sexta-feira, 31 de outubro de 2008

1- Esquerda e Direita: O que os separa? Parte I

Ainda faz sentido falar em Esquerda e Direita?
No fundo sim, ainda que essas diferenças se estejam a desvanecer. Com o fim do fascismo e a quase inexistência do Comunismo(pelo menos nos países democráticos...); falar em Esquerda e Direita é quase um mero exercício de história. Pois nos tempos que correm, aqueles que nos representam já não recorrem aos valores tradicionais para "conquistarem" os eleitores.
Fazendo esse exercício de história....

Após o 25 de Abril de 1976; formaram-se quatro partidos em Portugal. PS, PSD\PPD , CDS, PCP Cada um com a sua ideologia.

O PS com a sua ideologia social, em que baseava a sua conduta através de preocupações sociais como os mais idosos e os mais carenciados. O PCP que foi beber os seus ideais á União Soviética. Tinha como principais argumentos uma sociedade sem classes, constituida basicamente pelo proletariado, a nacionalização das empresas e das terras. Uma revolução democrática que conduzisse a uma revolução socialista.

À direita PSD e CDS lutavam por um mercado aberto. Em que o Estado se limitava a regular o funcionamento da economia. O incentivo à propriedade privada e a abertura à Europa e a novas possibilidades de integração económica, política e social.

A Esquerda defende valores mais igualitários. Preocupa-se com os mais carenciados. Procura redistribuir a riqueza por todos de maneira igual. Não permite que haja grupos que influenciem o Estado. É este que controla tudo: economia, saude, educação, justiça. A solução está na iniciativa do Estado. Sendo este que define o modus operandi, não podendo haver possibilidade de escolha. Não há mercado. Só existe Estado.

A Direita permite uma escolha. O publico ou o privado. Deixa a sociedade funcionar e regular-se a si própria. Deixa as pessoas tomarem uma opção. Intervêm pouco na economia, saude, educação e justiça. Podendo outros grupos criarem melhores condições para que a sociedade viva melhor. Permite a concorrência, incentiva......Não é proteccionista. O Estado é apenas um árbitro. Não o interveniente principal do jogo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Bendita crise

Baixam as malfadadas taxas euribor, baixa o preço dos combustíveis, o governo anuncia o aumento do salário mínimo nacional... Dizem-nos que vivemos tempos de crise. É impressão minha ou afinal a crise internacional traduz-se em boas notícias para os portugueses? Enquanto vivemos assumidamente em crise nos últimos 6/7 anos, as tendências dos mercados internacionais nunca nos ajudaram. Agora que "estalou o verniz" e as economias ressentem-se das insolvências catastróficas da Lehman e outras, as medidas adoptadas pelos agentes económicos e pelos governos dão finalmente "uma mãozinha" à nossa débil economia. É ou não verdade que muitas famílias respiram de alívio ao constatar uma diminuição na factura (prestação da casa e conta de gasolina)?? Isso só demonstra a gota que somos no oceano.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Que Cabo é este?

  1. Cabo Horn
  2. Cabo da Roca
  3. Cabo da Boa Esperança
  4. Cabo Espichel

terça-feira, 28 de outubro de 2008

AFINAL O QUE É O BRASIL?

Quem chega ao Brasil de férias pensa em coqueiros, sucos de fruta e caipirinhas, espera que não chova e tem a certeza de mar quente. Pensa no Brasil como a liberdade da chanata e o paraíso do biquini. Implora por não ser assaltado. Evita zonas escuras e favelas. No meio engole uns bóbós e moquecas e, se houver tempo, vai um pouco de samba. Sabemos que descobrimos o país vai para 500 anos e que fizémos muitos mulatos, de que muito nos orgulhamos. Temos uma vaga noção que veio de lá muito ouro para nosso contentamento efémero. Achamos as gentes simpáticas e não percebemos como se pode ser pobre num país rico. Ficamos surpresos por eles nada saberem da Europa e por nos tentarem explicar a história dos Descobrimentos, como se nós não tivéssemos nada a ver com aquilo. Afinal o que é o Brasil?
Em primeiro lugar, o Brasil não é um país. É um continente! E um continente com menos de 200 anos de independência. Essa dimensão e essa juventude provocaram um sistema político confuso, de difícil gestão e coordenação e de ainda mais difícil compreensão. Herdeiros do mais atávico caciquismo português, deslumbraram-se com o sistema federal americano. Resultado: uma trapalhada feita de perfeituras, vereações, governadores estaduais, assembleias regionais, governo da União, Senado, Presidente... Enfim, o paraíso para tráfico de influências e "coroneis". Depois, há muitos brasis: o Brasil avançado de S. Paulo ou Rio, o Brasil atrasado do Nordeste e o Brasil inexplorado da Amazónia e da Rondónia. Todos os indicadores económicos são baixos. A riqueza está horrivelmente distribuída e a classe média é muito reduzida e esquartejada por impostos. A população ultrapassa os 150milhões de habitantes! Tudo isto faz com que o Brasil tenha de ser um país a 2 e 3 velocidades. As elites terão de puxar pelo país e esforçar-se sozinhas durante mais algum tempo. O que se assiste, porém, é um desalento vagamente conformado e que normalmente acaba em anedota de botequim, bem ao gosto lusitano, em vez de um impulso determinado e consciente para o desenvolvimento. Esta hora de crise mundial será uma grande oportunidade para os países emergentes. Será a hora do Brasil?
Jorge Pinheiro

NOVA ORDEM?

A ciência económica acaba de falir. A manipulação dos números e das fórmulas provou, para quem não sabia, que a matemática é mesmo uma batata e os economistas os profissionais mais despudorados do planeta a seguir aos políticos, claro. É através da economia que melhor se confirmam os prejuízos radicais da tentativa de administrar o imponderável, de procurar antecipar o futuro. Este modelo falhou.
Os USA irão, à imagem do que fizeram nos acordos de Bretton-Woods, no post-guerra, tentar gerir a crise de acordo com os seus interesses. É já isso que estão a tentar, embora o impasse das eleições não permita uma clareza total. Mas os USA já não dão as cartas todas. Na verdade, até têm poucas para dar. A economia globalizou-se. Há o G7 e o G8. Há a União Europeia. Há as novas potências que emergiram: a China, a Índia e o Brasil. O Banco Mundial e FMI estão a tornar-se crescentemente irrelevantes. O Sr. Greenspan faz mea culpa, numa patética audição no Senado. É preciso incluir essas novas potências emergentes na gestão financeira mundial.
Só que isso não é fácil. Corresponde à transferência de poder, numa parcela muito significativa. E ninguém cede poder. É a discussão do papel do dólar norte-americano na economia do futuro. É, em última análise, a admissão da derrota de um modelo e de um país!
Jorge Pinheiro

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Em quem votavas?

E tu como votavas?
E porquê?
Será que no teu país tens alguém parecido com eles? e quem?

Descobre as diferenças

Paises diferentes, bandeiras parecidas...porquê??
Quais as diferenças entre uma e outra?
E semelhanças?
Qual o significado de ambas?
Conseguem imaginar?

domingo, 26 de outubro de 2008

Mar gelado em Cape Town

Fotografias cedidas gentilmente por Paula Silva

sábado, 25 de outubro de 2008

blogosfera fenomenalis V

Fazemos parte desta geração?
É a nova sociedade da informação?

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Graffiti

A palavra Grafite do grego "graphein" significa escrever e é também o nome dado ao carbono ou carvão, já Graffiti ou “graffito” tem origem no latim e significa inscrição feitas com carvão num muro ou parede normalmente espaço público. Costume praticado pelos antigos romanos como forma de expressão ou contestação onde depositavam mensagens de protesto, comuns insultos em latim, receitas mágicas, declarações de amor, palavras de ordem, profecias, frases políticas ou citações literárias e divulgavam acontecimentos públicos. Foram encontrados vestígios destes nas ruínas de Pompeia, Grécia, Egipto, Turquia e nas catacumbas romanas... esta é a génese dos nossos actuais graffitis e começa aqui o estigma que vai associar para sempre o graffite á transgressão, contravenção, ou “submundo social”. O graffiti com a roupagem actual uso de Spray e tintas coloridas pode ter tido origem nos “Situationist International” ou SI movimento criado em 1957 em Itália de caris Internacional, constituído primeiramente por um pequeno grupo, sobretudo jovens ligados à política e ás artes que depressa cresce e que em Paris /Maio de 1968 vai ter um papel intervencionista activo.Os muros de Paris vão ser suporte de inscrições de carácter poético-político e surgem assim os primeiros graffitis da Idade Contemporânea... - http://br.youtube.com/watch?v=3WrvuhtFGjg - O termo Graffiti é usado em 1971 pela primeira vez no New York Times, num artigo sobre o trabalho de um artista (writer). Surge assim oficialmente este conceito exclusivamente urbano, como Cultura de rua originária dos guetos americanos - Bronx - que abraça ao mesmo tempo o rap e o break.
Alguns dos muitos termos usados que nos permitem distinguir estilos e formas:
  • Writer - Escritor de Graffiti.Tag - Nome/Pseudónimo assinatura do artista.
  • Hall of Fame - Trabalho geralmente legal, mural mais trabalhado onde normalmente pinta mais do que um artista na mesma obra.
  • Bombing - Graffiti rápido, associado à ilegalidade, com letras mais simples.
  • Wild Style - Estilo de letras quase ilegível. Um dos primeiros estilos a ser utilizado no surgimento do graffiti.
  • 3D - Estilo tridimensional, baseado num trabalho de brilho / sombra das letras.
  • Bubble Style - Estilo de letras arredondadas, mais simples e "primárias".
  • Characters - Retratos, caricaturas, bonecos.
  • Train - Denominação de um comboio pintado.
  • Whole Train - Carruagem ou carruagens inteiramente pintadas, de uma ponta à outra e de cima a baixo.
  • End to end - Carruagem ou comboio pintado de uma extremidade à outra, sem atingir a parte superior do mesmo (por ex. as janelas e parte superior do comboio não são pintadas).
  • Top to bottom" - Carruagem ou carruagens pintadas de cima a baixo, sem chegar no entanto às extremidades horizontais.
  • Backjump - Comboio pintado em movimento, enquanto está parado durante o percurso (numa estação por exemplo).
  • Crew - "Equipa", grupo de amigos que habitualmente pintam juntos e que representam todos o mesmo nome. É regra geral os writers assinarem o seu tag e respectiva crew (normalmente sigla com 3 ou 4 letras) em cada obra.
  • Cross - Pintar um graffiti por cima de um trabalho de um outro writer.
  • Kings - Writer que adquiriu respeito e admiração dentro da comunidade do graffiti. Um estatuto que todos procuram e que está inevitavelmente ligado à qualidade, postura e anos de experiência.
Se por um lado conseguimos apreciar alguns trabalhos, o seu valor artístico e sócio cultural por outro lado... neste momento... borrões, rabiscadas e 'tags' inundam o Bairro Alto e outros pontos da cidade de Lisboa... ruas , muros estátuas e monumentos são vandalizados... e como uma praga espalharam-se, sujam... distorcem... confundem-nos o olhar em cada recanto do país. Em Portugal começamos a dar conta dos primeiros graffitis nos finais dos anos 80 o mural das Amoreiras é um bom exemplo disso. A Câmara Municipal de Lisboa iniciou esta semana o Combate aos Graffitis, alguns prédios (serão 98 em 4 ruas) e muros do Bairro Alto já sentiram os jactos de alta pressão com água a 90º, vão ainda ser distribuídos Kit´s aos moradores para que possam reparar as suas fachadas. Mas é também este mesmo Bairro que faz parte do circuito de cidades a nível europeu que são passagem obrigatória por vários 'writers' estrangeiros que querem deixar a sua marca. Muitas têm sido as tentativas feitas para enquadrar o"graffiti" como forma de expressão artística. Foi inaugurada na semana passada o que se designa de Galeria de arte urbana na Calçada da Glória, outro exemplo é o da câmara do Seixal que já vai na sua 5.ª edição do “Seixal Graffiti”. Mas não está a transgressão na base do Graffiti? Não será o lado ilegal que ainda atrai os mais jovens às paredes?Controvérsias à parte, cada vez mais o grafite ganha estatuto de arte, surge por todo o lado apoio e programas desenvolvidos por escolas, grupos de artistas e Câmaras Municipais, talvez seja esse o caminho... ou não?
  • o combate deve ser feito pela via da repressão ou da tolerância , integração e acolhimento?
  • Pura poluição visual e acto de vandalismo contra o património público ou arte de rua?
... e ainda: http://www.mrdheo.com/dheo.html

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Açores 2008

Enquanto açoriano e apesar de dedicar normalmente o meu espaço como colaborador deste, cada vez melhor, blog a questões jurídicas, não podia deixar de tecer um comentário aos resultados e consequências das eleições legislativas regionais na Região Autónoma dos Açores.

Primeiro falemos dos vencedores.

Ganhou o PS, nada de novo. Com maioria absoluta, sem surpresa para ninguém. Contudo, a vitória não foi tão avassaladora como se esperava. Os socialistas perderam mais de 15.000 votos e um deputado na ALR. De sublinhar o facto de na maior ilha do arquipélago, ter conseguido eleger o dobro dos deputados do maior (cada vez menor) partido da oposição, o PSD. Além do mais pela primeira vez na história da autonomia, o PS conseguiu vencer em todas as ilhas. Um marco histórico.

O CDS recuperou lugares no hemiciclo, passando a ter 5 deputados. O resultado positivo deste partido deve-se certamente ao envolvimento do seu líder nacional na campanha eleitoral. A CDU recuperou também o lugar que lhe tinha na legislatura anterior. Por isso é também uma coligação vencedora. O que dizer da eleição de um deputado do PPM? Por último há que destacar a eleição de 2 deputados do BE. Pela primeira vez conseguiu eleger parlamentares para a ALR, quase triplicando o número de votos em relação a 2004. Uma última nota para o facto de pela primeira vez, a ALR dos Açores ter 6 grupos parlamentares, o que demonstra um pluralismo de opiniões e visões nos Açores. Porém, esse pluralismo fica certamente prejudicado e será até inexpressivo se tivermos em conta que há uma maioria, que é absoluta. E nessas circunstâncias, o poder absoluto de viabilizar ou inviabilizar propostas, aliado à sobranceria que o PS/Açores já nos habituou não augura nada de positivo a retirar da existência de tanta diversidade no hemiciclo.

Falemos agora dos vencidos.

Há um grande derrotado nessas eleições e é o PSD/Açores. Não me irei referir às consequências que os resultados possam ter a nível nacional, nomeadamente para Manuela Ferreira Leite, até porque, como é já habitual, esta não se envolveu significativamente na campanha. Mas a derrota é ainda mais retumbante se considerarmos em primeiro lugar o historial desse partido, que foi o do poder durante duas décadas e enorme mobilizador de bases. Talvez se explique a derrota tão expressiva nos números da abstenção. Essa sim foi a grande vencedora das eleições com 53,24%. Contudo, penso que a abstenção é uma consequência do momento actual do PSD e não o contrário. É um facto que se o partido que era mais mobilizador não consegue motivar os seus militantes e os seus simpatizantes, naturalmente não logrará obter mais que resultados medíocres. Por outro lado, o tipo de discurso que os líderes regionais do PSD não era certamente apelativo, motivador, inspirador. Nem me pronunciarei sobre a credibilidade do mesmo. Hoje em dia as eleições ganham-se com carisma. O PSD/Açores, desde Vítor Cruz (apesar de este ter sido derrotado em 2004) nunca mais teve alguém com carisma para poder levar novamente ao poder o PSD nos Açores. A derrota do PSD foi-o em toda a linha, em todas as ilhas. Se virmos ainda mais à lupa, o PSD perdeu 1 deputado num parlamento que ampliou a sua composição. Porém, muito me espanta ver a JSD/Açores clamar vitória. Sempre me ensinaram que quando ganhamos, ganhamos todos e quando perdemos, perdemos todos. Não fica bem festejar a herança quando o defunto ainda nem arrefeceu. Talvez um pouco de maturidade não faria mal. É verdade que conseguiu eleger novamente, depois de muitos anos, um deputado. Isso é um aspecto positivo que deve ser sublinhado. É importante ter uma voz a representar os jovens açorianos na ALR. No entanto é necessário que essa voz seja eloquente e perspicaz. A ver vamos se será. Eu vou estar atento.

Não posso deixar de terminar aquele que é até agora o meu mais longo post com um pedido de compreensão pela dimensão deste. São-me muito caros os assuntos relacionados com os Açores e por isso alargo-me no comentário e lamento profundamente a ALR dos Açores ter a composição mais medíocre de sempre.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Para onde estão a Olhar?

  1. Para a crise?
  2. Para um futuro negro?
  3. Para os sapatos dos outros?
  4. Para a porcaria que andam a fazer?
  5. Para mais desemprego, desigualdade e dificuldades?
  6. Para um rato que está no degrau?
  7. Para o elo mais fraco?
  8. Para o culpado disto tudo?

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Cavaco Silva promulga

Lei do Divórcio mas avisa que é “injusta”

Deixo-vos aqui três pontos que considero essenciais para discutirmos o assunto :

2. Divórcio por mútuo consentimento

Elimina-se a necessidade de fazer uma tentativa de conciliação nos processos de divórcio por mútuo consentimento; se havia motivos para duvidar da eficácia da exigência legal, essas dúvidas parecem mais consistentes quando os cônjuges estão de acordo da dissolução do casamento. Os cônjuges não terão de alcançar “acordos complementares” como requisito do divórcio, como hoje acontece; a dissolução do casamento depende apenas do mútuo acordo sobre o próprio divórcio. Mas, faltando algum dos “acordos complementares”, o pedido de divórcio tem de ser apresentado no tribunal para que, além de determinar a dissolução com base no mútuo consentimento, o juiz decida as questões sobre que os cônjuges não conseguiram entender-se, como se se tratasse de um divórcio sem consentimento de um dos cônjuges. 3. Divórcio sem o consentimento de um dos cônjuges

Elimina-se a modalidade de divórcio por violação culposa dos deveres conjugais – a clássica forma de divórcio-sanção – que tem sido sistematicamente abandonada nos países europeus por ser, em si mesma, fonte de agravamento de conflitos anteriores, com prejuízo para os ex-cônjuges e para os filhos; o divórcio não deve ser uma sanção. O cônjuge que quiser divorciar-se e não conseguir atingir um acordo para a dissolução, terá de seguir o caminho do chamado “divórcio ruptura”, por “causas objectivas”, designadamente a separação de facto. E nesta modalidade de divórcio, ao contrário do que hoje acontece, o juiz nunca procurará determinar e graduar a culpa, para aplicar sanções patrimoniais; afastam-se agora também estas sanções patrimoniais acessórias. As discussões sobre culpa, e também sobre danos provocados por actos ilícitos, ficam alheias ao processo de divórcio. Encurtam-se para um ano os prazos de relevância dos fundamentos do divórcio sem consentimento de um dos cônjuges. Se o sistema do “divórcio ruptura” pretende reconhecer os casos em que os vínculos matrimoniais se perderam independentemente da causa desse fracasso, não há razão para não admitir a relevância de outros indicadores fidedignos da falência do casamento. Por isso, acrescenta-se uma cláusula geral que atribui relevo a outros factos que mostram claramente a ruptura manifesta do casamento, independentemente da culpa dos cônjuges e do decurso de qualquer prazo. O exemplo típico, nos sistemas jurídicos europeus, é o da violência doméstica – que pode mostrar imediatamente a inexistência da comunhão de vida própria de um casamento. 4. Efeitos patrimoniais

Em caso de divórcio, a partilha far-se-á como se os cônjuges tivessem estado casados em comunhão de adquiridos, ainda que o regime convencionado tivesse sido a comunhão geral, ou um outro regime misto mais próximo da comunhão geral do que da comunhão de adquiridos; a partilha continuará a seguir o regime convencionado no caso de dissolução por morte. Segue-se, neste ponto, o direito alemão, que evita que o divórcio se torne um meio de adquirir bens, para além da justa partilha do que se adquiriu com o esforço comum na constância do matrimónio, e que resulta da partilha segundo a comunhão de adquiridos. Abandona-se o regime actual que aproveita o ensejo para premiar um inocente e castigar um culpado. Afirma-se o princípio de que o cônjuge que contribui manifestamente mais do que era devido para os encargos da vida familiar adquire um crédito de compensação que deve ser satisfeito no momento da partilha. Este é apenas mais um caso em que se aplica o princípio geral de que os movimentos de enriquecimento ou de empobrecimento que ocorrem, por razões diversas, durante o casamento, não devem deixar de ser compensados no momento em que se acertam as contas finais dos patrimónios. Em caso de divórcio, qualquer dos cônjuges perde os benefícios que recebeu ou havia de receber em consideração do estado de casado, apenas porque a razão dos benefícios era a constância do casamento. Também aqui se afasta a intenção de castigar um culpado e beneficiar um inocente. Os pedidos de reparação de danos serão, em qualquer caso, julgados nos termos gerais da responsabilidade civil, nas acções próprias; este é um corolário da retirada da apreciação da culpa do âmbito das acções de divórcio. ____________________

E pronto

Vamos lá ver se o PR tem ou não razão

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domingo, 19 de outubro de 2008

Politica no século XXI

  1. Estarão os partidos demasiado fechados?
  2. Haverá espaço para mais partidos?
  3. Que tipo de intervenção civica poderá funcionar?
  4. Haverá espaço para os independentes serem deputados?
  5. O que mudar? e como mudar?

sábado, 18 de outubro de 2008

Frases e Pensamentos I

"Se o comunismo fosse bom já tinha sido comprado pelo capitalismo"

Será?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Olhar Direito em mais dois eventos

hoje...
amanha
Debate do http://www.clubedospensadores.blogspot.com do biólogo Joaquim Jorge com
Manuel Maria Carrilho
Tema: A política no séc XXI : Que valores? Que partidos? Que cidadãos?
Local: Hotel Mélia Tryp Oriente - Sábado , dia 18 - 21h30
Depois iremos trazer á discussão neste blogue o que se passou nestes debates e iremos trocar ideias...

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

ERC

Qualquer entidade chamada reguladora deve transmitir a quem está sob a sua alçada e a quem avalia o seu desempenho uma imagem de isenção, equidistância e justiça na abordagem e resolução das questões que estão na sua jurisdição. Em Portugal, para a comunicação social temos uma entidade reguladora. A ERC. Desde logo considero no mínimo estranho que num Estado que se diz de Direito e Democrático, que consagra na sua constituição o direito à liberdade de imprensa e a liberdade de expressão que haja a necessidade de existir uma entidade reguladora. Como corolário dessa liberdade não deveria ser permitida qualquer supervisão. Mas percebe-se o porque da existência de regulação. É óbvio que os atropelos são tantos e tão frequentes que alguém um dia se lembrou de dizer… “epá, se calhar era melhor alguém ter mão nisso!”. Menos necessária será essa entidade se assumir um papel que não é o seu, ou seja, o de objecto de notícias. É verdade que muitas vezes os órgãos são o reflexo dos seus titulares e que o exercício de um cargo de uma maneira ou de outra pode influenciar negativamente a opinião que as pessoas têm acerca da necessidade de existência de mais uma “esponja” de fundos públicos. Mas se as pessoas não são competentes que sejam substituídas. Não se pode é hipotecar a imagem e eventual utilidade de um órgão que está sujeito aos caprichos de quem o dirige. Ao contrário do que se passa nos mercados de capitais, no qual a CMVM é “polícia” e assiste (impotente) ao cataclismo nos mercados económicos, na sociedade portuguesa há um ataque cerrado às liberdades supra referidas com a conivência de quem devia impedir tal ataque. É um efeito perverso a funcionar uma vez que é a própria entidade que devia salvaguardar interesses como a liberdade de imprensa e de expressão, que qual kamikaze, fere (quase de morte) valores essenciais à boa convivência social. Acho inadmissível que não se sancione, pelo menos de forma moral, as pressões que o governo faz junto dos media. Quem não se recorda dos episódios recentes que envolvem o PM e o jornal O Público, numa série de versões mal contadas? E até mesmo as próprias conclusões da ERC quanto à utilização abusiva ou não do “tempo de antena” por parte do governo? Como jurista não gosto de julgamentos na praça pública e portanto, não sou apologista de, sem provas, se fazer juízos de valor acerca da ocorrência ou não de determinados factos. Porém este meu post é mais de opinião do que propriamente de carácter científico, pelo que no que diz respeito às peripécias já ocorridas com o governo Sócrates (e também com governos anteriores) acho que “onde há fumo, há fogo”. Pelo menos devia haver coragem para admitir publicamente o que assim é. Caso contrário, facilmente se confunde publicidade com propaganda.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Voar

Voar é uma fuga para a liberdade?

terça-feira, 14 de outubro de 2008

1 ANO

1º ANIVERSÁRIO - 14 OUTUBRO 2008
Olhar Direito é....

Marco Raposo

olhar direito é…. ziguezaguear os obstáculos que se nos deparam no caminho para que possamos chegar à verdade.

Sol

olhar direito é... ver de perto, melhor ao longe =)

Cleopatra

Olhar Direito uma forma de pensarmos todos juntos e em voz alta

Expressodalinha

Olhar Direito é um registo político e social, vontade de ouvir outros pontos de vista, de os rebater e de os ver rebatidos

Manuela Araujo

- Olhar direito... é um olhar sincero, franco, objectivo... sem obstáculos, sobre tudo o que nos envolve... é o nosso e o vosso olhar.

Francisco Castelo Branco

Olhar Direito é uma forma de escrevermos de forma livre,honesta, aberta e directa

O que é para vocês "Olhar Direito"?

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

As pequenas coisas

Hoje deixo-vos esta postagem e uma pergunta: QUE VALOR DÃO ÀS PEQUENAS COISAS DA VIDA? click to comment

domingo, 12 de outubro de 2008

One more week...

Olhando a semana que terminou:

A crise internacional agudizou-se. Os mercados internacionais são nos dias de hoje terrenos pantanosos que não oferecem garantias de segurança, pelo menos nos próximos tempos.

O petróleo está em queda livre, tanto em Londres como em Nova York, no entanto os preços dos combustíveis mantêm-se.

Desenrola-se o “Lisboagate”. À maneira que se remexe nos “dirt files”, mais se descobre. Tornou-se do conhecimento público o preço das rendas de alguns dos palácios de Lisboa. Em alguns casos, rendas irrisórias, noutros, comodatos.

Foi revelado o nome do contemplado com o prémio Nobel da paz. O mediador da ONU Martti Ahtisaari, antigo presidente da Finlândia, pelo seu envolvimento na tentativa de resolução de conflitos em África, Ásia e Balcãs.

Obama continua a avançar nas sondagens de forma segura. McCain tenta encurtar a distância, mas o fosso aumenta. Após um início empolgante, Obama segue agora a estratégia da serenidade, apostando em não cometer gafes que o comprometam quando falta menos de um mês para o escrutínio.

Foi, como era aliás esperado, chumbado na AR o projecto de lei do Bloco de Esquerda que visava instituir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. De relevar a “nova” demarcação de Manuel Alegre da disciplina de voto imposta pela direcção da bancada socialista. Protestos nas galerias… nada que não se esperasse.

Nos Açores, a campanha eleitoral para as eleições legislativas regionais segue para a última semana. Na sequência da polémica que envolve o Estatuto Político-administrativo da Região Autónoma (que ainda não terminou, uma vez que o PR já afirmou estar disposto a vetar politicamente o Estatuto), tudo indica para mais uma vitória do Partido Socialista. Resta saber se a oposição tem argumentos para impedir mais uma maioria absoluta no hemiciclo regional.

A selecção nacional voltou a não vencer (e para mim, não convencer) num jogo demasiado táctico contra uma acessível Suécia, onde “fizeram falta” Deco e Cristiano Ronaldo. Um não entrou em campo e o outro pareceu não estar em campo.

sábado, 11 de outubro de 2008

Foi o pior?

George W.Bush vai acabar o seu mandato na Casa Branca após 8 anos de governação.
O seu maior "acontecimento" foi o 11 de Setembro. Pode-se dizer que o reinado de Bush fica marcado por este acontecimento. E que a principal arma do seu mandato foi a luta contra o terrorismo. Conseguiu combatê-lo ou falhou? As invasões ao Afeganistão e ao Iraque foram alvo de muita polémica. Tendo oposição dos gigantes europeus (França e Alemanha); Bush foi para a frente com os seus intentos. Sem duvida que com W.Bush se iniciou uma nova fase do combate ao terrorismo. A da luta pelas armas e a resposta com atentados. Mas parece que as invasões irão continuar, pois Barack Obama já fala numa "eventual" conquista do Paquistão! Não adianta, estas guerras vieram para ficar.
Acérrimo defensor de Israel, Bush sempre tentou arranjar solução para o Médio-Oriente. Sem consegui-lo. Recentemente deu a mão à Geórgia no conflito do Cáucaso, revelando mais uma vez coragem para enfrentar a poderosa Russia. De uma coisa temos que ser justos. W.Bush não tem medo e defende os interesses Norte-Americanos até ao fim.
O seu mandato fica marcado igualmente pela captura de Saddam Hussein. Uma das suas prioridades foi conseguida. Só faltou Bin Laden...
No fim do seu mandato, cai-lhe em cima a crise financeira. Gerada fela falta de regulação nos mercados norte-americanos e pelo denominado capitalismo selvagem. Mais uma vez está a tentar resolver o problema....
George W.Bush ficará marcado como um presidente polémico, ousado, sem medos e determinado. Não é um Presidente do tipo europeu que procura o consenso e não toma decisões sozinho. W.Bush faz aquilo que um Presidente Norte-Americano tem que fazer: executa!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Prémio Nobel da Paz 2008

OSLO (Reuters Life!) - Os puristas do Nobel devem estar contentes. Depois de ampliar a definição do que seria a "paz" nos últimos anos a fim de incluir o meio ambiente e a economia na premiação, o Comitê Norueguês do Nobel voltou a suas raízes e concedeu ao mediador Martti Ahtisaari, em 2008, o que muitos consideram ser o título mais prestigioso do mundo. O ex-presidente da Finlândia passou grande parte das últimas três décadas mediando conflitos na África, na Ásia e nos Bálcãs em nome da Organização das Nações Unidas (ONU) e da União Européia (UE) -- um currículo que provavelmente teria cativado o criador do prêmio, Albert Nobel.

Como construir uma sociedade pacífica?

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Status quo

A injecção nos mercados de capitais de quantias astronómicas de dinheiro faz-nos pensar se, de facto, o rumo que as economias chamadas ocidentais tomaram nos últimos anos foi o mais acertado. É verdade que na economia tudo é mais ou menos imprevisível. O que hoje é verdade, pode ser mentira ainda hoje, quer seja porque há uma tempestade perto de plataformas petrolíferas ou porque Mahmoud Ahmadinejad proferiu declarações anti-ocidentais. Enfim, a menor “brisa” é suficiente para fazer oscilar o castelo de cartas que é (que agora se revelou ser) o equilíbrio económico internacional. Aliás, não tenho a certeza se existe de facto uma crise internacional que afecta o globo de uma forma igual. Parece que a crise económica actual só existe, ou pelo menos só se faz sentir nos países “ocidentalizados”. Há crise na China, na Índia, ou até em África? Duvido que sim, pelo menos com origem nas causas que afectam essencialmente os Estados Unidos e a Europa. Essas zonas do planeta vêem-se também a braços com problemas de outra ordem (extrema pobreza, défice democrático, etc…). Quais serão então as causas da crise? A leviandade especulativa? O neo-liberalismo selvagem? Ou a mera irresponsabilidade de quem gere o que é dos outros como se aquilo que gere dos outros não fosse? A AIG beneficiou de 85 mil milhões de dólares de capitais públicos para ser salva da ruína e o que fizeram os seus executivos? Foram “festejar” para um luxuoso hotel de Monarch Beach, Califórnia e entre diárias, almoços e pedicura pagaram uma factura final de 300 mil euros, à conta da AIG. Ou melhor dos contribuintes… Quem tem razão é Obama que diz que os responsáveis pelo actual estado de situação não podem ficar impunes. No caso da AIG até parece que foram premiados...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Barrigas de Aluguer

A propósito da alteração ao código deontológico dos médicos que deixa em aberto a possibilidade do recurso à maternidade de substituição (vulgo “barriga de aluguer”) parece-me pertinente deixar aqui algumas considerações: .
. - A maternidade de substituição continua a ser ilegal em Portugal sendo que, em todas as ocasiões (independentemente da proveniência genética), é considerada mãe a mulher que dá à luz a criança;
. - Existe uma presunção de paternidade que pode ser reivindicada pelo companheiro da mulher que transporta a criança no ventre;
. - É importante perceber quais as motivações que levam a que uma mulher se “ofereça” para ser barriga de aluguer e, ainda mais importante, perceber que o pagamento de uma quantia para este efeito implica uma desobediência ao princípio que impede a comercialização da vida humana seja em que fase for;
. - Importa pensar nas consequências de uma decisão como esta. A partir do momento em que esta prática for legalizada qualquer pessoa/casal (heterossexual ou homossexual) poderá vir a ter filhos;
. - Alguém já estudou as consequências que uma decisão deste tipo poderá ter para as crianças que nascerem através deste método? Será justo omitir? Será que elas nunca vão querer conhecer a mãe que durante 9 meses as transportou no ventre? Que implicações sociológicas terá uma decisão destas? .
. Na busca desesperada pelo triunfo sobre a infertilidade parece-me a mim que, mais uma vez, estamos a andar depressa de mais…

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A CULPA É MINHA!

Venho aqui fazer um acto de contrição. A culpa da crise é toda minha. Primeiro, porque nasci. Depois, porque ainda não morri. No meio fartei-me de descontar para a segurança social e para os impostos, nunca tendo percebido que esse meu tresloucado acto estava a contribuir, gravemente, para engrossar fundos de pensões de duvidosa proveniência. Inconsciência total, está claro. Pior! Durante toda a vida tive conta bancária achando que assim tinha maior segurança e, vaidoso, achava que estava a contribuir para uma melhor produtividade do sistema. Completo idiota! Ia tudo para aplicações "over-night, num casino qualquer, numa qualquer ilha flutuante em "off-shore". Mais grave ainda, recebia o meu ordenado através do banco, criando-lhes a convicção de que tinha confiança neles. Resultado, fizeram "produtos tóxicos" que intoxicaram outros com o meu dinheiro. Culpa minha! Mas, mais grave. Fiz PPR's, confesso. Dei-lhes para a mão dinheiro e disse: "Apliquem, apliquem onde quiserem. Só cá volto daqui a 20 anos para levantar". E eles aplicaram em sítios inconfessáveis. Titularizaram. Securitizaram... Sei lá! Mais. Comprei e vendi acções. Fiz mais valias. Alimentei a bolsa, os corretores, os gestores de carteira. Dei-lhes a minha confiança. Asneira. Tudo asneira. Para culminar (e aqui é que eu acho que a crise começou mesmo) resolvi aderir à pré-reforma. Aceitei, entusiasmado, umas condições de saída que a empresa deu e propunha-me passar 10 anos (!!!) em casa, sem fazer nada e a pobre empresa a pagar. Aqui é que foi a bronca final! Estou tão arrependido. Ai se pudesse voltar atrás! A culpa é toda minha, toda. Mas foi sem querer. Acham que me conseguem perdoar?
Jorge Pinheiro

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

La Argentina de Cristina.....

“Argentina es un país muy peculiar por muchísimas razones que en otro momento podría explicar.Somos un país de inmigración, con una importante clase media, con pocos habitantes en relacion con lovasto del territorio.Todos los climas y con enorme riqueza potencial.No obstante ello, producto de alteraciones políticas y desencuentros sociales, durante el siglo pasado pasamos de ser de uno de los cuatro o cinco primeros países del mundo en cuanto a riqueza y potencial a seractualmente “país en vías de desarrollo”.Hubieron golpes de estado, gobiernos militares,ductaduras y democracias débiles.Actualmente gobierna Cristina Kirtchner, esposa del anterior Mandatario Nestor Kirtchner.Su gobierno es de corte populista, algo autoritario y su actitud personal de sesgo soberbio le traeconfrontaciones permanentes.En los pocos meses que lleva de gobierno ha tenido multitud de conflictos con todas las areas: política,social, Iglesia, Justicia, Campo, etc.Su empecinamiento la lleva cometer errores severos que estan provocando alguna sozobra e inestabilidad.Es la segunda mujer que gobierna en mi país(anteriormente goberno por poco tiempo Isabel de Perón).Gobierna fuertemente influenciado por su esposo (exPresidente) y manipula actitudes utilizando su condición de mujer.No obstante, la cuestión de género no afecta sucapacidad de gobernar, (sí en cambio su calidad deesposa de el ex presidente, que la condicionapermanentemente, y sobre todo en la última crísis conel sector del campo).Para concluir: Cristina gobierna un país rico, con historia de inestabilidad política, posee fuerte carácter,impulsiva y demagógica ,pero su condición de mujer no afecta en modo alguno su desempeño.En la sociedad argentina la mujer, felizmente, tiene igualdad dederechos.Los errores o corrupción política son tanto de hombres como de mujeres políticos.Felizmente vivimos desde hace 25 años en democracia, yeso ya es bastante.

Da Argentina; texto de Rodolfo Natiello (http://www.estiloyderecho.blogspot.com/)

domingo, 5 de outubro de 2008

Crónica da semana - 3

Lá quis passar a semana a cor de rosa mas não consegui. Também não a passei a preto e branco mas não vos defino as cores porque, passariam todas muito pelo vermelho, tal a velocidade que fui obrigada a imprimir aos assuntos por e para resolver.
A passagem dos olhos pelas actualidades, mesmo por aquelas que parecem menos significativas, não deixou de ser uma forma de ficar a par do que e vai passando ao lado, à volta e por aí fora.
A morte de Paul Newman, aos 83 anos faz-nos sentir que a vida é muito breve e que entre um sorriso charmoso e um cancro num pulmão vai um ápice;
A tentativa frustrada da DECO em tentar travar a compra de combustível no passado sábado e a adesão da ANTRAM, faz-me pensar que por ser inócua, mas dar minimamente nas vistas é como a aspirina, se não fizer bem, também não faz mal;
As declarações despropositadas e de um machismo vulgar feitas pelo Sr. Ministro da Administração Interna sobre a mulher do Presidente Francês, levou-me a pensar que o Sr. Ministro ainda não conhece muito bem as linhas com que se cose e afinal é igual a todos os homens nesta coisa de falarem de mulheres, principalmente de mulheres bonitas;
A tentativa de sedução da Europa pela Rússia e pelos EUA, leva-me a firmar a opinião de que nós europeus somos importantes e muito muito necessários, mas ainda não demos por isso à excepção de Sarkozy.
O apelo de Durão Barroso aos altos dirigentes para não esquecerem os seus compromissos, principalmente com os países mais pobres, deixa-me um amargo de boca porque, todos reclamamos e há quem tenha menos e nem sequer se manifeste, levando-me também a perguntar se não se fazem promessas do estilo: - parece bem e é politicamente correcto;
O prenúncio de que a crise em Portugal ainda vai ser maior em 2009 e o chumbo nos EUA das propostas de combate à crise económica,..........levam-me a sentir que nada de bom vem por aí. Cuidado vamos prevenir-nos. Não sei é como.
As fotos de Carolina ( A do Norte ! A Drª Carolina!) que foram furtadas da NET e publicadas para quem quis ver, fotos de intimidades e que, portanto, deviam estar bem guardadinhas, levam-me a pensar do porquê de andarem à mão de semear em terreno cibernáutico;
O tacho de Mike Jagger assessor dos assuntos europeus para na área da música, leva-me a concluir que mais vale cair em graça que ser engraçado. Sim que...Pois.
A vontade de Santana Lopes de querer continuar a ser admirado, deixa-me ao mesmo tempo satisfeita e apetece-me dizer: Aceitam-se apostas.
A necessidade de rever o Código de Processo Penal, necessidade que não é aceite pelo executivo leva-me a perguntar-vos :- Como faremos? ( Ainda hoje incendiaram vários estabelecimentos comerciais no Alvor)
:::::::.................... Mas deixem lá a Inglaterra pediu a colaboração de Portugal por suspeitas de um político português no caso Freeport, a mulher que foi baleada ontem em Setúbal já está fora de perigo, hoje até caiu o primeiro nevão em Espanha e, amanhã o Porto joga com o Sporting.
Deixem lá... hoje é dia 5 de Outubro, dia da implantação da Republica. Da República, não da Democracia.
Para a semana há mais estupefacções e... nós por cá todos bem!
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PS:- Afinal, neste blog , falou-se de arte e eu, aproveitei para lavar a alma no texto da Manuela Araújo.
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sábado, 4 de outubro de 2008

Musica no metro

Que tipo de humor?

Amanhã regressam ao grande ecrã os Gato Fedorento. Este quarteto teve o seu inicio ascendente com um blogue. Depois começaram a sua aventura televisiva na SIC Radical. Mais tarde a RTP foi buscá-los. E agora estão de novo na SIC.
É notória a sátira social e politica que estes rapazes fazem. Desde a imitação de vários tiques dos portugueses até à crítica humoristica de politicos, desportistas, apresentadores de Tv, ou simplesmente de pessoas ditas "conhecidas".
Tudo feito com humor mas também misturado com algumas facadas. Porque o humor quando é feito para "gozar" com os outros tem sempre alguma ponta de malvadez.
Ao ler um artigo sobre os gatos (em http://www.lodonocais.blogspot.com/) , lembrou-me a crítica que era feita constantemente a José Socrates e ao governo. É sempre mais facil pegar nas questões governativas e satirizá-las. Assim como a alguns tiques famosos ( o famoso "tranquilidade" de Paulo Bento). E esta oposição humoristica, pode-se chamar assim; foi feita durante um período de indefinição no PSD, com a mudança de vários líderes.
Este fim-de-semana os Gatos regressam à Televisão. Novas criticas, novas caricaturas e novos processos?, estão a caminho

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Estátua viva

Em plena rua Augusta, rodeado de gente curiosa , um homem prepara o seu palco e dá os últimos retoques na maquilhagem.
Quando sobe o palanque fecha os olhos e transforma-se... Hoje, Bocage de bronze... já o vi Fernando Pessoa, Monge, Bobo da corte de pedra e cal... como neste pequeno filme. Completamente imóvel, só se mexe com o tilintar de uma moeda, aí... mecanicamente esboça um sorriso, baixa a cabeça e volta à sua posição... a de Estátua. Assim imóvel, em silêncio, será que ouve o caminhar da gente que passa...? O riso dos miúdos...? Comentários...? O barulho da cidade...? Será que sente o nosso olhar fixo nele...?
Estes artistas de rua têm origem nos saltimbancos medievais, a palavra "Saltimbanco" é de origem italiana e significa artista de rua ou artista ambulante. A partir do sec. XII começam a aparecer um pouco por toda a Europa, deslocavam-se de carroça, de cidade em cidade apetrechados de cenários tinham, a nobre função de levar às gentes fantasias e histórias que passavam a povoar o imaginário medieval e eram também uma importante fonte divulgação informativa, social, económica e politica que era assim levada até aos mais diferentes lugares por onde passavam. A seu tempo a Igreja passa a tratar estes artistas como marginais, persegue-os e proíbe os espectáculos públicos... e assim para fugir ás perseguições e não revelar suas verdadeiras identidades os artistas passaram a usar máscaras. Só a partir do sec.XV há todo um movimento de valorização das artes em geral e também estes artistas de rua conquistam de novo o respeito social, passando muitas vezes do palco da rua para espectáculos de interior, as casas de espectáculos... não nos podemos esquecer que são também eles que estão na origem do que hoje conhecemos por Circo.
O Homem Estátua ou Staticman é um destes muitos artistas da rua Augusta, e de tantas outras ruas de tantas outras cidades e vilas... e a ele juntam-se pintores,acrobatas, ilusionistas, mímicos, malabaristas, artesãos, escultores, músicos, cantores... Confundidos ainda hoje, com pedintes e vagabundos...o saltimbanco...o artista de rua... é o artista livre, o palco da rua é por excelência o palco da liberdade e a Arte que se faz na rua é a mais democrática de todas as formas de Arte. Na rua o público é o comum mortal, letrado ou não, com todo o tempo do mundo, sem tempo nenhum, bem vestido, mal vestido, de todas as etnias, crenças e religiões, de todas as cores e feitios... rico, pobre, paga se quer , se tiver , quanto, quando quer e aplaude ou simplesmente vira as costas e segue.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

O erro de Garzón

O juiz Baltasar Garzón foi obrigado a libertar dois traficantes de droga turcos, por ter deixado passar o prazo legal para a prorrogação da sua prisão preventiva. O erro grave, pelo que das autoridades judiciárias espera-se sempre uma competência e rigor, quer seja na aplicação das normas substantivas, quer seja na aplicação das regras processuais (como é o caso da norma desrespeitada) que nos faça sentir mais seguros e nos faça acreditar que a justiça funciona efectivamente.

É certo que Garzón é um juiz espanhol. Mas não é menos verdade que em Portugal assistimos a situações semelhantes, senão vejamos. Baltasar Garzón ficou sobejamente conhecido pelo papel que desempenhou na extradição do ditador chileno Augusto Pinochet é uma verdadeira “estrela” em Espanha, sendo uma das figuras mais mediáticas do aparelho judiciário espanhol. Regularmente participa em colóquios e conferências e é frequentemente acusado de buscar o mediatismo que goza por procurar obter nas causas que julga o sucesso pessoal em detrimento da boa solução da causa.

Por cá tivemos um caso semelhante que redundou numa condenação do estado a pagar uma “choruda” indemnização a Paulo Pedroso por se ter verificado um “erro grosseiro” a propósito da aplicação da medida de coação – prisão preventiva – ao referido senhor, arguido no processo casa pia. Rui Teixeira pareceu ter sido claramente influenciado pelo circo mediático que se instalou à volta do processo do qual era juiz de instrução. Será que deu numa de Garzón?

Qual o resultado no final? Em Espanha dois traficantes de droga que foram detidos na posse de mais de 13 quilos de heroína encontram-se em liberdade. Em Portugal, Paulo Pedroso fica com o direito a receber 131.000 euros.

Tanto num caso, como no outro, a justiça e principalmente a sociedade ficaram prejudicadas porquanto aqueles que deviam agir tutelando os interesses da lei, da justiça e sobretudo do direito em detrimento das suas próprias vaidades pessoais não o souberam fazer.

Assim, perdemos nós…

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