Etiquetas

segunda-feira, 16 de março de 2009

Mais participação activa...

Todos nós sabemos da importância dos referendos nacionais no panorama politico português....
Em Portugal já se fizeram três referendos de importância nacional. Dois sobre o aborto e um em relação á regionalização.
Os referendos são um mecanismo de democracia directa, um dos pilares da revolução marxista.
Mas questões como o casamento entre homossexuais, eutanásia, sistema eleitoral, entre outras....
Recentemente em Viana do Castelo foi feito um referendo. Os referendos a nivel local são já um hábito, mas a nivel nacional ainda não. Esta é uma das formas de aproximar a população dos politicos, já que nos dias que correm se levanta esta questão.
Seria um bom método a constante consulta aos populares. Até porque isso implicaria a aproximação dos eleitores aos eleitos. E numa democracia tão pouco participativa como a nossa, era um começo.
Referendar, existirem mais formas de participação na vida politica também ajudava a encontrar a melhor solução. Normalmente nas questões de consciência esta hipotese poderia ser uma boa solução...

11 comentários:

Chica disse...

É interessante esse tipo de participação do povo.Pelo menos saberiam do que queremos ou não! um abraço e boa semana,chica

expressodalinha disse...

Em teoria, sim. Mas ainda há muito trabalho de cidadania a fazer junto da chamada sociedade civil para esta se mobilizar. Portugal vive de paralesia política aguda e politiquice esquizofrénica.

Paula F. disse...

Seria um bom método... se nós tivéssemos uma consciência política como tinham os gregos há seculos e séculos...
Acho muito bem que me perguntem o que quero, mas quando voto num partido não estou já implicitamente a escolher as grandes linhas ideológicas que defendo?
O grande mal é esse: os referendos em Portugal são um desperdício de dinheiro e tempo. As pessoas não se interessam, têm um enorme déficit democrático e ainda maior desinteresse político. Além disso, quando o resultado do referendo não agrada, repete-se uns anos depois (será que é adequado dizer: 'graças a deus que repetiram o do aborto?' - mas, por princípio, parece-me incorrecta a repetição).
E quem é que vai votar nos referendos em Portugal? Dependendo do tema em causa a resposta poderá ser: quase ninguém ou... todos os católicos praticantes acima dos 60 anos.
Casamento entre duas pessoas do mesmo sexo? Eutanásia? Não gastem dinheiro a fazer referendos sobre isso em tempo de crise. Eu digo-vos antecipadamente o resultado e nem sequer preciso de ser o professor karamba. Simplesmente porque não é adivinhar...
Sistema eleitoral? Não me façam rir... Muito me surpreenderia que esse não fosse o menos votado de todos os referendos possíveis. É que, para esse, a igreja não está interessada e os eleitores ainda menos.

Paula F.

Nocturna disse...

Fazer mais referendos, sobretudo referendos regionais, seria uma forma de aperfeiçoamento da democracia, por aproximar o povo dos seus eleitos. Se não corresse bem o primeiro o segundo seria com certeza mais participado e o exemplo floresceria.
Dizer que os Portugueses não têm maioridade política e não se interessam por referendos é passar um atestado de menoridade inaceitável.
O sr.salazar também dizia que os portugueses não tinham capacidade política para votar.
Um abraço
Nocturna

Paula F. disse...

Infelizmente, é isso mesmo que eu estou a dizer: os portugueses não têm maioridade política e não se interessam por referendos. Já tivemos três e as taxas de abstenção são bastante elucidativas. Nem se interessam por eleições, quanto mais por referendos.

Mas confesso que uma comparação a tal personalidade é a primeira vez que me fazem :D:D:D:D:D:D
Deveria sentir-me honrada pela comparação, dado que os tais portugueses com imensa maioridade política escolheram o Salazar como «o maior português de sempre»???!!!!!!!!

(claro que isto é uma generalização e é óbvio que as generalizações são perniciosas, tal como é óbvio que existem excepções, mas essa é de facto a minha opinião: a maioria dos portugueses não se interessa por política e não tem interesse nenhum em votar. Não devo tomar a parte pelo todo? Ok... Mas isso será sempre mais correcto do que tomar o todo pela parte e achar que afinal todos são pessoas com capacidade e interesse político.)

expressodalinha disse...

Estamos todos a dizer o mesmo. Mas não são só os tugas que têm defice democrático. Mais de 4/5 do mundo deve ter!

Francisco Castelo Branco disse...

Chica

concordo

Pelo menos saberiamos o que queriamos ou nao.
E isso em Democracia é essencial

Francisco Castelo Branco disse...

expressodalinha

Pois, mas o problema é que os cidadãos nacionais são um pouco apáticos e que aceitam tudo o que lhes dizem.
Precisamos de cidadãos mais activos e participativos
Os referendos seriam uma boa maneira de mexer com os "tugas"

Francisco Castelo Branco disse...

Paula F

Mas as pessoas são livres de participar ou nao.
Nao interessa o numero de votantes. Mas quem vota. E o que é votado
Isso é o mais importante.
Os casamentos gay é um exemplo.
Mas o sistema eleitoral bem que podia ser referendado

Francisco Castelo Branco disse...

Paula F

nao concordo que os portugueses nao tenham maioridade politica.
O problema é que nao lhes dá a capacidade de decisão.
Está tudo na mãos dos partidos.!

Leram bem: dos partidos

Paula F. disse...

Quando se lhes dá capacidade de decisão, a maioria demite-se das suas obrigações democráticas e vai a banhos para o Algarve, borrifando-se para o voto.

Quanto aos partidos, essa é uma das origens deste déficit de interesse político dos portugueses: a nossa classe política é péssima, cheia de gente mal formada, mentirosa, populista, demagógica ou simplesmente incompetente (para que não me chamem agora radical: claro que há excepções, de vários quadrantes políticos, mas pouco podem fazer quando se encontram num hemiciclo rodeados de in-com-pe-ten-tes que não fazem nem deixam fazer).

Sempre votei, desde que me é permitido, claro. Passei anos a ir de transportes públicos a Lisboa de propósito votar (quando morava já noutro sítio). Mas, apesar de o fazer em consciência e de não votar em branco (nem nulo), não me identifico totalmente com NENHUM partido. Porque os que já estiveram no poder, já mostraram as suas deficiências e como o poder os corrompe, e os que nunca estiveram, simplesmente ainda não tiveram a oportunidade de mostrar que são - provavelmente - iguais aos outros.
Lamento já não ter capacidade para acreditar nos políticos. Talvez seja porque, desde que me conheço como gente, nunca deixei de ouvir a célebre frase «temos que apertar o cinto», dita por essa mesma classe política, a tal que ostenta frotas de carros de luxo que nós pagamos em tempo de crise, ou esses mesmos que dão emprego ao primo, ao gato e ao piriquito como assessores de ordenados imorais...

Share Button