terça-feira, 20 de maio de 2008

Democracia a menos...

Há pouco tempo saiu uma noticia que dava Portugal como um país pouco democrático.
Na politica, no trabalho e até em casa.
Sendo um país com uma jovem democracia, estamos pouco habituados a lidar com a opinião dos outros, a critica, e por vezes, a crítica como forma de reparar um mal.
Quem manda tem a necessidade de mostrar que as decisões passam por aquela pessoa. Ou pelo chefe.
Na nossa politica existe pouca democraticidade. Quem está no poder tem a particularidade de querer mandar no seu partido, na comunicação social, no aparelho.
Deixa pouco espaço para que outros tenham opinião diferente e tenham um caminho diferente do moldado pelo seu lider. Quem não tem as mesmas ideias ou não está alinhado, normalmente é excluido ou ignorado.
No trabalho é o chefe que manda. Ele dirige a sua empresa conforme as suas pretensões e objectivos. Sem pedir a minima opinião aos seus trabalhadores. Fechando-se num nucleo em que todas as decisões relativas ao modus operandi só passam por ali. Quem não está de acordo, pode seguir outro caminho.
Em casa, são normalmente os pais que metem ordem nos filhos. Educando-os da forma que acharem mais adequado sem terem em conta, por exemplo; os gostos de cada um , tentando que sigam o caminho "indicado" pelos pais.
Muitas vezes isso resulta em filhos revoltados, zangados e fechados.
No fundo, em Portugal existe a cultura de quem está por cima é quem detêm o poder e assim, podendo fazer o que lhe apetece. Usando e fruindo da maneira como lhe convêm.
Portugal é mesmo um país de mandantes?Pouco democrático?
Gostam de mandar?

5 comentários:

Bruna disse...

Muito Obrigada pelo seu comentário!

Aproveito este espaço para lhe dizer que em muito me agradou este blog.

Cordiais cumprimentos,

Bruna Simões Pereira

expressodalinha disse...

Francisco, muita coisa num post só!
Honestamente não sei se Portugal é mais ou menos democrático que outras democracias ocidentais (e é só isso que podemos discutir). E não sei porque nunca tive uma vivência suficientemente abrangente noutros países. Por outro lado, nas empresas o paralelo é mais fácil. As empresas não são, repito, não são organizações democráticas. São exactamente o contrário disso. São estruturas piramidais em que quem manda é quem está no vértice e quem manda no vértice é o capital. Pode é haver maneiras diferentes de exercer o poder. Mas isso é outra coisa. Em termos gerais, estou de acordo que ainda temos muito a aprender e que estamos ainda muito viciados numa estrutura social de tipo "fascizante" que, quer queiramos quer não, moldou a nossa maneira de ser durante décadas. Quanto a mim, não gosto particularmente de mandar. Gosto que façam o que eu quero sem ter de mandar!

FAL disse...

Isto é uma indirecta?

FAL disse...

Isto é uma indirecta?

Luis Miguel disse...

Caríssimo... Portugal é um país de absolutos contrastes, ligado ao pós-modernismo globalizador americano e aos vícios adquiridos por 8 séculos de monarquia e meio século de ditadura "masculina".

Creio que, mais quatro ou cinco gerações, já teremos escoado um pouco mais esta noção de "domínio" ainda muito presente na nossa sociedade. Ou não... quem sabe?

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