros (taxa de natalidade)?

Até te digo algo provavelmente chocante para tentar que me entendas: quando analizo a questão do continente africano ocorre-me muitas vezes o pensamento de total incompreensão de como é que as mulheres têm coragem de ter filhos, sabendo de antemão que não os vão poder criar, nem sequer alimentar! Penso muitas vezes que, se fosse eu, preferiria a abstinência à ideia de trazer mais uma criança ao mundo para a sujeitar a morrer de fome. Sucede que não sou eu. Sucede que, se fosse eu, teria nascido lá o que implicaria outros referencais culturais e outras formas de ver o mundo. Eu chamar-lhes-ia algo animalescos. Mas isso é para o meu padrão cultural e social. Não é o deles. Não vale a pena tapar o sol com uma peneira. Não vale a pena tentar impôr conceitos que os ultrapassam completamente. Já convencê-los a usar um preservativo é um feito heróico!!!!

Defendes a posição da igreja. Não posso deixar de admirar a fé com que o fazes. Mas não há cientificidade nos argumentos.

Quanto ao trabalho da igreja: fantástico, fabuloso, etc. Existem muitas instituições não religiosas que fazem o mesmo. existem muitas pessoas que, voluntariamente, com o seu dinheiro, vão fazer o mesmo trabalho. Na medida das suas possibilidades, claro. Com o dinheiro que o Vaticano tem, fazer caridadezinha é fácil. Especialmente porque o dinheiro não lhes custa a ganhar. Recebem esmolas, roubaram durante séculos e recebem heranças de velhas (tantas vezes pérfidas) que com isso julgam que compram o seu lugar no paraíso... Talvez assim a Igreja apague os seus pecados centenários. Não considero que estejam a fazer nada de extraordinário. É esse o seu papel: ajudar os que sofrem. Se não, para que serve a instituição???!!!!

Desculpa. Respeito muito a fé. Toda a fé. Admiro-a. Mas não a igreja. Resta-me um pouco de fé no Homem.

Francisco Castelo Branco disse...

Concordo com a Paula F.

Mas então o preservativo não vai salvar a SIDA? e não é isso que queremos?
Então porquê acabar com um método que proteje de uma doença quase mortifera?

O uso de preservativo não é poder usar o sexo para tudo e com todos. Mas sim ter sexo seguro. Sem problemas.
E o problema da SIDA não é apenas em África.
O papa é que continua com ideias seculares. Tal como dizer que a eutanásia é a indignidade do homem. Qualquer dia, quem usa preservativo, tb é indigno, não respeita os valores, nem a parceira.

O Papa pode ter falado de tudo. Mas essencialmente aproveitou estar num Continente onde a SIDA é altissima para relançar a questão.
Tal como lançou a eutanásia horas antes de em Italia morrer uma pessoa por este método.....

Este Papa é uma pessoa que escolhe bem os seus "momentos"

Daniel Silva disse...

Paula F

Antes de mais deixa-me dizer que nao defendo a posição da Igreja; quando muito coincide. Nisso tenho um grande sentido de justiça e sou muito crítico. Por exemplo, percebo, entendo que a Igreja aceite as pessoas homossexuais mas os impeça de se realizarem no pleno de uma comunhão de vida que, para além da afectividade, comportada a propria sexualidade, mas nao aceito. Entendo as premissas, dado que não existe fonte, mas nao aceito, tal como nao aceito o direito ao divorcio, etc, embora também compreenda os motivos que subjazem.

No caso concreto do preservativo, eu nunca fui contra o preservativo. O que sempre disse é que entendo perfeitamente a posição do Papa ao dizer que não é esse o caminho.

O Papa pode ter razão ao defender que a distribuição de preservativos em África está a contribuir para o alastrar da epidemia no continente, porque a "actual evidência empírica dá razão ao Papa", diz um cientista recentemente citado depois desta celeuma toda. Pelo menos em África. E dá como exemplos artigos científicos publicados em prestigiadas revistas como a Lancet ou a Science, que revelam que o uso do preservativo não foi eficaz na prevenção primária do VIH naquele continente.

Reconheço, obviamente a eficácia do preservativo em países como a Tailândia ou Camboja, onde o VIH tem sido transmitido através da prostituição, e onde o uso deste contraceptivo é generalizado. Uma das razões para o falhanço em África é a chamada "compensação pelo risco" - ou seja como o preservativo dá uma sensação de segurança, quem o usa corre maiores riscos. Outra explicação é que este método barreira raramente é usado em relações estáveis, por significar falta de confiança, quando em África a maioria dos contágios acontece nas relações heterossexuais regulares. A alternativa é a monogamia ou a redução dos parceiros sexuais. Não sou contra o preservativo. Este método deve ser usado como recurso para quem não se mantém fiel a um parceiro.

Francisco,

O Papa nao se aproveitou de nada. Nem relançou discussão nenhuma. SE foi a África, denunciou o que viu - é a missão da Igreja. Nao é um chefe politico. Falou de flagelos como a sida, a pobreza, o trafico, o tribalismo, etc etc, da mesma maneira que falou sobre a eutanasia PORQUE ESTAVA A ACONTECERUMA SITUAÇÃO QUE DIVIDIA ITALIA, ele nao falou de repente a partir do nada. Tens de ser mais reflectido ;)

abraços :)

Francisco Castelo Branco disse...

Ele não falou a partir do nada, aproveitou os acontecimentos...

E esta questão do preservativo tb nao vem por acaso.
Sempre foi uma das batalhas de Ratzinger....
Ele quis abrir a caixa de Pandora

Daniel Silva disse...

escrevi rapido e acho que passou algo que pode ser mal interpretado quando falo do divorcio e homossexualidade. Nao sou a favor de nenhum dos dois. É uma questão de aceitação pura e óbvio. Nao temos de aceitar ou deixar de aceitar. tal como nao temos de aceitar negros ou ciganos. São assim. So what? Nos tambem somos brancos. Acho o racismo o maior disparate. Um preconceito que a ciencia psicologica explica. Dizia que entendo os motivos que levam a Igreja a nao aceitar a uniao homossexual e o divorcio, mas nao aceito.

just in case... ;)

Daniel Silva disse...

Francisco, continuo a nao concordar.

A caixa de pandora quem a abre é o Homem, não é o Papa. Não me parece que a Igreja se compare na acção pratica a regimes ditatoriais e corruptos. A Igreja nao te rouba, nao te subjuga, nao te mutila, nao te deixa na miseria, nao te exclui, nao te mata, nao te explora, não é injusta... És tu que aderes à Igreja; nao ela a ti. E nao se aproveita de ti. Como muitas seitas. O que tento dizer é que o Papa nao faz nem abre a caixa de Pandora. Ela é a maldade humana. Ponto final. E o Papa, ao contrário do que dizes, denuncia essa mesma caixa de pandora: a miseria, a tortura, a morte, etc etc... Nao ponhas no Papa aquilo que é da responsabilidade dos governantes politicos; e olha que a Igreja faz muito como podes ver no comment que coloquei aqui ha dias neste mesmo sitio...

Hugs

Francisco Castelo Branco disse...

Daniel

Para além disso tudo, que são tudo boas acções, também exerce um papel politico. E nas ultimas semanas tem exercido esse poder.

O problema da Igreja é que é demasiada tradicional. Mas só a segue quem quer.
Já discutimos este assunto da politização da Igreja, aqui. Mas poderemos voltar a fazê-lo.
Mas é como eu digo: A foice em seara alheia da Igreja em matérias como o preservativo e a eutanásia é impedir o seu uso e aplicação.
Mas só a quem quer ouvir é que segue as suas indicações

Daniel Silva disse...

Continuo a discordar, Francisco... lol---

A Igreja nao tem qualquer papel politico. Tem uma função espiritual e social, de denúncia das mazelas culturais e sociais, e também é por isso que tem autoridade: porque acolhe maes solteiras, alcoolicos e toxicodependentes quando deviam ser tarefas do Estado, para nao falar em tanto outro voluntariado como lares e centros de dia, infantarios, etc etc etc... Isto nao sao palavras bonitas: sao acçoes que responsabilizam os governos mas que as nao tomam...

Que a Igreja é demasiado tradicional, concordo contigo, mas isso nao lhe retira o merito na denuncia social e no TRABALHO QUE TEM FEITO.

Quanto à tua ultima questao de meter a foice em seara alheia, como preservativo e eutanasia, é tudo menos isso. A seara é da Igreja: zelar pela vida, pelo bom senso, pela dignidade do ser humano. DEnunciar injustiças mas tambem comportamentos morais...

Hugs

Francisco Castelo Branco disse...

O que a Igreja fez em relação á questão do preservativo foi meter a foice a seara alheia...

A Igreja deu uma indicação. Faz do preservativo um mal da humanidade, tal como a Eutanásia! O que é mau prenúncio.
O que a Igreja faz em relação ás suas opções é indicar um caminho. O unico caminho possivel.
Com o papa Joao Paulo II havia tolerância. Com Ratzinger não há.
Alias estas posições não são novidade.
Ratzinger é um radical católico que faz da Igreja uma instituição SUPREMA, Acima da Razão e intocável.
O preservativo é uma segurança no acto sexual. Com ele evitamos doenças, ter filhos indesejaveis...mesmo com apenas uma unica parceira.
Esta questão surge num momento em que existe liberdade sexual, os jovens querem cada vez mais experimentar e ter relações sexuais com mais do que uma pessoa, querem "viver", "divertir-se". E o preservativo dá-nos essa segurança.
O que Ratzinger ( e já não digo Papa, porque esse supostamente deve ser tolerante e pacifico...) quer é impedir as pessoas de proliferar o sexo. De "gozarem" o sexo. De se divertirem. Responsavelmente.
Porque para Ratzinger e para a tradicional Igreja Católica que ainda não se adaptou aos tempos modernos e continua fechada sobre si mesma; o sexo serve apenas para procriação!!!!!!
E daqui a 200 anos a Igreja vai dizer a mesma coisa. Mas ninguém vai ouvir....
Como nos dias de hoje já poucos a ouvem......
E por isso é que a questão do preservativo surge. Para a Igreja se fazer ouvir. Para que ninguém se esqueça dos seus principios e valores....
Porque é a unica coisa com que Ratzinger se preocupa!!!

Daniel Silva disse...

És muito simplista a ver as coisas, Francisco. Não podes nem deves ser assim seja em relação ao que for. Com todo o mérito pelo homem da taberna, a ele "desculpa-se" que queira a lei de taliao e fale sem grande conhecimento de causa; mas a pessoas com outro acesso à cultura e á informação, torna-se perigoso.

Já expliquei porque é que a Igreja nao meteu a foice em seara alheia. A Eutanasia, o preservativo, tem a ver com ética e com moral. Com principios suprapositivos que conheces. Os mesmos da Igreja. A lei Fundamental baseia-se em principios suprapositivos, de inspiração judaico-crista se preferires, tal como todas as sociedades ocidentais. Cabe à Igreja fazer a denuncia do achincalhamento da dignidade humana (é por isso que ela é contra a prostituiçao) e como tal zelar pelos valores da vida (os medicos nao crentes tambem fazerm o juramento de Hipocrates e todavia acreditam piamente nele e nao ves a comunidade cientifica unanime na eutanasia: MUITO PELO CONTRARIO. VÊ o exemplo trecente de Italia sem falar noutros tantos. A Igreja nao mete a foice em seara alheia coisa nenhuma. Nada do que é humano reputa alheio a ela. O que podes criticar é a maneira como o faz, ou seja, podes discordar da sua doutrina, tal como num país podes dicordar da politica desse Governo. Mas quer o governo aja bem ou mal é a ele que cabe fazer politica. Assim como cabe à Igreja fazer a denuncia das injustiças sociais e zelar pela vida. SE o faz bem ou mal é criticavel. Apenas isso.

Hugs

Francisco Castelo Branco disse...

"Cabe à Igreja fazer a denuncia do achincalhamento da dignidade humana" -- Mas nós podemos concordar ou não se estas questões são achincalhamento da dignidade humana. Na minha opiniao nao sao. Mas é apenas a minha...

Nao percebo porque é que a eutanasia e o preservativo tem a ver com ética e moral.
Principalmente a questão do preservativo....

Mas a diferença é que em relação ao governo nós não aceitando temos de viver de acordo com as suas regras.
Com a Igreja não é assim.
No meu caso, já afirmei com o que discordava. Nao me vou repetir

A grande divergência é que eu não aceito a doutrina da Igreja e tu sim, e sendo assim é dificil chegar a um consenso....

Mais uma coisa: A Igreja defende a vida, mas se usarmos preservativo estamos a "preservar" milhares de vidas, pois sem ele podemos correr o risco da nossa parceira fazer um aborto.
A Igreja defende a vida. concordo! Mas apenas na sua óptica. Apenas e só...

Francisco Castelo Branco disse...

É como está no texto.

Apenas no ultimo dia o Papa falou da Pobreza e corrupção. Das injustiças sociais. Do desespero de milhares de africanos que não têm nada enquanto uns são riquissimos e vivem milionariamente, contrastando com a pobreza de grande percentagem da população
E que está sujeita a doenças como a SIDA...

Porque razão veio a questão do preservativo á baila??

Se a Igreja defendesse a vida, falava disto tudo. Mas não preferiu centrar a polémica noutro sitio.....

Daniel Silva disse...

Continuas desatento, Francisco ;)

A Igreaj nao centrou o discurso no preservativo. os media é que centraram. Enquanto ja tinham passados 2 dias sobre o comentario do Papa ja ele tinha feitos outras tantas visitas por Africa e falado de tantos outros problemas, de froma frontal contra os proprios Governos o que requer coragem.

O Papa fezx uma afirmação. Os media empolaram-na à exaustao. nao confundas as coisas... Como o tema é polemico, perpetua-se. A culpa nao é do Papa.

Hugs

Daniel Silva disse...

Francisco, é sempre assim? lol

Vamos la entao:

"Mas nós podemos concordar ou não se estas questões são achincalhamento da dignidade humana. Na minha opiniao nao sao. Mas é apenas a minha..."

Correcto. A Igreja tem tanta legitimidade como tu, ou nao? ;)

"Nao percebo porque é que a eutanasia e o preservativo tem a ver com ética e moral."

Se nao percebes nao sou eu quem te vai dizer... Nao percebes?????

"Principalmente a questão do preservativo...."

Idem.

"Mas a diferença é que em relação ao governo nós não aceitando temos de viver de acordo com as suas regras.
Com a Igreja não é assim."

Claro que não. À Igreja so adere quem quer. E quem pode, já agora, porque nao é um clube e é isso que se tenta fazer dela.

"No meu caso, já afirmei com o que discordava. Nao me vou repetir"

Mas nao percebes e entras em redundancias.

"A grande divergência é que eu não aceito a doutrina da Igreja e tu sim, e sendo assim é dificil chegar a um consenso...."

Antes de mais nao temos necessariamente de chegar a um consenso. SE gostares do amarelo eu nao tenho gastar do amarelo pazra chegarmos a um consesno, pois nao? basta que ambas acreditemos nas cores. E quanto a eu aceitar a doutruina da Igreja nao ponhas palavras que eu nao disse. EU entendo e conheço a doutrina da Igreja. Já tu sofres de iliteracia religiosa, tal como eu nao sei falar chinês nem sei tocar musica, infelizmente.

"Mais uma coisa: A Igreja defende a vida, mas se usarmos preservativo estamos a "preservar" milhares de vidas, pois sem ele podemos correr o risco da nossa parceira fazer um aborto."

Isto nem comento ;)

"A Igreja defende a vida. concordo! Mas apenas na sua óptica. Apenas e só..."

Claro. Havia de ser na tua ou na minha? ;)

Hugs

Francisco Castelo Branco disse...

Daniel

A Igreja claro que defende a óptica dela.
Mas como tem responsabilidades e meios que são muito mais visiveis do que eu e tu, consegue captar mais polémica e atenção.
E até pela sua história, muitas pessoas baseiam-se nos principios da Igreja do que nos seus próprios principios.
Ou melhor muitas pessoas acolhem os principios da Igreja. O que é normal, se lhes forem fieis e seguirem a sua doutrina.
Então como entidade com responsabilidades e que faz com que milhares de pessoas sigam os seus principios e valores, devia adoptar um discurso mais diplomático e não faccioso. Como tem vindo a acontecer com este Papa em particular. Porque nesta questão já Ratzinger antes de ser Papa achava que não se devia usar o preservativo.
Sendo a Igreja uma entidade aberta e que "aceita" todos. não discriminando ninguem em razao do sexo, cultura, nacionalidade essas coisas todas, devia a Igreja ser tolerante e não radical. E só "ver" a sua posição e os seus valores!!!
Porque neste momento a Igreja na questão da eutanásia e do preservativo não está a ser tolerante nem racional. Apenas está a seguir os seus valores. E a querer impor os seus valores a toda a gente!
Quando diz que a eutanásia é a "indignidade do ser humano" está a radical. Não se importando com o sofrimento das pessoas.
O mesmo na questão do preservativo. Não está a ver a importancia do preservativo. Até na luta contra a sida.
E porque é que a Igreja defende isto? Porque como o sentido do texto expressa, a Igreja em relação ao sexo, nao evoluiu.... continua igual!

e termino "é urgente a revisão sexual da Igreja...."

Lobinho disse...

Francisco,

Comparas a Igreja a um clube recreativo, desportivo ou uma associação qualquer que tem sócios e cmo tal deve ir pelas preferências dos mesmos. A Igreja não é uma entidade, como referes. É o Povo de DEus, o povo crente mas nao acrítico. Por isso uns estao mais desfasados da Igreja e outros mais ligados, dado que uns pendem mais para o conservadorismo e outros mais para uma ideia "liberal" ou moderna, como pais e filhos, marido e mulher, irmãos e amigos entre amigos. Se a Igreja cedesse a tudo o que quererm dela ja se tinha descaracterizado. Imagina um governo qualquer a ir ao sabor da população em TODAS AS VERTENTES E SECTORES. caia em três tempos porque nao tinha autoridade propria nem politica definida. A Igreja tem doutrina propria, nao é uma seita e fundamenta-se na palavra de Cristo pregada aos apóstolos que são os padres de hoje, tal como o papa é o actual Pedro a quem Cristo confiou a Igreja. É um pouco como a Constituição da Republica (o teu curso é Direito?) Nao se podem alterar normais ordinarias se forem inconstitucuionais e esta por sua vez nao pode ser mexida so porque sim (A lei fundamental). Ora Cristo nao está fisicamente entre nos para que fonte da Igreja seja consultavel que nao pelo que deixou dito pelos apóstolos.

Quando dizes que o Papa adoptou um discurso "diplomatico e faccioso" estás a contradizer-te. SE assim fosse ele nem tinha aberto a boca relativamente às chagas sociais e sobretudo POLITICAS do continente africano.

Falas ainda do preservativo. A comunicaçaomsocial esqueceu-se de uma palavra. A palavra SÓ. O Papa disse "este probema da sida não se pode superar só com dinheiro, com distribuição de preservativos". Omitiu-se o "só". E quem pode pôr em causa a necessidade de uma "humanização da sexualidade"?
Ou seja, O papa admitie o preservativo desde que associado a outros dois factores: abstinencia e fidelidade. Discutivel, mas contextualizado. Eu nao estou aqui para defender a posição da Igreja mas sem me querer repetir entendo-a mesmo nao a aceitando sempre.

SObre a eutanásia, Francisco, eu repito-me: nao existe consenso na comunidade cientifica nem na sociedade civil. Como poderia haver na Igreja que defende a vida e porque existem cuidados paliativos e a dignidade da morte que nao tem de ser necessariamente matar a pessoa? São questoes polemicas. Nao podes nunca dizer preto e branco. Na tua vida has-de aprender, espero eu Francisco, como amigo, que conheças o cinzento. Imagina, e esquece agora a Igreja por momentos, que um dia estás casado e a tua mulher à beira de dar à luz ou no proprio momento do parto é avisada de que so se pode salvar ela ou a filha. Nao te vai ser facil dizeres "matem o meu/minha filho/a" mass alvem a minha mulher. Nunca esqueceras ISSO. ha dilemas na vida e questoes polemicas. nao vejas tudo de forma tao simplista e redutora. sabes o que dizem hoje grandes juristas deles mesmos quando novos? "Eram devaneios da juventude"... Ou seja, aprende-se a ser mais humilde...

Quanto à revisão sexual da Igreja que dizes urgente, eu diria antes um concilio. Porque a Igreja precisa de se redefinir em muitas coisas, nao apenas na pastorla sexual. Mas nao é facil. Nao se fazem revisões a beber um cafe ou como quem escreve na net...

Abraços :)

Francisco Castelo Branco disse...

Daniel

Só em relação ao ultimo paragrafo, porque no resto o comentário está bem respondido, é que já vão 2000 anos e a Igreja mantêm os seus principios e valores. E não fez nenhuma revisão.
Porque a Igreja foi construida com base nos principios e valores de Deus! E esses nunca vão mudar...

Paula F. disse...

Daniel:

«o uso do preservativo não foi eficaz na prevenção primária do VIH naquele continente», muito porque a sua utilização era pouco comum.

«Este método deve ser usado como recurso para quem não se mantém fiel a um parceiro» - aqui está o preconceito que te atribuo. A minha opinião é bem diferente: deves usar preservativo mesmo que sejas fiel. Se bem que acho a palavra fiel muito adequada ao bacalhau - lembram-se do anúncio? - e aos animais de estimação. Pessoalmente prefiro termos como Respeito e Amor que, se preferires o termo, se traduzam nessa tal «fidelidade».
Em países como África, é inteligente fazê-lo porque o perigo de contaminação é enorme, em países como Portugal, é inteligente fazê-lo até ter a abordagem adulta normal (ambos os parceiros fazerem análises e confirmarem que é segura a eliminação do preservativo da relação - mas só se tivermos MESMO muita confiança no outro).

«A Caixa de Pandora quem a abre é o Homem, não é o Papa» - aqui é que reside o problema. O Papa é um homem. Pareces estar a esquecer-te disso. Apenas um homem. Com H pequeno. O JC e o seu Pai são representados por homens. E esses abrem a Caixa de Pandora das mais diversas formas...

«A Igreja nao te rouba, nao te subjuga, nao te mutila, nao te deixa na miseria, nao te exclui, nao te mata, nao te explora, não é injusta...» - achas mesmo isso? Vamos fechar os olhos a séculos de uma igreja em que de facto se abriu a Caixa de Pandora e se destruiu pessoas porque a sua inteligência era superior à desejada nos pobres de espírito que se querem a encher os bancos (e os cofres) em dia de missa? Finjamos então que a Inquisição é um mito...

«Com o Papa Joao Paulo II havia tolerância. Com Ratzinger não há» - CONCORDO em absoluto. O Papa João Paulo II era e ainda é o «meu» Papa. Lamento mas não consigo sentir respeito nem admiração pelo Ratzinger (mas também reconheço que qualquer um que viesse depois do João Paulo II ia ter um papel muito ingrato e difícil).

«Antes de mais nao temos necessariamente de chegar a um consenso» - Claro que não :) Eu cá gosto é de conversar, não tenho a intenção de convencer ninguém. Numa discussão o meu único objectivo é a reflexão. Minha e dos outros. Mesmo que fiquemos exactamente com a mesmo opinião que tínhamos ao início - às vezes, só às vezes e esta não é uma dessas vezes :D, mudo de ideias depois dessa reflexão, algo que costuma acontecer, de vez em quando, a pessoas inteligentes :D

Cada qual tem direito à sua opinião. Mas quem, como a Igreja, tem uma influência grande sobre tantas pessoas, a maior parte delas pessoas com pouca instrução e pouca informação, tem o dever ético e moral de ter muito cuidado com o que diz.

Se, como o Daniel parece achar que defendo ;-) , eu defendesse comportamentos promíscuos e saltitar entre parceiros sexuais, isso teria uma influência a nível mundial do catano... Não concordas Daniel? LOL Agora a opinião da Igreja tem DE FACTO consequências que podem ser nefastas. Exijo-lhes um maior cuidado nas palavras. Exijo-lhes que de facto defendam a dignidade da vida não postulando que num continente como África as pessoas continuem a procriar apenas porque é pecado usar métodos contraceptivos. Exijo-lhes que não queiram condenar à vida todos os potenciais espermatozóides no seu encontro fatal com o óvulo. Ou seja: exijo desta Igreja que defenda as crianças e que não divulgue de ânimo leve ideias que vão fazer com que mais crianças nasçam apenas para serem condenadas a uma vida de fome e doença. Isso não é defender a vida. Isso é CONDENAR À VIDA.

Obrigada Daniel, pela oportunidade de debater este tema, que me é tão caro. Boa semana!

Lobinho disse...

Paula F

Se esticar o assunto à exaustao parece que te quero convencer de algo e nao devo. Respeito a tua opiniao como espero que respeites a minha. Ja vimos que divergimos em muitos pontos, a começar pelas ilações que tiras como dizeres que defendo em Igreja quando ja respondi que sao opiniões coincidentes. Todavia diria ainda isto:

"A minha opinião é bem diferente: deves usar preservativo mesmo que sejas fiel. Se bem que acho a palavra fiel muito adequada ao bacalhau - lembram-se do anúncio? - e aos animais de estimação. Pessoalmente prefiro termos como Respeito e Amor que, se preferires o termo, se traduzam nessa tal «fidelidade»."

Tanta coisa para nada. Uma redundância. Fidelidade ou respeito e amor para mim sao
o mesmo e nao vale a pena entrar em jogos de palavras ou entraremos num ciclo interminavel e improficuo.


«A Caixa de Pandora quem a abre é o Homem, não é o Papa» - aqui é que reside o problema. O Papa é um homem. Pareces estar a esquecer-te disso. Apenas um homem. Com H pequeno. O JC e o seu Pai são representados por homens. E esses abrem a Caixa de Pandora das mais diversas formas...

Portanto, Paula, deduzo que como o Papa é um homem, quando um cano se rebentar em tua casa, ou se um dia partires uma perna, ja sabes a quem bater à porta a pedir responsabilidades. Eu nem comento este dislate.


«A Igreja nao te rouba, nao te subjuga, nao te mutila, nao te deixa na miseria, nao te exclui, nao te mata, nao te explora, não é injusta...» - achas mesmo isso? Vamos fechar os olhos a séculos de uma igreja em que de facto se abriu a Caixa de Pandora e se destruiu pessoas porque a sua inteligência era superior à desejada nos pobres de espírito que se querem a encher os bancos (e os cofres) em dia de missa? Finjamos então que a Inquisição é um mito...


Paula eu nao falo de Historia. falo do ano 2009. Lamento que te aproveites dos erros da Igreja para usares como argumentos. A doutrina da Igreja hoje nao é a de ha 500 anos, nem se pode avaliar um tempo passado com o criterio dos olhos de hoje. O que fizeste foi baixo. Estou a falar da Igreja HOJE, nao a desculpa-la do genocidio da Inquisiçao.


«Com o Papa Joao Paulo II havia tolerância. Com Ratzinger não há» - CONCORDO em absoluto. O Papa João Paulo II era e ainda é o «meu» Papa. Lamento mas não consigo sentir respeito nem admiração pelo Ratzinger (mas também reconheço que qualquer um que viesse depois do João Paulo II ia ter um papel muito ingrato e difícil).


Essas palavras são do Francisco, embora eu as subscreva. Todavia o facto de ser alemao nao lhe retira humanidade. É uma questao empatica. Mas sim é mais conservador.

"Cada qual tem direito à sua opinião. Mas quem, como a Igreja, tem uma influência grande sobre tantas pessoas, a maior parte delas pessoas com pouca instrução e pouca informação, tem o dever ético e moral de ter muito cuidado com o que diz."

Para mim o que a Igreja disse nao foi crime e vê o meu ultimo comentario com o Francisco onde faltou o SÓ que os media nao usaram na palavras do Papa. E a Igreja nao tem hoje o poder que tinha ha umas decadas. nem de longe. Vê as eleições, vê os comportamentos das pessoas, e vê se tem algo a ver com a Igreja.
Estás muito desactualizada e deves ser daquelas pessoas que falam da Igreja apenas porque ouviram falar dela no seu crescimento psico-afectivo e nunca mais sairam daí. É como alguem sair de Portugal na epoca de Salazar, nunca mais se informar sobre a politica portuguesa, e levar com um susto quando chega a Portugal e nao reconhece nada disto. Iliteracia religiosa pura.


"Exijo-lhes que de facto defendam a dignidade da vida não postulando que num continente como África as pessoas continuem a procriar apenas porque é pecado usar métodos contraceptivos"

Não tens que exigir nada. Nem te presumo crente. A Igreja nao se pauta pelo que queremos. nem pelo que os proprios padres querem. E quanto ao preservativo, tal como disse ao Francisco, o Papa disse "este probema da sida não se pode superar só com dinheiro, com distribuição de preservativos". Omitiu-se o "só". E quem pode pôr em causa a necessidade de uma "humanização da sexualidade"?
Ou seja, O papa admite o preservativo desde que associado a outros dois factores: abstinencia e fidelidade. Discutivel, mas contextualizado. Eu nao estou aqui para defender a posição da Igreja mas sem me querer repetir entendo-a mesmo nao a aceitando sempre.


"Exijo-lhes que não queiram condenar à vida todos os potenciais espermatozóides no seu encontro fatal com o óvulo. "

A Igreja pode pedir (mas nao exige) o mesmo de ti. E tambem tu és livre de dizer nao.

"Ou seja: exijo desta Igreja que defenda as crianças e que não divulgue de ânimo leve ideias que vão fazer com que mais crianças nasçam apenas para serem condenadas a uma vida de fome e doença. Isso não é defender a vida. Isso é CONDENAR À VIDA."


Paula, eu percebo tudo o que dizes, mas repara: a Igreja defenda a VIDA em TODAS AS CIRCUNSTANCIAS TAL COMO OS MEDICOS E NAO APENAS PELO JURAMENTO DE HIPOCRATES. E nao é por acaso que as crianças abandonadas sõ de facto abandonadas pelos pais e pela sociedade mas nao pela Igreja com casas de maes solteiras, o que é grave nao ser o estado a gazer nem compete á Igreja, que nao tem meios a nao ser o voluntariado, fazer.

beijinhos e so vi agora o comentario. Como desejas bom fim semana nao percebi se foi algo do servidor mas so o recebi agora

Daniel

Obrigada Daniel, pela oportunidade de debater este tema, que me é tão caro. Boa semana!

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Publicada por Paula F. em OLHAR DIREITO a 6 de Abril de 2009 13:49

Paula F. disse...

«Porque a Igreja foi construida com base nos principios e valores de Deus! E esses nunca vão mudar...» - Que engraçado... Acabaste de admitir Deus como uma realidade. Eu cá sou agnóstica. Os princípios não mudam mas a interpretação que se faz dos mesmos pode mudar. Parece-me que é adequado dizer que já mudou em alguns aspectos. A Igreja tem medo de dar passos mais audazes na interpretação da Biblia e dos Mandamentos. É tão simples quanto isto: se o que se defende é o Amor, especialmente ao próximo, qual é a dificuldade de perdoar o uso do preservativo para que com isso se atinja um bem maior?

Paula F. disse...

«Publicar um comentário. Cancelar subscrição para comentários nesta mensagem.» Talvez isto signifique que o Daniel desistiu de ler o que por aqui se responda. Não faço ideia eu não subscrevo nem 'desessubscrevo' nada. Deixo as respostas mesmo que não as leias:

«Uma redundância. Fidelidade ou respeito e amor para mim sao
o mesmo» - pois para mim não são. Fidelidade é uma obrigação que se impõe ao outro, respeito e amor saem de nós e são uma dádiva que o outro faz por merecer, não uma obrigação.

«Portanto, Paula, deduzo que como o Papa é um homem, quando um cano se rebentar em tua casa, etc, etc» - eu é que não devia ter comentado o facto de assumires que o Papa não é um homem, porque, pelos vistos, nem sequer te apercebes que pões os homens de um lado e o Papa do outro.

«Lamento que te aproveites dos erros da Igreja para usares como argumentos. (...) O que fizeste foi baixo» - AHAHAHAHHAHAH acredita que me fizeste rir a sério! Baixo????!!!! Tens toda a razão... Falar da Inquisição é jogo baixo... Especialmente porque não te dá jeito e só podes fazer jogo baixo enaltecendo a Igreja se estiveres a falar com gente que não sabe nada de nada e não tem conhecimento do que tu, de forma muito SIMPLISTA, chamas de «erros da igreja». Engraçado que chames baixo ao meu argumento quando a tua maneira de argumentar é isolando o ano de 2009, como se a história não fosse primordial em tudo o que se pensa de uma instituição milenar. Aliás, não sei se sabes mas qualquer serial killer se pode arrepender no dia do julgamento. Será jogo baixo falar dos crimes do mesmo, ainda que tenham sido cometidos há 20 anos? (deves perceber que, à proporção, na vida de um serial killer, 20 ou 30 anos é o mesmo que séculos na história da Santa Madre Igreja)...

Sei e sabia perfeitamente de quem eram as palavras. Não presumi que tivesse que gastar linhas a explicar quem disse o quê. Julguei mesmo que a esta altura já todos tínhamos percebido isso muito bem. Apesar de ter citado o Francisco, continuava a falar para ti. Não é difícil de perceber, pois não?

«Estás muito desactualizada e deves ser daquelas pessoas que falam da Igreja apenas porque ouviram falar dela no seu crescimento psico-afectivo e nunca mais sairam daí. É como alguem sair de Portugal na epoca de Salazar, nunca mais se informar sobre a politica portuguesa, e levar com um susto quando chega a Portugal e nao reconhece nada disto. Iliteracia religiosa pura»
AHAHAHHAHAHAHHAHA
Agora acabaste de cometer o pecado capital do orgulho! Achares que me conheces pelo que te estou a dizer é francamente audaz. Ainda que não me leias (o que também não deixa de ser lindo e demonstração de tanta coisa...) aqui ficam umas breves luzes a quem interessar: criada em família católica praticante, sou uma democrata até na religião. Considero TODAS as religiões boas e não tenho preconceitos com a fé dos outros. Uma avó era Testemunha de Jeová e isso permitiu-me que além de ter crescido a, de vez em quando, ir à missa à Sé de Lisboa, ter participado da 'missa' das Testemunhas de Jeová na adolescência. Li vários livros de ambas as religiões, nomeadamente 'as biblias'. Já adulta, mantive o interesse e participei em encontros de religiões cristãs. Detesto seitas. Nunca entrei numa reunião de iurd, ou maná ou seja, nada de seitas para esta mesa, ó faxâbor! Com essas sim, tenho preconceitos. Mas conheço alguma coisa de candomblé, faço meditação budista... etc! Que giro achares isto ou aquilo de mim. Se ainda não percebeste: considero-me espiritual mas agnóstica. Confused? You won't be after the next episode of Soap :D:D:D:D

Exijo sim. Exijo responsabilidade. E sim, arrogo-me esse direito.

Não entres por aí... teria que te explicar como defender a vida, para os médicos, por vezes é optar pela morte. Mas não me parece que fosses perceber. E os dilemas morais/éticos dessa classe conheço eu bem.

Deixo-te com a tua visão romântica da igreja boazinha. Não vá algum dos meus argumentos fazer-te pensar. Eu compreendo a fraqueza de precisar de acreditar. Quem sou eu para abalar as crenças dos outros ou obrigá-los a não esquecer um passado vergonhoso para que aprendam e não repitam no futuro? Ah... e adorei que tivesses insinuado que o facto do Papa ser alemão fazia diferença. BIG FAT LOL!

(desejei boa semana... não bom fds. Isso demonstra a atenção que deste Daniel. I rest my case)

Lobinho disse...

«Porque a Igreja foi construida com base nos principios e valores de Deus! E esses nunca vão mudar...» - Que engraçado... Acabaste de admitir Deus como uma realidade. Eu cá sou agnóstica.

LOl. Ó Paula, um ateu diria o mesmo que eu. Sabe que os principios, os pilares, a Fonte da Igreja nao vai mudar PORQUE NAO PODE. A Igreja nao foi inventada e tem uma fonte, uma doutrina. Qualquer pessoa, teologos ateus incluidos dizem isso. nao precisam de ser agnosticos ;) ou crentes ;)


"Os princípios não mudam mas a interpretação que se faz dos mesmos pode mudar. Parece-me que é adequado dizer que já mudou em alguns aspectos. A Igreja tem medo de dar passos mais audazes na interpretação da Biblia e dos Mandamentos."

Tens razão. Mas naõ é uma questao leve, o que para ti é democracia é autocracia e autoritarismo no Chile e na CHina, Cuba, IRão e tantos outros páises do mundo. E vice-versa. Mas a Igreja nao tem a sabedoria toda nem pode voltar 2000 anos atras e consultar o Mestre. Os teologos dividem-se tal como os cientistas se dividem nas suas pesquisas. Mas ocncordo que naslguns aspectos nao precisava de ser tao lenta e podia ir mais longe. Mas nao é facil. Nao estamos a falar de estatutos ;)


"É tão simples quanto isto: se o que se defende é o Amor, especialmente ao próximo, qual é a dificuldade de perdoar o uso do preservativo para que com isso se atinja um bem maior? "

depende do teu conceito de bem maior. O da Igreja o conceito de Bem maior é a defesa da vida. A partir daqui...

bjs

Francisco Castelo Branco disse...

Daniel

o problema é que a doutrina da Igreja é a mesma de ha 2000 anos.
Os valores sao os mesmos. A dependencia e rigidez a eles continuam na mesma.
A Igreja nao muda nem vai mudar.
E isso é o que o post quer atingir : é necessário uma revisao da doutrina sexual da Igreja. Nao percebo porque os padres continuam a nao poder casar.

E como nao essa evolucao a Igreja condena todos aqueles que sejam contra a sua opiniao. Ridiculo nao? Opressivo?

Imaginemos que a Igreja aceitava o preservativo? acho que nem sequer estavamos a discutir o problema. Porque se a Igreja concorda, entao ja está tudo bem!

Francisco Castelo Branco disse...

"E a Igreja nao tem hoje o poder que tinha ha umas decadas. nem de longe. Vê as eleições, vê os comportamentos das pessoas, e vê se tem algo a ver com a Igreja."

-- Ainda bem porque senao andavamos todos direitinhos e fieis aos seus valores.
Mas a verdade é que a Igreja suscita polémica. Como se ve por esta discussao....

O problema é que aonde quer que va, o Papa tem sempre cobertura. E considero que esta mensagem foi propositada. Tal como a da eutanasia.
Ja antes de Ratzinger tomar poder, todos sabiam quais eram os valores defendidos por este Papa. Ultra-tradicional, polémico, "egoista".
Esta ultima palavra foi forte

Francisco Castelo Branco disse...

"Mas a Igreja nao tem a sabedoria toda nem pode voltar 2000 anos atras e consultar o Mestre. Os teologos dividem-se tal como os cientistas se dividem nas suas pesquisas."


Claro que nao. E o tempo nao volta para trás....

Mas pode adequar-se aos novos tempos ou nao?
Pode aceitar novas formas de vida?estar? relacionar?

O grande problema é que a Igreja nao "acompanha" a sociedade. Mantem-se fechada no Vaticano.
Enquanto o Mundo evoluiu....

E o mais grave, é que nao deixa que a sociedade se evolua! Se modernize.
E condena aqueles que sao contra.
Isto cheira-me a inquisicao...

Paula F. disse...

Não use essa palavra Francisco! Inquisição é um palavrão, já para não dizer que é jogo rasteirinho. Bom, ou é isso, ou não dá jeito relembrar esse pequeno erro agora LOOOOOOOOOOOL

Como dizem os Deolinda: «vão sem mim que eu vou lá ter»... LOL

Lobinho disse...

"Publicar um comentário. Cancelar subscrição para comentários nesta mensagem.» Talvez isto signifique que o Daniel desistiu de ler o que por aqui se responda. Não faço ideia eu não subscrevo nem 'desessubscrevo' nada. Deixo as respostas mesmo que não as leias:


isto aparece sempre no final das conversas. Mal tenho tempo para ler quanto mais apagar o que nao interessa...


«Uma redundância. Fidelidade ou respeito e amor para mim sao
o mesmo» - pois para mim não são. Fidelidade é uma obrigação que se impõe ao outro, respeito e amor saem de nós e são uma dádiva que o outro faz por merecer, não uma obrigação."

E por quem sois para te atribuires o exclusivo da verdade? ;) eh eh Para mim fidelidade nao é obrigação: é condição. Mas cada um sabe de si.


«Portanto, Paula, deduzo que como o Papa é um homem, quando um cano se rebentar em tua casa, etc, etc» - eu é que não devia ter comentado o facto de assumires que o Papa não é um homem, porque, pelos vistos, nem sequer te apercebes que pões os homens de um lado e o Papa do outro.

Tresles-me sempre e eu é que leio rapido. Falavas da caixa de pandora como mal do mundo feito pelos homens sendo que o Papa é um homem. Entao respondi que se esse é o raciocinio, entao como homem que também é, ha-de ser o responsavel se te rebentar um cano de agua ou estragar o telemovel, whatever... Fizeste um silogismo. lamento. Depois da nisto. ;)


«Lamento que te aproveites dos erros da Igreja para usares como argumentos. (...) O que fizeste foi baixo» - AHAHAHAHHAHAH acredita que me fizeste rir a sério! Baixo????!!!! Tens toda a razão... Falar da Inquisição é jogo baixo... Especialmente porque não te dá jeito e só podes fazer jogo baixo enaltecendo a Igreja se estiveres a falar com gente que não sabe nada de nada e não tem conhecimento do que tu, de forma muito SIMPLISTA, chamas de «erros da igreja». Engraçado que chames baixo ao meu argumento quando a tua maneira de argumentar é isolando o ano de 2009, como se a história não fosse primordial em tudo o que se pensa de uma instituição milenar.

Paula tu pensas antes de falar? Tu tentaste argumentar com uma Igreja quihnentista; eu tentei argumentar com a Igreja de HOJE (daí ter dito 2009)no sentido do tempo em que vivemos, nao do ano em si... Tens de começar a pensar mais antes de escrever... sohb pena de constantes coisas destas...


"Aliás, não sei se sabes mas qualquer serial killer se pode arrepender no dia do julgamento. Será jogo baixo falar dos crimes do mesmo, ainda que tenham sido cometidos há 20 anos? (deves perceber que, à proporção, na vida de um serial killer, 20 ou 30 anos é o mesmo que séculos na história da Santa Madre Igreja)..."

Eswquece la os serial killers. A Igreja ja fez o mea culpa ha muito tempo que quase era gozada nos media por pedir perdao de tudo, mas nao pode ressuscitar as vitimas que fez. Um bocadinho seriedade intelectual no debate, Paula, por mais que detestas a Igreja.


"Sei e sabia perfeitamente de quem eram as palavras. Não presumi que tivesse que gastar linhas a explicar quem disse o quê. Julguei mesmo que a esta altura já todos tínhamos percebido isso muito bem. Apesar de ter citado o Francisco, continuava a falar para ti. Não é difícil de perceber, pois não?"

Sabes, eu sou muito mais limitado do que tu, e como respondias com citações, presumi que achasses logicamente que aquela tambem fosse citaçao minha. Por acaso eu estava de acordo com o Francisco mas peço desculpa porque nao passo de um energúmeno a tentar falar nao a convencer nem a bater em ninguem, com uma DOUTORA ILUMNINADA. As minhas desculpas Doutora Paula.


«Estás muito desactualizada e deves ser daquelas pessoas que falam da Igreja apenas porque ouviram falar dela no seu crescimento psico-afectivo e nunca mais sairam daí. É como alguem sair de Portugal na epoca de Salazar, nunca mais se informar sobre a politica portuguesa, e levar com um susto quando chega a Portugal e nao reconhece nada disto. Iliteracia religiosa pura»
AHAHAHHAHAHAHHAHA
Agora acabaste de cometer o pecado capital do orgulho! Achares que me conheces pelo que te estou a dizer é francamente audaz. Ainda que não me leias (o que também não deixa de ser lindo e demonstração de tanta coisa...) aqui ficam umas breves luzes a quem interessar: criada em família católica praticante, sou uma democrata até na religião. Considero TODAS as religiões boas e não tenho preconceitos com a fé dos outros. Uma avó era Testemunha de Jeová e isso permitiu-me que além de ter crescido a, de vez em quando, ir à missa à Sé de Lisboa, ter participado da 'missa' das Testemunhas de Jeová na adolescência. Li vários livros de ambas as religiões, nomeadamente 'as biblias'. Já adulta, mantive o interesse e participei em encontros de religiões cristãs. Detesto seitas. Nunca entrei numa reunião de iurd, ou maná ou seja, nada de seitas para esta mesa, ó faxâbor! Com essas sim, tenho preconceitos. Mas conheço alguma coisa de candomblé, faço meditação budista... etc! Que giro achares isto ou aquilo de mim. Se ainda não percebeste: considero-me espiritual mas agnóstica. Confused? You won't be after the next episode of Soap :D:D:D:D


Bem, eu nao precisava de saber o teu historial, pelo que finjo que nao li. Parto do principio que as pessoas conseguem ser isentas quando falam de coisas exogenas a elas, ou os magistrados seriam TODOS corruptos.

"Exijo sim. Exijo responsabilidade. E sim, arrogo-me esse direito."

Fala como Papa ou o nuncio apostolico. Tenho a certeza que se faria luz sobre muita coisa. Ou com um padre que te explique melhor do que eu a doutrina da Igreja. Podemos ou nao concordar, ponto final. A Igreja nao é uma democracia ao sabor do gosto dos fregueses, como respondi ao Francisco. Tem uma fonte.


"Não entres por aí... teria que te explicar como defender a vida, para os médicos, por vezes é optar pela morte. Mas não me parece que fosses perceber. E os dilemas morais/éticos dessa classe conheço eu bem."

Portanto, qualquer pessoa que nao esteja ligada à área da saúde, nao sabe o que é o juramento de Hipocrates; nao conhece a situação de nenhum profissional porque lhe está vedada a comunicação com eles; não sabe do que se passa no MUNDO a esse nivel quando têm de lidar com situaçoes criticas. Paula, isto foi arrogancia intelectual pura. E ja agora aprende: os medicos defendem ao limite a VIDA nem que seja um serial killer que esteja nas maos deles. É uma questao ética, de consciencia da profissao. Em casos limite, como o exemplo que dei ao Fancisco de escolher entre a mae e o filho na hora do parto obviamente que com o consetimento da familia vao salvar a mae. Tem toda a logica. Nao pegues na excepçao para justificar a generalidade. E espero que passes a ser mais humilde na tua propria profissao seja ela medica, enfermeira ou Deusa da Medicina que manda calar quem nao entra nesses territorios.


"Deixo-te com a tua visão romântica da igreja boazinha. Não vá algum dos meus argumentos fazer-te pensar."

Ofensas gratuitas nao, obrigado. E nao fico por aqui porque a minha visão das coisas nao depende do que tu pensas delas.


"Eu compreendo a fraqueza de precisar de acreditar."

estás 100% enganada. Vês como se poem pessoas inocentes nas cadeias?
De qualquer forma, seria um insulto (outro) a quem crê. Sem te aperceberes ou nao, discriminas quem cr~e como acefalos. Vergonhoso, Paula, Vergonhoso.


"Quem sou eu para abalar as crenças dos outros ou obrigá-los a não esquecer um passado vergonhoso para que aprendam e não repitam no futuro?"

Nao comento. A Igreja nao pode imolar-se pelos erros cometidos ou pode? vamos matar a padralhada toda
destrir o vaticano e dar flores à DOUTORA paula? Quem é acefalo? Nao me chamaste acefalo mas como ao contrario do que dizes sei pensar por mim, foi o que fizeste varias vezes com insultos gratuitos à mistura.


"Ah... e adorei que tivesses insinuado que o facto do Papa ser alemão fazia diferença. BIG FAT LOL!

Digamos que quando foi eleito senti que a Igreja retrocedeu 400 anos. E ser alemao como atitude comportamental pode dar a ilusao de um Papa egoista, como refere o Francisco e eu percebeo o que el quer dizer. Mas verifiquei que afinal é bastante humano, introvertido, mas indefcetivel defensor de uma Igreja antiga, sem tentar ir mais longe. O que nao significa que seja um monstro.

Os big fat lolos nao ficam bem às DOUTORAS. Embora eu considere que o verdadeitro sabio é aquele que o nao diz. Apenas demonstra.


(desejei boa semana... não bom fds. Isso demonstra a atenção que deste Daniel. I rest my case)

talvez eu nao tenha o teu tempo para ler com cuidado. Mas tive a preocupaçao de deixar claro. É suposto pedir desculpas, doutora?

"i rest my case"

Só podia, com tanto dislate.

Francisco Castelo Branco disse...

Podemos ter uma conversa normal e saudavel...

Este é um tema polémico mas acho que é possivel haver bons argumentos e respeito

Cumpts

Lobinho disse...

Concordo em absoluto, Francisco, mas basta leres o meu ultimo comentário à DOUTORA Paula, para perceberes quem da risos histrionicos e fala com um ar superior para alem de ofensas gratuitas e ainda te responde a ti na inquisiçao gozando com o que eu tinha dito.

Um abraço

Francisco Castelo Branco disse...

Caro Daniel

Não sou responsavel pelo que outros dizem

O que eu disse foi no geral.
Para ninguem em particular

abr

continuemos a discussão...

Lobinho disse...

Francisco o problema nao se trata de a doutrina ser de ha 2000 anos.
Tu comungas dos valores judaico-cristaos que enformam as sociedades ocidentais, e eles saõ imperativos categoricos e imutaveis, como a ideia do bem, do amor, da fraternidade, da igualdade, da justiça, etc... As leis baseiam-se nisto - valores suprapositivos - e nao têm nada a ver com religiao.

Quanto à revisão da pastoral sexual da Igreja, eu começaria pelos proprios homossexuais que devem ter o direito a viver em comunhao de vida tal como os heterossezxuais mas que a Igreja nao aceita porque as Escrituras são omissas nesse aspecto, tal como na ordenação de mulheres.

Mas a Igreja nao tem de concordar, Francisco. Repara: o que dizes é mais ou menos isto: queremos morangos e a Igreja so da alperces. Mas tens de perceber que a Igreja é livre, independente, nao bate à tua porta. És tu que la vais e te identificas ou nao. Embora aqui entrem outras questoes que nao apenas a doutrina da Igreja mas tambem a fé, a religosidade e a espiritualidade. Há pessoas sem fé mas de grande espiritualidade, o que nao se invalidam de seguir Cristo na pessoa do Papa, que obviamente nao é Deus mas é o que se tem. Existe algum ser perfeito e inerrante na Terra? Não.

Portanto, a Igreja nao pode andar ao sabor das ondas. Ela nao se impoe. Acolhe quem nela entra. Ponto final.

Abraço e obrigado por desanuviares um ambiente onde ha acefalos (eu) e doutores (a tua amiga) como eloa deixou vincado quase dizendo (calma la que em materia de saude és ignorante. pelos vistos nao foi bem assim)...


Ab

Daniel

P.S. - Não ha nenhuma funcionalidade para editar o texto? É que devido à minha velocidade de escrita as palavras vao todas com letras pelo meio que nao devem.

Francisco Castelo Branco disse...

Daniel

Acho que não. Nao ha problema porque percebe.se o sentido

Nao tens q agradecer. Eu só quis por alguma água na fervura. Até porque estou a achar a discussão interessante.
Este post é de dia 23 de Março!
E é o ultimo que está na Page View.

Só mais uma coisa : O problema está na Igreja não mudar os seus valores. E não se adequar aos novos tempos. Eu sou contra os casamentos gay. A Igreja sempre o foi e sempre será.
Apesar dos tempos evoluirem, a posição não muda. Nem mudará. O mesmo se passa em relação ao preservativo e á eutanásia....

Lobinho disse...

Nao vais directamente aos comments? Nao percebo muito bem, eu vejo na hora, quer dizer, se estiver on.line.

Tal como tu és contra os casamentos gay (e imagina que és contra os gays simplesmnete) também a Igreja é. Agora tenta desunhar-te a expressares-te sobre porque és contra. Levas com milhoes de argumentos na cara quase revoltosos e ofensivos e será que nao tens o direiro de ser contra?

Pessoalmente acho ser a favor, mas nao sou a favor da adopçao por casais do mesmo sexua dado que a criança nao cresce com uma ideia parental, mas monioparental e faltar-lhe.á sempre um elemento no seu crescimento psiquico: o masculino ou o feminino...

Francisco Castelo Branco disse...

Ah pois Daniel

Essa discussão já tivemos milhares de vezes nesta casa, ainda tu não sabias o que era o Olhar Direito.
Mas tenho a certeza que quando for aprovada a nova lei, voltaremos a discuti-la.....

Dou até Dezembro para que a lei seja mudada. E aí nova discussão

Paula F. disse...

Daniel: A esta altura já só me fazes rir de facto. Porque não consegues manter o nível de uma discussão e quando os argumentos te faltam insultas para a esquerda e para a direita. Até fazes uma espécie de exercício auto-insultador, o que só me pode fazer rir.

És-me indiferente. Não poderia zangar-me sequer contigo. Ah... não sou médica BIG FAT LOL

Devias parar de tentar adivinhar coisas sobre as pessoas especialmente quando elas te fazem um enquadramento e tu dizes que isso não te interessa. Se não queres saber, não tentes adivinhar porque passas a vida a acertar ao lado. Ah: também não sou enfermeira OK? Nem sequer profissional de saúde.

Continua fiel a tudo, nomeadamente aos teus princípios. Eu continuo a ter como condição amar e respeitar, as pessoas e os meus princípios. É que ser fiel NÃO É garantidamente sinónimo de respeito. Eu prefiro que me respeitem :D

Agora dou um salto em tudo o resto que li e passo para:

«Pessoalmente acho ser a favor, mas nao sou a favor da adopçao por casais do mesmo sexua dado que a criança nao cresce com uma ideia parental, mas monioparental e faltar-lhe.á sempre um elemento no seu crescimento psiquico: o masculino ou o feminino...»

Tinha decidido não continuar a entrar em conversa contigo, porque primeiro atacas a título pessoal e depois pareces ficar ofendido facilmente e não aguentar que te respondam com alguma convicção (mesmo sem ser da mesma moeda, porque, ainda que nalguma altura me apeteça, prometo que não te chamarei acéfalo :D Apesar de dares a entender a certa altura que te sentiste acéfalo, espero que não tenha sido por minha culpa :D Quando muito pergunto perguntar-te-ia se te fizeram uma lobotomia ehehhehehhe).

Ainda assim, não resisto a responder a esse argumento contra a adopção por casais homossexuais.

O ponto de partida, para mim, será sempre o interesse da criança. Infelizmente o sistema de adopção não parece assentar nessa pedra basilar: não fazem avaliações psicológicas como deve ser aos casais que se propõem para adopção. Isso é um dado essencial.

Avaliada a pessoa/pessoas que se propõem para adoptar, em situação IGUAL de condições psicológicas para assumir a paternidade/maternidade, deverá ser escolhido em primeiro lugar um casal. Se existirem dois casais (um hetero e um homo, naturalmente) escolher-se-ia primeiro o casal hetero. No entanto, isto não deve invalidar: adopção por uma pessoa só (seja homem ou mulher) ou por um casal homossexual que apresente condições psicológicas adequadas ao papel familiar.

Quando dás esse argumento do mono-qualquer-coisa estás também a excluir do processo de adopção as pessoas que não são casadas nem fazem parte de nenhum casal.

A minha única pergunta é: em que parte é que uma criança que está numa instituição, por ter sido abandonada, estará melhor lá do que com uma (ou duas) pessoas que a amem e que sejam uma família devidamente avaliada em termos psicológicos e com qualidades para esse papel? Esquecem-se sempre das crianças nessa luta desesperada contra a possibilidade dos homossexuais adoptarem. Porque se esquecem que são crianças sem família NENHUMA ou completamente desestruturadas. Ter um pai E uma mãe é a situação ideal. Mas será sempre preferível ter um pai ou uma mãe (ou dois pais ou duas mães) a não ter nada, a viver institucionalizado até ser adulto.

Enfim, julgo que, como vem de mim, o Daniel nem sequer irá pensar com seriedade no argumento. Oh well... É pena. Olhem que é um bom argumento, ou não fosse eu a deusa xpto dos argumentos LOLOLOLOLOLOL

Francisco: não se preocupe, não vou alimentar mais nenhum treco cibernáutico de ninguém no seu blog. Não tenho pachorra e há tanto para ler no mundo. Só tenho pena que o Daniel nem sequer tenha percebido que estava DE FACTO a elogiá-lo e que era sincera quando lhe agradeci a possibilidade de uma discussão saudável (não sabia claro, que a discussão com ele também iria descambar, tal e qual como acontece em sites frequentados por putos).

Fiquem bem! E sejam tolerantes :D Ah... e usem preservativo, mesmo que sejam «fiéis», pelo menos até fazerem análises ;-)

Francisco Castelo Branco disse...

Paula F

Nao disse que estava a alimentar um trecho cibernautico.
A unica coisa que quis fazer foi centrar a discussao no tema principal.
Mais nada.
Nao foi nenhuma indirecta para si nem para o Daniel.

De facto na Internet ha muito para ler. Espero que o continue a fazer neste blogue.

Nao ha razao nenhuma para nao continuar entre nos, so por causa de uma discussao.

E repito, nao tenho nada a ver com os comentarios que sao feitos por outras pessoas. Foi o que quis dizer tambem

Lobinho disse...

Paula F

Estás a perder o bom senso.

Vá, uma Páscoa Feliz.

Daniel

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