domingo, 25 de maio de 2008

Ainda existem Super- Herois?

Esta pergunta tem que se fazer pelo facto desta semana ter estreado o ultimo filme de Indiana Jones.
Personagens como Indy, Batman, Super-Homem, o Quarteto Fantástico e o Homem-Aranha, só para falar dos mais conhecidos têm um aspecto em comum: a prossecuçao do bem comum e a protecção dos mais fracos.
Numa sociedade com mais violência, mais pobreza e onde o crime está mais à vista, estes super heróis bem que podiam ser reais. Para restabelecer a ordem social, ajudar aqueles que têm menos defesas.
Uma luta do Bem contra o Mal.
Estes super-herois são criados numa lógica de que o Bem vence sempre o Mal, e com isso querer educar a sociedade. Para que esta actue sempre dentro da legalidade e igualdade.
Por isso é que nunca são derrotados e são desejados pela "população mundial", como que esperando que resolvam os seus problemas.
Será que isso era possivel?
Na realidade, homens como Batman, Indy, Super-Homem cabiam dentro da nossa sociedade?Faziam sentido? Ou tudo não passa de pura ficção? Não andarão aí escondidos em parte alguma?

13 comentários:

Lusitano disse...

Este teu texto parece-me uma excelente parábola. Gostei. Veio-se-me à cabeça o livro Quem mexeu no meu queijo, cuja leitura devia ser obrigatória para os portugueses contemporâneos. O Luís de Camões era uma homem de mudança. Os velhos do restelo...

Lusitano disse...

Ah. Relativamente à frase que dá mote ao teu blogue, tenho a dizer que imaginação e o conhecimento são indissociáveis, porém sem imaginação não temos um conhecimento profundo das coisas. Einstein era físico e um pensador. P.Ex. quando disse: é mais fácil desagregar um átomo do que um preconceito. - É tão actual.

LUIS FERNANDES disse...

A sociedade necessita de ícones. Estes heróis da banda desenhada e do nosso imaginário, acabam por ser valores referenciais que, apesar da sua ambivalência, permitem perscrutar o ideal duma sociedade imperfeita e, ao mesmo tempo, apelam, dentro de nós, a um imanente sentido de justiça. Ainda bem que o cinema os adoptou. Bom para todos nós, sobretudo os mais novos.
Um abraço.

Ana Filipa disse...

Francisco, obrigada pelo comentário no meu blog...
Acho que a sociedade precisa acreditar na Teoria do Mundo Justo, ou seja, num mundo em em que os bons e mais trabalhadores são recompensados, e em que os maus e preguiçosos não se dão tão bem.
Nem sempre é assim, mas acreditar nisso motiva-nos a não desistirmos de investir.
Até breve.

Rafeiro Perfumado disse...

Os meus pais serão sempre uns heróis para mim.

expressodalinha disse...

Acreditar em heróis só pode ser prejudicial. Dá uma falsa sensação de que podemos descansar. Alguém nos virá salvar...! Somos nós que nos temos de salvar. De fazer justiça. De ser bons. De procurar a harmonia e lutar por isso.

Francisco Castelo Branco disse...

concordo com o expresso
e acrescento:

Estes herois são adoptados pelas pessoas, porque , penso eu, elas também necessitam de alguem que lhes salve.

E nos paises acontece muito isso.

Porque será que muito destes super-herois são norte-americanos?

Parece que a América precisa de ser salva por um qualquer.
Que nenhum Presidente consegue fazer da America, o país perfeito.

E assim recorre-se ás personagens ficticias

Francisco Castelo Branco disse...

Não haverá Super Herois reais?

luis lourenço disse...

Uma narrativa bem fantasiada que dá conta de forma bem humorada dos problemas reais que marcam quotidiano do nosso País.

O seu blog parece-me bem arruamdo e revela um bom instinto para as questões nacionais-sobretudo sociedade e política. Mas hei-de voltar para uma obervação mais demorada e subtil.

Com apreço

quinttarantino disse...

Prosaicamente, e de forma que as coisas correm, penso que heróis são quase todos os que cumprem com os seus deveres cívicos e direitos de cidadania!

Sara Martins disse...

Olá Francisco,
Pelo comentário que deixou no meu blog, não posso deixar de retribuir o gesto.

Quanto ao tema postado, nunca gostei de super heróis. Aliás, na minha infância existiam muitos, que actualmente já pouco se houve falar e restam apenas velhas memórias, como o MacGyver, Michael Night, Johanattan…
Sempre dei preferência aquelas séries em que não se falava de um herói, mas de um grupo de pessoas que se uniam para fazer o bem.
Heróis para mim, não são esses do mundo virtual. São pessoas reais, de carne e osso, que passam despercebidas por entre a multidão, mas que sabemos que estão sempre lá. Aqueles que, tal como os nossos pais, procuram o bem nos outros.
E tenho dito!

Continue a postar coisas interessantes.

Francisco Castelo Branco disse...

Quintarantino

Não pode um de nós vestir esse fato?
De batman, super-homem ou Homem Aranha?

Francisco Castelo Branco disse...

Que super-heroi gostariam de ser?

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