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domingo, 16 de novembro de 2008

OLHAR A SEMANA

Enquanto as religiões comparadas se defrontam à bofetada em Jerusalém, o G20 está em criação. A reunião desta semana configurou o início de uma nova ordem internacional. O G8 vai agregar as economias emergentes e daqui a seis meses teremos uma nova distribuição de forças pelos “senhores do mundo”. Nova distribuição (ou talvez mesmo nova corrida) a cargos e poderes no Banco Mundial e FMI. Nova configuração na ONU… Seria bom, como frisou o delegado japonês, que os países com liquidez a mais, como a Arábia Saudita, injectassem-se dinheiro para ajudar a solucionar a crise e não reivindicassem, apenas, mais poderes nos organismos internacionais. O Brasil, como havíamos previsto, está aproveitar a crise internacional para se impor. Faz bem. É a hipótese melhor que tem para dar um pontapé na crise nacional que não consegue resolver isolado. E Portugal, embora de forma indirecta, pode aproveitar o balanço brasileiro. No “off shore” político da Região Alcoólatra da Madeira o espectáculo continua, animado por palhaços da situação e agora também da oposição. São deputados que soltam bandeiras nazis em pleno Parlamento Regional. Seguranças privados que impedem acesso a deputados eleitos pelo povo. Professores que são avaliados por Decreto e passam todos com Bom. Anda bem o PR em não se meter no assunto. Quanto mais se disser, mais o Alberto João se sente provocado e mais disparates diz. Anda mal a líder do PSD em não se demarcar. Era uma prova de afirmação interna, de que tanto precisa, e a maneira de aparecer nos telejornais. Doutra forma será difícil saber que Manuela Ferreira Leite existe. As manifestações sucessivas de professores que têm atingido números inimagináveis são o sinal evidente de que, independentemente de quem tem razão, a situação está num completo descontrole. A única solução vai ser a demissão desta equipa ministerial para aplacar as massas iradas. Não há outra via. Esta nem é um recuo. Um novo ministro terá um crédito de diálogo que esta equipa há muito perdeu. Eu aposto que até sei quem vai ser o próximo Ministro…! O romance do BPN continua, com o Banco de Portugal acusado de regulação “sonolenta”. Simultaneamente descobre-se que outro regulador, o Presidente da Autoridade da Concorrência, Manuel Sebastião, tinha uma procuração do Ministro da Tutela para lhe comprar prédios de uma empresa de que ele, Ministro, fora já administrador. A regulação precisa ser regulada com urgência. Confusos? Não vale a pena, estamos em Portugal...! Jorge Pinheiro

6 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

Com nota positiva tb passou o Bruno Paixao daquele clássico vergonhoso.....

existe um problema de avaliadores, em Portugal...

Larissa Bona disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Larissa Bona disse...

Acho difícil o Brasil se impor com o Presidente que tem!
Há pouco tempo ele considerava esta crise como uma "marola" quando na verdade é um "tsunami".
Ele só se importa em dizer frases de efeito para a imprensa internacional para se promover.
Eu ficava doente, na época em que eu morava na Inglaterra, e via os ingleses com quem eu convivia batendo palmas para o que ele dizia sem conhecer a espécie de governante que ele é, pois fala demais e faz de menos.

expressodalinha disse...

Mas a imagem dentro do país não é a mesma na cena internacional. Por vezes até é contrária. Já tivemos muitos exemplos disso aqui em Portugal. O importante é que o Brasil saiba aproveitar este élan da crise. Quando digo "impor" não significa que vai liderar o que quer que seja. Apenas (e já é muito) que participe activamente no novo modelo internacional que se adivinha.

Jorge disse...

Apesar de achar que não resolve o problema, como eu gostava que tivesses razão sobre a demissão da ministra. «Quem não se sente não é filho de boa gente» e nós, professores, estamos fartos de mentiras e insultos. Três anos desta postura arrogante são demasiado.

Francisco Castelo Branco disse...

Manifestações de professores e alunos

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