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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Barack Obama e o Brasil

Será? Acho que não!

Como não poderia ficar alheia ao assunto da semana, a posse do Barack Obama, hoje tentarei fazer conjecturas sobre o que o Brasil pode esperar do governo americano sob a sua batuta.

Historicamente, os governos republicanos sempre foram mais favoráveis ao Brasil, pois tendem a ser mais liberais, enquanto os democratas são mais protecionistas. Este protecionismo nos prejudica porque, geralmente, as primeiras portas que eles fecham é a do mercado de commodities, que são a principal força de exportação do Brasil.

Entretanto, há analistas que dizem que, por Ron Klerk e Tom Vilsack terem sido nomeados, respectivamente, Representante do Comércio e Secretário de Agricultura, podemos esperar uma postura de maior liberação do comércio e diminuição dos subsídios agrícolas. Sinceramente, isto eu tenho de ver para crer!

Existe uma esperança de que, por conta de Obama ser simpático aos biocombustíveis, o etanol possa ganhar mercado nos Estados Unidos. Todavia, Barack Obama já deu uma declaração dizendo o seguinte: “Substituir o petróleo importado pelo álcool brasileiro não atende a nossos interesses nacionais e econômicos”.

E creio que essa declaração, aliada ao fato de que o preço do petróleo despencou, manterá o etanol brasileiro muito longe do consumidor americano.

No plano das relações internacionais, o governo Obama já deu sinais que vai abandonar o unilateralismo e voltar ao multilateralismo que, por si só, já é um alívio, não só para o Brasil, mas para o resto do mundo.

Aliás, deve-se ressaltar que pelo menos neste plano, já tivemos um bom sinal, que foi uma entrevista dada por Samantha Power, que é consultora de Barack Obama para relações internacionais.

Nesta entrevista, ela declarou que o Brasil será um parceiro privilegiado na América Latina e que é desejo do governo americano a reforma do Conselho de Segurança da ONU, tão sonhada pelo Brasil - ao ponto de nos submetermos ao cúmulo de declarar a China como "economia de mercado" em troca de apoio nesse sonho, e que eles querem que nós e a Índia ocupemos um lugar permanente naquele conselho.

O problema é que com a crise mundial, os conflitos no Oriente Médio, guerra no Iraque e ambições nucleares no Irã, a América Latina, incluindo-se aí o Brasil, deve ficar relegada a segundo plano, como sempre (um dos poucos pontos em comum entre os governos republicanos e democratas).

Talvez sejamos, dentre os latinoamericanos, o país que mais desperte interesse dos Estados Unidos, pois o mercado brasileiro, junto com os demais países do BRICS, adquiriu um pouco mais de importância.

No final das contas, tudo o que genuinamente espero é que Barack Obama consiga controlar esta crise, fazer com que os mercados se normalizem e nós possamos voltar a ter um ambiente propício para crescer, no resto a gente dá um jeito!

Afinal, somos brasileiros, não desistimos nunca!

Larissa Bona

2 comentários:

expressodalinha disse...

Concordo inteiramente com o voto final. Em tudo o resto, é mesmo preciso esperar para ver! Uma excelente análise de expectativas.

Anónimo disse...

oi
queria saber se vc pode me informar se o presidente dos estados unidos pode estar de olho na nossa amazonia,pode ser ou não os riscos podem ser grandes??
ja que nosso pais se encontra num estado não bom de defesa,e sabemos que eles são a nação mais poderosa do mundo atualmente,e que os recursos naturais daquele pais não é dos melhores,
e hoje há areas na floresta que não conhecemos,e que pode enteressarr aquele pais
brigado!

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