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segunda-feira, 26 de maio de 2008

A CRISE

Esta crise não é conjuntural. É estrutural. Veio para ficar. É uma crise anunciada. Uma crise post-industrial que Alvin Tofler há muito previa. Tem sido artificialmente adiada por interesses dos "senhores do capital" e dos políticos ao seu serviço. Há muito que deveríamos estar a pensar em alternativas sérias e não meramente folclórica-ecológicas. Para esse lado é para onde "eles" dormem melhor. Isto para não falar do ridículo das pacóvias manifestações de abastecimento em Espanha. Ou três dias sem atestar. Ou, ainda, de exigências gratuitas de baixar o ISP. É evidente que revelam o desespero e vão ser muitas e em muitos países, durante os próximos anos. Mas nada adiantam, senão servirem de expedientes político-eleitoralistas pontuais.
A crise é mundial. Só é possivel combatê-la com uma mudança total de paradigma: económico; social e político. Estamos no dealbar de uma nova era. Há que deixar de lado e depressa os preconceitos de "guerra-fria". O futuro está na energia nuclear; nos produtos trangénicos; na manipulação genética; e na globalização por grandes federações mundiais, em que a religão não tem definitivamente lugar enquanto motor político. Muita coisa para pouco tempo!
jp

14 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

O problema é que esta crise já se adivinhava ha algum tempo

E ninguem fez nada

Os ditos "aves agoirentas"; que falavam sobre isto bem alertaram
Mas ninguém os deu atenção

Agora já se lembram

Bons temas que tem trazido á discussão, Expresso
Obrigado pela sua excelência

Fernando Vasconcelos disse...

Concordo em parte. Porém discordo quando parece convencido que é no material que vai encontrar a solução dos problemas. Parte deles estão também na valorização excessiva do material face ao espiritual - e isto sem uma conotação religiosa mas certamente com uma conotação humanista.

Francisco Castelo Branco disse...

Bom debate com excelentes intervenientes no Prós e Contras

joana disse...

E se ninguem começar a fazer alguma coisa ja nao sei onde esta crise vai parar nao.Nem eu nem ninguem.Esta nova era esta complicada de se compreender.
Vi o seu mail,e vim espreitar o seu blog e confesso que gostei,pode deixar um comentario no meu tambem,sempre que quiser.

expressodalinha disse...

Caro Fernando Vasconcelos, eu percebo e concordo com o que diz. Infelizmente quando se pensa em termos mundiais,em hegemonias e em potentados económicos, o espiritual só serve como aproveitamento, ou reaccionário (vejam-se os USA), ou "de vanguarda" (veja-se a interpretação distorcida de "jihad"). Estamos à beira de uma revolução. Só que esta vai ser muito diferente do que todas as anteriores. Francamente, nem sequer me atrevo a prever como.

Lusitano disse...

A crise existe e existirá e manter-se-á por culpa indirecta e dos interesses inerentes ao ouro negro. Esta importante variável é raiz desta crise que continuará a crescer sem precedentes.
Obviamente, que a condução política (inter) nacional está intimamente ligada à crise estrutural existente. Os políticos não sabem - não querem - explicar por que razão temos que nos adaptar à nova realidade. Desde o terrorismo às torres gémeas e a invasão no Iraque que o mundo nunca mais foi o mesmo - já se aperceberam?
Não vêm aí tempos fáceis, porém, os mais pobres ficarão com certeza mais pobres.

Francisco Castelo Branco disse...

O terrorismo acentuou-se com o 11 de Setembro.

mas a crise acho que já vem de trás.

Desde o ano 2000.
Não sei porque, mas a mudança de milénio fez mal ao Mundo.

Mais conflitos, mais desastres naturais, mais fome, mais pobreza, mais de tudo o que é mau

A crise social, económica e politica advêm da falta de valores que a nossa sociedade global tem.
Sociedade sem regras,valores e principios.

A questão do terrorismo teve a ver com a protecção norte-americana. Mas com isso , o resto do mundo pagou.
A subida do petróleo, tem a ver com a ganância dos paises produtores.
Que querem ganhar mais dinheiro.
Mas o que não é razoavel é serem donos de um bem que pertence á humanidade. A todos nós.
O petróleo não deve ser de ninguem.
Deve ser distribuido.
Por isso é que os preços exorbitantes estão na moda.

O futuro passa pela participação cívica das pessoas que não estão ligadas ao poder.
Se cada um contribuir, mais fácil será.

expressodalinha disse...

O futuro passa pela energia nuclear,pelos trangénicos,etc, etc e pela mudança de mentalidades. Não há "Mal" e
"Bem". Em ternmos evolucionistas há apenas ciclos e a necessidade de nos adaptar-nos a eles. Só que os detentores do capital e os "senhores do mundo" não estão disponíveis para deixar os negócios chorudos que detêm. Até porque os aumentos são bons para eles. A especulação é ainda maior em períodos de crise. Por isso é que Normalmente (a história prova-o) as alterações só se conseguem pela via revolucionária.

Francisco Castelo Branco disse...

Em Inglaterra,França e Portugal,os protestos estão a aumentar.

Com o aumento significativo do preço dos bens essenciais vai haver menos dinheiro para as opções secundárias.

Como poupar?

quinttarantino disse...

Francisco, impossível poupar!
Tão simples quanto isso.
Curioso que lá no meu recanto recentemente criado e onde me dedico a longas dissertações incapazes de galvanizarem qualquer cristão anda pelas mesmas ondas!
Parabéns ao autor deste post extremamente bem elaborado e a fugir à mediania do que por aí anda noutras paragens.

Francisco Castelo Branco disse...

Quint, mas por exemplo poupar nos transportes individuais e apostar mais nos publicos.

Por exemplo comboios e autocarros.

O Ministro das Finanças hoje disse que os portugueses vivem acima das suas possibilidades.
E que no futuro irão ter que racionalizar ainda mais.

Que dizer de não gastar naquilo que é inutil? digo eu....

quinttarantino disse...

Francisco, tens razão nos exemplos que apontas mas diz-me, se puderes, onde se racionaliza quando um chefe de família leva para casa um ordenado de 500,00€?

Forçosamente racionaliza-se, como é evidente. Mas é ético e moral pedir-se que racionalizem ainda mais os seus gastos?

Quando te dizia que abordava, embora por linhas diversas uma questão paralela, pensava no que "sabemos que o comunismo falhou; que o capitalismo que nos assaltou é pior que um flibusteiro; não queremos recuar aos tempos das fórmulas dos anos 30; adivinhamos que a aliança entre o capitalismo na economia e o comunismo na política que impera em Pequim não augura nem felicidade, nem mudança … mas também não somos capazes de gerar a mudança.

É esse um dos desesperos mortais das sociedades.
E estas, assim desprovidas de referências fortes, de valores que lhes balizem a acção, onde a ideia do EU foi aviltada e abastardada ao ponto de, numa imensa fogueira de vaidades, aquilo que conta é o dinheiro, sentem-se livres para galoparem alguns dos nossos piores demónios.


Mas, como dizes, poupar no inútil é sempre uma solução. Pena é que da forma que as coisas andam, daqui a nada estaremos todos, sem excepção, a poupar no útil.

Basta que penses o quanto se gasta em água da rede pública, luz, gás, telefone (seja ele fixo ou móvel) ...

Francisco Castelo Branco disse...

Concordo contigo o que se gasta nesses serviços todos
É um escandalo

O que eu não percebo é quando recentemente a Galp e a Venezuela assinaram protocolos com vista á exploração das nossas empresas naquele país e posteriormente os preços aumentam ainda mais

alguma coisa está mal, ou nao?

Francisco Castelo Branco disse...

É pena que os ordenados continuem o mesmo e os preços subam cada vez mais.

Tem a ver com politicas governativas

Como já referi num post anteriormente algo está mesmo mal

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