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domingo, 23 de novembro de 2008

OLHAR A SEMANA

A líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, na ânsia de despertar a atenção dos media, propôs a interrupção da democracia por seis meses para se fazerem as reformas. Com esta declaração conseguiu, de imediato, o “prime time” dos telejornais. Só que poucos a entenderam e a velha senhora foi zurzida pela situação, pelos partidos de esquerda e, em geral, por todos os comentadores e blogues, com excepção do “Abrupto” do escudeiro Pacheco que tudo compreende. Vejamos, porém, das virtualidades desta solução:
- O assaltante de bancos Oliveira e Costa (que, por acaso, foi Secretário de Estado da então Ministra das Finanças, Ferreira Leite), seria sumária e publicamente fuzilado no Rossio;
- Os restantes accionistas do banco, soubessem ou não da burla imensa que se estava a tramar, seriam deportados para o Tarrafal, sem culpa formada, levando à cabeça o ex-colega da Ministra Ferreira Leite, o actual conselheiro de Estado Dias Loureiro (aquele que não sabia dos negócios em Porto Rico e nas ilhas Caimão);
- O simpático João Rendeiro, cujo banco de investimentos gere as maiores fortunas do país, seria açoitado no pelourinho só por pedir 700 milhões de euros para salvar o banco. O banco seria nacionalizado e o dinheiro distribuído aos descamisados;
- Os media seriam controlados e fiscalizados, impedindo notícias alarmistas e destabilizadoras da paz social;
- Os professores seriam definitivamente avaliados quer quisessem quer não e quem fizesse manifestações seria despedido com justa causa;
- Os alunos seriam, finalmente, sujeitos a exames e poderiam mesmo, imagine-se, chumbar;
- Talvez o próprio défice orçamental se intimidasse e, por temor reverencial, se reduzisse à sua insignificância, entregue a valores aceitáveis;
- O palhaço Herman José e o hermafrodita José Castelo Branco seriam silenciados e isolados nas masmorras de S. Julião da Barra;
- Os defensores do casamento gay seriam castrados e inibidos de todos os direitos de cidadania…
Enfim, até aqui, como todos concordarão, só vantagens! A única dúvida que tenho é se com a interrupção proposta conseguiríamos alterar a derrota futebolística de 6-2 com o Brasil. Se isso não for possível, valerá a pena suspender a democracia?
Jorge Pinheiro

15 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Olhando a semana....

Destaque para a situação no BPN...
Parece que a operação furacão começa a dar frutos. Mais vale tarde que nunca, lá dizia não sei quem....

A derrota por 6-2 contra o Brasil só vem confirmar o mau momento da selecção. Com Queiroz Portugal falhou o EURO92 da Suécia e o Mundial 94 nos EUA... Falhará Africa do Sul 2010?

A Ministra da Educação propos um novo simplex nesta area.
Bons ajustamentos para atemorizar os problemas com os sindicatos.
Quem nao arreda pé é a FENPROF. Não se percebendo o que quer realmente....

Ficámos a saber que vários bancos portugueses estão a preparar para pedir aval ao Estado.
Pode ser que agora José Sócrates começe a admitir q a crise já chegou a Portugal


No Blogue....

- Falámos da dependência excessiva das pessoas em relação aos media,

- das soluções para a crise internacional

- Estreámos uma nova rubrica sobre literatura

- De Espanha recebemos um Poema

- Recordámos ALbert Einstein

- Saudámos a epopeia fantástica do Leixões na liga portuguesa

- Demos a conhecer ao mundo Rufino Clemente...

e com isto...

vivá a democracia!!!!!!

Jorge disse...

Francisco, o simplex proposto pela ministra é um engodo. Acredito que muitos julgem ser o desejável, tal a eficácia da campanha de propaganda do PS. Mas na verdade tudo se mantêm praticamente na mesma. E não é a Fenprof que está irredutível, são os professores. Isto ultrapassa em muito os sindicatos.
Os professores estão disponíveis para ser avaliados, não pode é ser com este modelo, impar em toda a Europa. E existem outras alternativas, simplesmente sempre esbarraram na intransigência do ministério. Nunca este modelo foi negociado. Foi imposto. O tal memorando de que se fala foi só uma suspensão da sua aplicação. Aliás semelhante à solução de Alberto João Jardim. Cá a esmagadora maioria das escolas aplicou o Bom e nada mais fez o ano passado. Só que isto não convém dizer.
Para todos os que acreditam na qualidade do que é proposto pergunto: se o modelo é bom, como é possível propor duas vezes em apenas oito meses a sua simplificação?
Gostava de alertar para muitas das mentiras que têm sido ditas. E se querem um bom exemplo vejam o estatuto do aluno. Já percebi que por aqui interessam-se por direito, por isso verifiquem o artigo 22º do estatuto e digam lá se foram as escolas que interpretaram mal. Se não quiserem perder muito tempo a procurar podem ver a transcrição que fiz no meu blog. Vale a pena perder uns minutinhos.

http://pressadechegar.blogspot.com/2008/11/prova-para-todos.html

O que este ministério é brilhante a fazer é a atirar as culpas dos seus erros para cima dos professores. E é por isso que tem todos contra si. Digo-vos que como este existem muitos outros exemplos. E se os jornalistas se preparassem para as entrevistas e confrontassem o ministério com as suas incongruências, dificilmente alguém neste país ainda apoiaria Maria de Lurdes Rodrigues. Cada um tem a comunicação social que merece, não é verdade?

Francisco Castelo Branco disse...

Mas se os professores nunca foram avaliados, é preciso tempo para que o modelo seja perfeito. E para isso é necessário implementar alguma coisa. Começar de algum lado.....
E penso que neste caso, O Ministério da Educação está a implementar um modelo. Para depois poder corrigir e ir alterando

Nao ha leis perfeitas....

Não concordo é com a avaliação feita por um prof de Matemática ao de Português....

Jorge disse...

Essa é outra mentira que foi dita tantas vezes que já parece verdade. Nos últimos doze anos fui avaliado... doze vezes!
De que vale implementar um modelo inútil e cujo único objectivo é limitar o acessso na carreira. Eu até nem discordo da existência de quotas, mas a avaliação numa escola deve procurar ter um carácter formativo. O ensino não é uma empresa. Nem pode ser.
Da grande «gaffe» de Manuela Ferreira Leite uma coisa de verdadeiro ficou. Não se pode reformar contra a totalidade de uma classe profissional e é isso que está a acontecer. E não considerem os professores todos estúpidos. Se uma classe absolutamente desunida e pouco solidária se consegue unir num momento destes é porque algo não está bem. E estas propaladas reformas são um desastre a vários níveis. Infelizmente os resultados só se verão daqui a alguns anos.

Marta disse...

o palhaço Herman ? só ? o palhaço Herman parece ter as costas largas... entao e os palhaços Gato ? saiam incolumes da ditadura ? ou aproveitavam o estado de graça e faziam como o pequeno palhaço Solnado nos anos sessenta e viravam "comediantes do regime" ?

expressodalinha disse...

Pois, eu estava a vê-los mais como do regime... digamos, são mais normais. Mas tb. se podiam proibir. A vantagem dos regimes não democráticos é que são discricionários e não dão explicações!

Marta disse...

são mais... normais ? com aquela normalidade do Herman de há 25 anos, que eles tão bem copiam ? :-)

Francisco Castelo Branco disse...

Tanto o Herman como os Gato serviriam o regime fazendo imitações dos comunistas

Em vez de neste caso termos Socrates e Magalhaes nos varios episodios do ZE CARLOS; tinhamos Alvaro Cunhal e o seu martelo

expressodalinha disse...

Pois, mas o problema aqui é outro. Os regimes não democráticos nunca aceitariam certas... liberalidades comportamentais que os Gatos não têm.

space_aye disse...

Ferreira Leite é uma senhora com piada, como Sarah Palin mas mais feia.

Francisco Castelo Branco disse...

Tem mais qualidade...

Sarah Palin de facto, não era nada. Nao representava rigorosamente nadie

Francisco Castelo Branco disse...

E o caso do BPN?
Será o principio de uma investigação mais profunda ao sistema bancário?

Marta disse...

Ora aqui é que temos um grande equívoco do ilustre bloguista: numa ditadura, o José Castelo Branco estava safo - casou com uma senhora e fez um filho, e isso é quanto basta aos ditadores para que se acalmem ! Para o Herman também seria fácil: pegava na sua Rolanda Costa (com quem vive há seis anos) e pespegava-lhe uma aliança... Para o Portas é que era mais complicado... apesar de ser de direita, a unica mulher que se presta a encobrir-lhe as liberdades - uma tal de Cinha Jardim - desconfia-se ser na verdade um travesti. O Goucha, o Baião, o Marco Paulo, o Claudio Ramos, o Carlos de Castro, podiam fazer como o Frei Hermano da Câmara - entregavam-se todos a Cristo e estava resolvida a coisa. Quanto aos Gato, imagino que os deixassem em paz. As ditaduras não têm medo dos fogos fátuos... Até lhes acham uma certa piada para manter a fachada liberal.

expressodalinha disse...

A minha amiga está mais por dentro da matéria. Deve ter razão. Mas no essencial concordamos.

Francisco Castelo Branco disse...

OLhem que Salazar não gostava de rámboias e sátira politica


A mim admira-me como é que Sócrates ainda nao cortou o pio aos Gato Fedorento... estivessem eles na estação publica....

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