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domingo, 30 de março de 2008

Portugal Real VI

Que futuro para os nossos jovens?

Fala-se muito da geração "Morangos com açucar". Da geração que não lê, só vê televisão. Que não fala correctamente o português, mas o calão. Que prefere os videojogos aos jogos educativos. Que "deixa andar" em vez de lutar.

As gerações têm mudado ao longo dos tempos. Desde a geração de abril, passando pela dos finais dos anos 80, principios de 90, até chegarmos á "geração rebelde".

Com o avançar das tecnologias e meios de informação, o interesse por hábitos antigos. Como ler, jogar jogos educativos, ver desenhos animados ou programas que transmitem educação e valores. Foram substituidos pela net, pelos programas violentos e nada educativos e pelos videojogos que até ensinam a matar outras pessoas.

Com este tipo de interesses é natural que a maioria dos adolescentes opte por um estilo de vida diferente. E se formem de uma maneira a que os leve a não terem objectivos. Toda esta informação é adquirida desta forma, porque o mundo globalizado assim o quis. As séries juvenis, os videojogos e a net entraram pela nossa casa "adentro", sendo um factor de consumismo.

Que futuro para esta terceira geração? haverá alguma coisa a fazer?

10 comentários:

Fernando Vasconcelos disse...

O principal problema dos Morangos com Açucar e da geração que cresceu a vê-los é a mensagem que passa que as coisas se conseguem sem esforço, de forma instantânea. A net de certa forma desse ponto de vista tem uma posição dual dado que por um lado incentiva à leitura e participação. Em muitos países isto significou uma diminuição do tempo de televisão e um aumento de literacia real. Por outro lado também não deixa de ser verdade que A multiplicidade de canais de informação abertos acabou por tornar a profundidade do que estudamos muito menor.

Francisco Castelo Branco disse...

Nao consigo compreender é que estas novas tecnologias, fizeram com que os Jovens e não só, se interessassem menos pela rua, pela leitura, pela praia, pelos jornais......

Houve um decréscimo de interesse por aquilo que faz bem....
que é saudavel...
Isso tudo estraga a formação de uma pessoa......

E o pior é que os Morangos, os videojogos e afins não educam.
Pelo contrário.....

Quando tinha os meus 15 anos, via desenhos animados educativas, jogava monopolios, puzzles e outras coisas.

Francisco Castelo Branco disse...

Também concordo quando diz que a mensagem que passa hoje em dia nestas séries juvenis é que as coisas caem do céu.

E que não se estão para chatear para tentar conquistar algo.

Acho que tem a ver com um problema geracional.

Nao se trata de proibir. Mas de "fazer ver" que há outras formas e feitios para cultivar.

Anónimo disse...

Boa noite Francisco.
Vivemos neste momento tempos fantásticos, nomeadamente a nível social, com constantes mutações (e neste aspecto sim, as novas tecnologias poderão ser as grandes responsáveis) no entanto sempre que isto acontece há uma geração que se encontra no meio. Não nos podemos esquecer da famosa geração rasca dos anos 80/90. Faz parte da sociedade não compreender logo o que é novo. Acho fantástico que crianças com 3, 4 anos tenham capacidade de mexer num gameboy e homens de 40 nem saibam o que isso é. Não digo que crianças dessa idade o devem fazer, admiro só a capacidade. Tenho muita fé sempre em novas gerações (também eu sou uma) temos é que lhes dar tempo, pois Francisco, se já nós teremos grandes dificuldades (algo que a geração anterior à nossa não teve) e somos os mais qualificados de sempre, imagina o que sentirão os próximos que certamente serão ainda mais qualificados e sentirão certamente ainda mais dificuldades.
Temos é de aprender com eles, temos é de procurar junto das suas capacidades formas de comunicar que nos façam progredir em sociedade pois essa falta de progressão sim é que é preocupante. Se andam na rua ou não, faço a seguinte pergunta:
Quando íamos para a rua (há meia duzia de anos) havia as preocupações que há hoje?

Francisco Castelo Branco disse...

Respondendo ao comentário anterior da autoria do Joao Albogas.....


Concordo quando dizes que temos de aprender com esta nova geração.....
Sem duvida.
Fazem coisas interessantes.
Por exemplo um miudo de 7 anos já sabe mexer num computador.
Um idoso de 70 ja nao.

O que sinto é que a geração seguinte á nossa, está-se a perder um bocado devido a estas novas tecnologias.
Para além de ensinarem muito, acho que deseducam muito.
Aí é o problema.
Para além de desiducarem(axo k é assim k se escreve); viciam. Torna viciante e faz com que se desligue doutras coisas.
Que são bem importantes.

Acho que o ponto fundamental é tornar viciante.

Porque depois adoptamos os habitos das personagens morangos, da net e enfim, outras coisas......

Penso que estas "novas tecnologias" tornam os jovens muito obcecados com estes produtos.....

E quando uma coisa se torna viciante, perde-se outras coisas boas como a natureza e "estar na rua"
Aproveitar o dia para estar "fora"

Francisco Castelo Branco disse...

Quanto á questão da rua, concordo plenamente contigo..

Nos tempos que correm, ha muita insegurança

Anónimo disse...

Olá novamente Francisco.
Sem demorar muito posso dar o meu exemplo:
Sou do tempo dos seguintes computadores (todos eles para mim só serviam para jogar):
Spectrum 48k, Spectrum 128k, Commodoro Amiga, Nintendo, Sega, até aos recentes playsation, etc.
Isto para dizer o seguinte, sempre andei na rua também, no entanto todos estes "jogos" deram-me ferramentas para o mundo super tecnologico em que hoje vivemos e nunca, de forma alguma, me senti viciado enm conheço quem o seja. Se a preocupação é essa, felizmente também hoje em dia se cultiva mais um corpo são e como tal, já se corre mais, já se anda mais de bicicleta, os ginásios não param de surgir e por norma estão cheios. Acho que não é preocupante, aliás apesar de hoje em dia haver praticamente um computador em cada casa, ainda não temos os viciados em computadores anónimos eh eh eh
Uma brincadeirinha até porque francisco, criaste um blogue que certamente te "rouba" muito tempo que poderias passar na rua!

Um grande abraço: João Albogas

Francisco Castelo Branco disse...

Gostei dessa provocação.......

De facto, este blogue tem-me tirado algum tempo em que poderia estar a fazer outras coisas. Nomeadamente "andar na rua".
Só que criei o blogue não para "ficar em casa", mas para dar a conhecer as minhas opiniões.
é óbvio que tira tempo....Só que é tempo bem empregue....

Será que o que os ditos geração Morangos fazem é tempo bem empregue?

Acho que sim.

O que penso é que existe falta de interesse em fazer coisas para álém dos enunciados atrás.
Falta de interesse pela leitura, pelo que se passa á nossa volta.

Um exemplo. O MSN.
Será que em vez das pessoas falarem por net, não poderiam estar a olhar uma para outra, sentada num café?
Não seria mais saudavel?

Acho que a questão levantada pelo Fernando Vasconcelos faz todo o sentido.
Tudo o que envolve estas situações, faz com que os jovens de hoje em dia sejam passivos. Não lutem por causas o situações, e se deixam levar pela passividade.
É o que mais me preocupa.

É muito bom vivermos num mundo tecnológico.
E isso não podemos negar a importancia que um computador tem em nós. Ou uma série como os morangos com açucar.
Só q acho que se "entra" muito nesse mundo e não existe interesse por outras coisas...

Grande Abraço

Heraclita disse...

Grande parte das pessoas que nasceram pós anos 90, não sabem o que é lutar para ter alguma coisa na vida... Muitas crianças nem calculam que o que é a Agricultura; que para terem os legumes (de qualidade, naturais...) em casa é necessário trabalho árduo de muita gente, que cada vez é menos e cada vez mais idosos... Já ninguém quer plantar batatas, ninguém quer ter uma horta... wake up! Estamos em Portugal, século XXI! Eu sei, supostamente deveríamos estar “mais à frente”, mas temos consciência do ATRAAAAAAAAAASO... é preciso fazer alguma coisa, comecem nem que seja a plantar batatinhas e já poupam nas compras, ou não é desse mal que os lusitanos se queixam? (eu posso me gabar de ter uma horta, poupo em alfaces, batatas…)
Está mesmo mal… Portugal…
Faria bem a muita “criancinha” ir para o campo... Sei de crianças que dizem que o leite vem, por exemplo e por mais ridículo que possa parecer, da “estrelícia” (para quem não sabe o "leite estrelícia" é produzido pela Indústria de Lacticínios da Madeira (ILMA); estrelícia (“Strelitzia reginae”) é uma flor. É tão irrisório que uma criança diga semelhante coisa! Em que mundo vive? Que fazem os pais para a educar?! Possivelmente esta criança passa o tempo em frente de uma P.S. ou de um computador a jogar, Messenger etc..... Não se pode dizer que todos os adolescentes fazem parte da “Geração Morangos” (Não quero, contudo, menosprezar o trabalho de excelentes intérpretes nesta série…) uma fatia de “ados”, como dizem os do Pentágono, ainda tem o hábito da leitura, frequentam bibliotecas, passeiam ao ar livre, conversam com amigos etc (isso pude eu comprovar hoje quando passeava num jardim do Funchal). Como dizias num comentário, Francisco, “(…) via[s] desenhos animados educativos, jogava[s] monopólios, puzzles (…)“ achas que entre um episódio de MCA e um puzzle a tarefa mais difícil será a preferida? Evidentemente que não! Facilitismo, comodismo é o que condiz com a geração “anos 90”. O problema é: estar tudo feito.
Eu, tal como tu, via desenhos animados educativos e que incentivavam a comportamentos éticos, onde o BEM, depois de muito sofrer, vencia sempre. Hoje, vê-se desenhos animados, por exemplo, chineses e japoneses onde se luta até morrer, onde competir sem olhar a meios é que vale… quem é que vê a “Heidi” ou o “Tom Sawyer”?...
Eu inventava os meus próprios jogos. A criatividade era estimulada, hoje, está tudo criado (julgam eles) … Tive o privilégio de crescer no campo e hoje olho para trás e foi a fase mais linda… ai, ainda sinto o cheiro e calor, suave, do sol dos fins de tarde no meio da Natureza, a colher flores e a brincar com outras crianças da minha idade.
Os “pós 90” estão habituados a que “caia tudo do céu”. Criancinhas mimadas, sem objectivos que pensam levar o resto da vida a calçar “allstar”, a vestir Jeans como nos MCA e andar com “Ipods” a ouvir músicas “sacadas da net”, a não ler nenhuma obra literária porque é “uma seca” (fica sempre mais fácil “sacar” um resumo da net de um livro de leitura obrigatória numa disciplina de Literatura…) etc.
É este o futuro do país? Adultos que vivem com chucha na boca? Actualmente já é a desgraça que se vê e ainda se diz que a geração "deles" (os que adultos de hoje) é que sofria e lutava pela Liberdade... é verdade que lutaram (e muito), é sabido, tivemos a "revolução dos cravos"... não veio esta revolução trazer e acentuar a "lei do menor esforço"? Não há medo de nada; não há respeito, nem pela Liberdade que se conquistou.

Francisco Castelo Branco disse...

Estou plenamente de acordo...

Bom texto

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