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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O futuro com Obama

A figura de Barack Obama oscila entre admiradores incondicionais e aqueles que apostam no momento em que ele irá ter o seu primeiro fiasco.Nos seus discursos, ele tenta fazer renascer o velho estilo americano lincolniano e kenediano, com uma oratória fácil, acessível à grande maioria do seu povo.

A nível exterior espera-se que os actos dêem lugar à palavras e que se iniciem processos de resolução, ou pelo menos de avanços, nas guerras do Iraque e Afeganistão, nas relações com Cuba, no caso de Guantànamo.

Por outro lado, não se pode dizer que Obama seja o paradigma do americano negro. Os seus pais não eram propriamente esse tipo de gente. No Havai, onde nasceu e foi educado, o sentir de uma população afro-americana não se faz sentir.

Quando o pai morreu, a mãe casou com um engenheiro indonésio muçulmano, Lolo Soetoro, e foi viver para Jakarta.Dizem os biógrafos que Barack Obama foi educado em escolas estatais na Indonésia como a disciplina do Islão e só voltou para Honolulu com seus avós maternos quando era um adolescente, com a mente cheia de paradigmas de culturas estrangeiras, religiões e raças de países distantes, para além do umbigo o mundo.

Não houve, na sua adolescência, o basebol ou basket em bairros negros, com lutas de gangs rivais, tipo West Side Story.No continente americano estudou na Universidade da Califórnia, mais tarde em Nova York e finalmente foi um distinto aluno da elitista Harvard. Por outro lado o seu discurso já mudou um pouco. Ele já admite avanços e recuos e, eventualmente, que vai errar.Esta aparente humildade seria de aplaudir se pudéssemos, sem receios, acreditar nos políticos.

Com tudo isto, e porque a cor da pele pode nada significar, esperemos para ver."

Texto de Jorge C.Reis autor do blogue www.pontoblogue.com

9 comentários:

expressodalinha disse...

Ouvi hoje uma extraordinária de pessoas que moram em NY. Este vai ser o começo da desagregação dos USA?! Para mim não faz sentido algum. Será possível, mesmo especulativamente? Este assunto, pelo vistos, é falado nos States!

Francisco Castelo Branco disse...

Se calhar....

Obama é pouco decidido com W.Bush, pelo menos é o que parece...

É dificil haver mudanças de politica.
Sempre foi assim. Supremacia na politica externa e principal mediador de conflitos. Seja no dialogo ou nas armas....

Poderemos é ter uns EUA mais justo. Mais igual....

Nisso sim, vejo mudanças...
Mas só quem lá vive é que poderá notar isso..

Agora o clima é-lhe favoravel....internamente..

Porque externa terá lidar com o crescimento de outras potências. Os EUA já não estão sozinhos na liderança deste Mundo cada vez mais global

Jorge C. Reis disse...

Nos EUA os lobbies são a grande força económica de sustentação dos candidatos e, mais tarde, limitam os Governos. Obama não foi excepção.


A política externa poderá mudar ligeiramente mas não acredito que o "instinto hegemónico americano" (para não lhe chamar outra coisa) se altere grandemente.

No campo interno não poderemos esquecer que o Governo Federal tem pouca força, relativamente a cada Estado.

Acho que há demasiada euforia nisto tudo... aguardemos.

Francisco Castelo Branco disse...

Jorge C.Reis

Concordo quanto á euforia...

Mas eu compreendo os americanos.
Acho que eles sofreram mais com W.Bush por causa da guerra do Iraque do que nós que não levámos com as consequencias de uma ofensiva militar.

Obama teve uma boa estratégia durante a campanha eleitoral

Apelou á mudança. Criticou a antiga administração, o Iraque foi mote para a dita "mudança"
Depois foi passo a passo "pensando" diferente de W.Bush

Só que como já disse nos posts de consagração de Obama como 44 Presidente dos EUA; é dificil a politica externa pelo menos mudar
o 11 Setembro foi um ataque ao orgulho americano.
E Obama já avisou...

A euforia advém do discurso de Obama, da retórica, do fim da administração Bush, e de uma paz interna sentida na América...
pelo menos por enquanto...

Nao estou a ver Obama sentado á mesa com FIDEL, Chavez, Hamas e demais ameaças ao gigante Norte-americano

Pedro disse...

Se o Obama fosse mudar alguma coisa já tinha levado o tiro da ordem. Basta olhar para a lista de apoiantes (quem lhe deu dinheiro) para perceber que, diferente, só a cor da pele. E mesmo assim, é um preto muito branquinho. Em tudo.

Pedro disse...

A este prepósito, a célebre frase do Leopardo (Lampedusa): é preciso que tudo mude, para que tudo permaneça na mesma.

Francisco Castelo Branco disse...

Pedro

Pois é! Mas foi assim que ele ganhou a eleição presidencial...

basta ver quem é a Secretaria de Estado : Hillary Clinton

Só isso diz tudo da forma como Obama vai estar na condução da politica externa

Daí que as criticas a Bush sejam injustas

Pedro disse...

O Bush tem o azar de ser estúpido por natureza. Agora, qualquer mafioso democrata (Kerry, Al Gore, Clinton, Obama) tinha feito o mesmo: invadir o Afeganistão depois do 9/11; invadir o Iraque depois do Chavez ter fechado a torneira do "oil". Além do mais, faz parte da estratégia deles o constante estado de guerra (em 200 anos de história, 4 ou 5 anos de paz) - aprenderam com Roma.

Francisco Castelo Branco disse...

Não acho que Bush seja estupido...

Se Portugal fosse atacado o que acontecia? ficámos quietos?

Não é o que Obama já disse querer fazer?


Se fosse Americano, depois do 11 set tinha-me alistado no exército...

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