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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Tema do dia I

As novas tecnologias estão a isolar as pessoas?

Dezembro 2008 - 1ºevento

32 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

As novas tecnologias são um novo meio de interagir com outros.

A televisão permitiu-nos aceder a diversos conteudos diferentes. informação, entretenimento, humor, desporto, politica, entre outros.
Estando ao pé de um televisor com o comando na mão, estamos a deixar a conversa para outros lugares. Ao fixarmo-nos no televisor, não falamos com quem estamos a ver tv. E mais , certas vezes; deixamo-nos estar sozinhos com o nosso programa.
E ainda por cima com os novos conteudos da Tvcabo, o isolamento ainda é maior!
Com a possibilidade de comprarmos filmes via tv, nem sequer nos damos ao trabalho de ir ao cinema.
Não é por acaso que as esta salas nos dias que correm estão vazias...

O mesmo se aplica com a Internet, os chats e mesmo a blogosfera.

Quantas vezes poderiamos estar a falar com alguem num café, bar, trabalho, escola, faculdade, e estamos online a falar para o computador sem saber que expressões tem o nosso amigo\a?

São estes dois pontos mais importantes
mais há mais!

Que dizer dos novos telemoveis que nos dão as noticias, gps, tempo........ tirando tempo ao velhinho jornal ....

As novas tecnologias são uteis.
Nao haja duvida. Mas o excesso de tecnologia, de novas funcionalidades faz com que hoje, sejamos quase dependentes delas. Que estejamos um dia perante o pc, tv ou Iphone em contacto com o mundo.
Têm inumeras vantagens, mas o tacto, a sensibilidade.... isso perde-se tudo.
Isolando cada vez mais os seres humanos...

Francisco Castelo Branco disse...

Pergunto:

com o desenvolvimento das tecnologias estamos condenados a tornar-nos demasiado dependentes delas?

de nos tornar uns humano-informáticos?

C.P.S. disse...

para além da dependência gerada, acresce o facto de cada dia ouvirmos mais de falar de depressões (parabéns aos laboratórios farmacêuticos) causadas pela solidão. Não, as novas tecnologias não subsituem o abraço do amigo com quem só falamos por telefone nos últimos...quê...10 anos? Não, não subsititui a sedução de um primeiro, segundo, terceiro encontros ocasionais, planeados na rua... sim, aumenta as expectativas e diminui as certezas... Numa era em que a máquina conduz o homem, bemvindo o bom senso de parar, olhar para o lado e meter conversa com a senhora que serve o café...

Eduardo P.L disse...

Concordo que as NOVAS TECNOLOGIAS estão fazendo as pessoas interagirem mais! Claro que toda nova tecnologia cria certas dependências! Antes do invento do carro, não precisavamos dele. Do celular, idem!, Do computador, igual. Mas vale a pena ter essas novas dependencias e usufruir de NOVAS TECNOLOGIAS! O primata dependia da pedra!

Forte abraço

Eduardo P.L disse...

Por falar em NOVAS TECNOLOGIAS essa nova FERRAMENTA do Google SEGUIDORES DO BLOG é uma das que fazem interação virtual clara e direta! Estou seguindo o seu. Duvido que consiga seguir metade dos meus...rsrsrs!

Francisco Castelo Branco disse...

Cara C.P.S

concordo com quase tudo.
O chat nao substituiu um abraço de um amigo nem um beijo de uma namorada. Podemos estar a falar pelo computador, mas não é a mesma coisa.
Não sentimos a voz, as suas emoções; nao penetramos na cabeça, e não sabemos se está a falar verdade ou não.
Por isso é que as novas tecnologias afastam as pessoas e criam solidão.
Somos capazes de estar um dia á frente ao computador sem ir ao café ou levantar da cadeira, porque o comodismo de estarmos a falar com outras pessoas assim o permite.
Se estamos confortaveis, porquê mudar?

mas por outro lado, as novas tecnologias servem também para criar novos laços. Como a blogosfera.
E por exemplo, quando estamos no trabalho podemos distrair "falando" com outras pessoas e conectando com outros mundos...

Francisco Castelo Branco disse...

Eduardo P.L

É verdade tudo isso.
Porque é que o computador subsititui a conversa de café?
As pessoas interagem mais, mas estão tb mais isolados, mais por si, mais fechadas, mais em solidão.
Porque estão á frente de um computador, de um televisor, de um telemovel e só se fixam nele.
Por exemplo, quando estamos a ver televisão na sala com mais pessoas, o que acontece é que o ecra substitui a conversa.
Em vez de estarmos a falar uns com os outros (pode ser de TV ligada); estamos atento ao que se passa no televisor, até porque temos de estar em silêncio para ouvir.
O mesmo se passa com o pc. Para estarmos concentrados necessitamos de silencio. E é dificil estar a escrever no PC e a falar com alguém....

Em relação aos exemplos que deu do carro e do celular, acho que criam dependencia mas não fazem com que estejamos em solidão.
Antes pelo contrário, são ambos modos de chegar perto de (um sitio ou alguém...)

Francisco Castelo Branco disse...

Pergunto

a dependência das novas tecnologias advêm do quê?

Jairo Garcia disse...

Interessante o debate. Eu penso que a tecnologia, entendida em seus diversos aspectos, é muito importante para a humanidade, no entanto, o que percebo é que não é a tecnologia que está a serviço do homem, mas o Ser Humano (em sua maioria) é que está a se sujeitar à tecnologia de uma forma acrítica, sem pensar profundamente ou eticamente nos efeitos dessa sujeição. Estamos vivenciando uma derrocada, na prática, de todos os valores metafísicos e nos deixando levar por ateísmos, fundamentalismos, terrorismos e todos eles se fundamentando em avanços tecnológicos, seja corroborando, seja combatendo seus efeitos. Ao meu ver está aprofundando cada vez mais o fosso entre as relações humanas. O que Karl Jaspers disse em seu livro “Introdução à Filosofia” faz sentido, segundo ele a humanidade está vivenciando seu auto-esquecimento perante os favores advindos da dita modernidade. Alguns autores até já falam em pós-modernidade e vêem nessa uma desestabilização da casa-mãe-terra que é fruto desse comportamento de usufruto dos resultados da tecnologia. Necessitamos urgentemente de um retorno ao que mais nos diferencia dos seres animais os quais estão condicionados a somente viver biologicamente, Que retorno seria esse? Um retorno ao sentir-se e saber-se humano e manter-se humano, pois isso é existir e existir conscientemente, zelando pela própria liberdade, escolha e zelando pelo espaço de liberdade e escolha do outro, favorecendo uma existência mais vinculada, mais afetiva, menos segregadora, mesmo convivendo e avançando no campo da tecnologia e suas variantes.

Francisco Castelo Branco disse...

Jairo

concordo com muito daquilo que você disse.
E acrescento:
O avanço tecnológico tb permite não só isolar as pessoas, isso é o que foi perguntado; mas está a deixar que entremos numa guerra tecnológica.
Porque as armas nucleares, de destruição maciça e armas atómicos é o fruto do desenvolvimento tecnológico.
O próprio avanço tecnológico está a permitir que se crie um risco em termos bélicos.
Daí que tb seja perigoso

O caso que se passa com o magalhães é notório.
Para além do interesse publicitário, das crianças poderem ter acesso a computadores e á net; faz com que crianças de 10,11,12 anos sejam "educadas" a passar os tempos livres no computador.
Isso tira a essência da brincadeira.
E tira os miudos de brincarem a jogos educativos, ao ar livre e saudaveis. Em vez de estarem enfiados em casa nas consolas ou num pc!
Assim evitam o contacto humano e a natureza. Ficando com mais solidão e vivendo num mundo virtual.
Jogos como a cabra-cega, quarto escuro, o jogo dos numeros, entre outros já estão extintos. E era assim que as pessoas se divertiam nos tempos mais novos.
E isso criava mais contacto e menos isolamento.

Ferreira-Pinto disse...

Já quase aqui tudo foi dito sobre as relações que se estabelecem entre o Homem e a Teconlogia e, através desta, com outras pessoas.

Curiosamente, recordei a frase de Bergson (salvo erro) sobre o facto de a Fé do Homem diminuir na proporção geométrica dos seus avançõs técnicos e tecnológicos.

Não que pretenda aqui introduzir essa vertente na discussão, antes para chamar a atenção para o facto de nos termos vindo a acantonar no lado mais impessoal da interacção.

Fenómenos como os da "blogosfera", das salas de "chats", "facebook" ou "hi5" onde se criam laços de cumplicidade, círculos de amizade, relações virtuais sem que, contudo, muitas vezes ousemos dar ou permitir que se dê o passo seguinte!

Nesse prisma, a subserviência à tecnologia mostra um lado extremamente pernicioso do Homem; o comodismo, a superficialidade, a procura de algo que aparente proporcionar "amizade", "amor" e por aí sem que nada disso corresponda à realidade. Penso estarmos ante uma evidência e uma sequela dos tempos e das sociedades hodiernas onde se cultivou ao máximo o EU, a impessoalidade e o isolamento.

De qualquer forma, é inegável que usada na proporção exacta a tecnologia nos permite feitos consideráveis.
E também nos permite aproximações interessantes, conquanto saibamos que a dado momento será necessário ousar e dar o passo seguinte ... com ou sem recurso à mesma tecnologia!

Pedro disse...

A avaliar pela quantidade de mulheres bonitas que vêm aqui responder aos questionários, não me parece.

Cleopatra disse...

EH lá Francisco!!!! Ganda Machista!!!

Francisco Castelo Branco disse...

Pergunto :

Qual é a importancia destas tecnologias nas vossas vidas?

Francisco Castelo Branco disse...

machista?????
porque??

Karocha disse...

LOOOOLLLLLLL

Porque será?
E não, não me sinto solitária, mas presumo pelo que já ouvi, que os há!
Para mim conheci gente nova e interessante...

Francisco Castelo Branco disse...

Quintarantino

Acho que é um pau de dois bicos.
O problema é que hoje em dia nós, seres humanos somos muito dependentes delas.
A nossa vivência quase que "não existiria" se ela também não existe.
Faz parte da nossa vida. Isso é que é interessante.
E sociologicamente de ser um caso de estudo

Bruno Gonçalves Bernardes disse...

Quanto à tecnologia, apenas penso que devemos combater o modelo cibernético da governação automática e do impessoalismo democrático, aquele que rege a burocracia e a tecnocracia; que nos resumem a número ou a dossier de um qualquer serviço secreto dotado de anglicanismos conceitos mal importados.
Pois querem resumir a política e o humano a computadores; a arte e o amor em automáticos outputs; estou de acordo que a tecnologia ligada à informação nos trouxe outro tipo de contactos (nunca tanto comunicámos e expomos a nossa vida), mas revolto-me contra os senhores que nem há uns anos pensavam ser a internet um produto do demónio e, agora, vendendo-se aos Bill Gates, proclamam o futuristico Plano Tecnológico.
Quanto a isto relembro as palavras de Agostinho da Silva para quem o mundo lusófono era o do amor e não dos gadgets; e busco as palavras de Mário Cláudio: "mais do que nunca é a pessoa ameaçada do homem que reclama a transcendência no espaço e no tempo, escolhendo-se como promessa da única eternidade, a da alma que nos individualiza, contra o robot que nos ameaça”.

espelhosentido disse...

é algo contestável, mas, contudo, de todo irresponsável admitir uma resposta negativa. obviamente, sim, em certos aspectos. é um tema importante, irei aborda-lo brevemente quando tiver mais disponibilidade.

Pedro disse...

Calma, também não é caso para começar a citar já essa abécula do Cláudio. O Agostinho tinha dias.

Voltando ao tema: não percebo. Eu, se fosse solteiro, sozinho, triste, essas coisas, passaria a vida nos blogues, no hi5, no myspace, nessas coisas todas que inventam para o engate. Com a quantidade de mulheres solteiras que anda para aí a postar, seria uma festa de poesia francesa e italiana. Mas isto sou eu, que não sou dado a tristezas exageradas.

expressodalinha disse...

As novas tecnologias têm de ser usadas com parcimónia... Como tudo, aliás.

Francisco Castelo Branco disse...

Pedro,

mas lá está...
Até para o engate a net já serve.
Já chegamos a esse ponto.
O que não falta para aí são sites para encontros amorosos!
Só que quanto mais net, mais isolamento, até porque pode-se dar o caso da informação ser falsa e depois não corresponder ás expectativas.

Francisco Castelo Branco disse...

Bruno

acho que se quer resumir a vida a computadores: a questão do magalhaes é bem elucidativo disso.
Para que precisa a educação de computadores para ser melhor e mais produtiva?

Francisco Castelo Branco disse...

Na minha opinião, a televisão tirou tempo á conversa de familia e á leitura

E os chats tiraram tempo á conversa noutros sitios...

Karocha disse...

Francisco
Engate sempre existiu.
Já me tentaram engatar na net e,como se diz em calão foram de carrinho!
Para mim a net serve para trocar ideias e saber de muitas coisas que não sabemos pela CS!

Pedro disse...

Que eu saiba, isto sempre serviu para o engate, desde o saudoso IRC. Eu cá agradeço o dinheiro que o sacred-texts, e não só, me fez e faz poupar.

Karocha disse...

Francisco
Por exemplo, quando estou chateada e não me apetece nem ler, nem conversar com o meu amigo dono do café nem ouvir os comentadores nem os Políticos vou youtubar, ouvir música que bom :-)

Larissa Bona disse...

Acho que isola no sentido físico, pois não existe mais a necessidade de estar junto fisicamente de uma pessoa para conversar com ela.
Isso é interessante no plano prático, mas no plano afetivo nem tanto.
A cena clássica de como a tecnologia separa fisicamente as pessoas é você estar em um restaurante, conversando com uma pessoa, e o celular toca.
Você interrompe a conversa para atender o celular, deixa de falar com a pessoa que está na sua frente para falar com outra que está distante e ainda exclui a pessoa próxima da conversa, pois ela não escuta o que o terceiro diz.
Mas no campo do trabalho, a tecnologia é perfeita! Daqui de Fortaleza, cuido de clientes no Canadá, Estados Unidos, Africa do Sul, Qatar, India, Austrália, Portugal, China, sem nenhum problema.

Flávia Carvalho disse...

Olá ... olá a todos aliás... bem vou dar minha humilde opnião então:
A tecnologia isola aquele que quer se isolar, é simples. Para mim tudo se relaciona a imagem que fazemos dos outros e de nos mesmos. A tecnologia de fato, nos abre um leque de opçoes e nos escolhemos ser escravos aquilo que elas nos impõe, ou simplesmente nos valemos dela para nosso interesses.
O mundo chegou a um patamar extremo capitalista onde a imagem das coisas precede sua essencia. O TER é mais importante que SER, ou seja, o velho é velho, e o novo é melhor hoje. Enfim, poderia dizer aqui, sou loura, 1,80 de altura, olhos azuis, e ser totalmente o avesso disso, e sou rsss. (alias desculpe traçar esse esteriotipo, é so um exemplo de como as meninas aqui no Brasil se descrevem em chats) por meio de mídia terciaria, ou seja, aparelhos tecnologicos que quebram as barreiras da distância e põe em contato pessoas de culturas totalmente diferentes.
Finalizo entao dizendo que a tecnologia que aproxima, distancia e aliena, porém se nao fosse ela, como poderia me relacionas com pessoa,assim como agora.
É viagem, retrosceder agora é impossivel, so posso dizer que precisamos de meios para utiliza-la s nosso favor.
!!!!!!!!!!

Francisco Castelo Branco disse...

"Acho que isola no sentido físico", -

Larissa gostei dessa frase...

fisicamente, isola e bastante

Francisco Castelo Branco disse...

As novas tecnologias estão a isolar as pessoas?

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Majo disse...

Olá Francisco,

Obrigado pela tua visita ao meu cantinho e pelo elogio ao blog. Fizeste-me ganhar o dia. ;) Volta sempre.

Quanto ao tema... Como já li algures num dos comentários acima... as novas tecnologias só isolam se as pessoas quiserem. Eu, por exemplo, isolo-me quando preciso de o fazer. E a internet permite-me estar um pouco a par do mundo sem estar nele fisicamente.

Mas digo com toda a franqueza: apesar de gostar muito da internet, de navegar por aí, de espreitar os meus blogs favoritos e comentar, de postar no meu blog... não troco nada disso por um café e dois dedos de conversa com os amigos. Não mesmo.

E os engates através da net... acho piada. Porque quem garante a quem quer que seja que do outro lado está um homem/mulher? Quem vos garante que EU sou uma mulher???

As novas tecnologias são boas, muito boas até. Mas com conta, peso e medida. Como tudo na vida... menos no amor. ;)

Bjinho virtual

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