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quarta-feira, 12 de março de 2008

Movimentos civicos ou politicos?

Primeiro foi o MMS(Movimento Mérito e Sociedade); agora nasceu o MEP(Movimento Esperança Portugal). Querem ambos candidatar-se ás eleições mas não querem fazer oposição. Nem querem fazer politica, apenas querem "abrir o diálogo". Então para que servem estes movimentos?

Não estarão estes movimentos disfarçados sob a capa de partidos politicos?

Criar grupos de reflexão, organizar debates para discutir o Estado do país. Lançar a discussão e chegar a um consenso. Para encontrar alternativas e caminhos positivos. Tudo isto é muito saudavel, numa democracia como a nossa. Constituidos por personalidades de diversas áreas e também por politicos activos dentro dos partidos.

Paula Teixeira da Cruz, Manuel Alegre e a ala liberal do CDS-PP, são os novos rostos do descontentamento dentro dos seus partidos. Organizaram movimentos para "discutirem" o partido e o país. Querem um maior diálogo, fora do partido. Quererão algo mais?

Qual a verdadeira natureza destes movimentos? E os seus fins? Quais os meios utilizados? Serão apenas movimentos cívicos ou haverá algo politico?

Acreditam na mudança com estes movimentos? Ou é mais do mesmo?

7 comentários:

quintarantino disse...

Sou dos que acreditam que quantos mais quiserem dar o seu contributo à reflexão e acção política, melhor.
Admito até que funcionem por aí clubes de política como alfobres de futuros quadros. Porque não?
Discussão, diálogo e reflexão no interior dos partidos penso que seja possível embora se tenha de admitir que aí é mais para ganhar espaço ou alcançar o poder.
Depois tenho ainda que há que distinguir entre oposições internas.
A de Manuel Alegre, por exemplo, muito acarinhada agora por todos os que são contra Sócrates (mas que antes achavam Alegre um "comuna") a mim não me convence.
Ele que não se revê neste PS, ele que está contra tudo e contra todos, continua lá a fazer o quê?
Paula Teixeira da Cruz, por seu turno, não se revê numa liderança, mas mantém-se identificada com o partido.

Anónimo disse...

Propaganda e direito de antena. Só.
Cumprimentos.

Ricardo S

Tiago R. Cardoso disse...

Não é mais do mesmo, é MUITO mais do mesmo.

Se viessem renovar algo, acrescentar e dinamizar, tudo bem, agora renovações feitas com os mesmos é que dificilmente iram a algum lado.

Fernando Vasconcelos disse...

Em primeiro lugar pertenço ao MMS e por isso admito que a minha opinião esteja enviesada. Mas nunca fiz politica em qualquer outro lugar e que eu saiba a maioria dos membros do MMS também não. Aliás ainda que a tivesse feito, qual o mal ?
Ao Tiago: Como sabes que são os mesmos ?
Ao Anónimo ... nem há resposta porque no anonimato se refugiam os que têm muito pouco a acrescentar.
Ao Francisco: Servem porque em Democracia quando não estamos satisfeitos com as opções que existem temos o dever (e não apenas o direito) de criar outras.

Francisco Castelo Branco disse...

Fernando, não sabia que pertencia ao movimento.
Fico contente por saber.

A minha questão também central, é de saber se estes movimentos também não querem fazer politica?
Que tipo de movimento é?
No fundo, qual é o seu a "causa" central...

Se é que há alguma causa...

Fernando Vasconcelos disse...

Sim querem fazer politica. O mal está a ver é quase temos de pedir desculpa por isso. Só para dar um exemplo: A imagem é de tal maneira má que a todos os familiares a que conto invariavelmente sai uma qualquer forma de "não faças isso" como se fosse cometer um crime. Crime para mim é não procurar fazer qualquer coisa por menos que seja, por mais irrelevante que seja. Se achamos que a nossa politica está podre então toca a mudá-la. Mas numa democracia isso faz-se pelos meios que ela própria proporciona até porque sou contra qualquer tipo de imposição ou violência e confesso que tenho um certo asco a qualquer excesso de autoritarismo ... Quanto à sua pergunta sobre o que defendemos seria demasiado longo para um comentário aqui. Penso que o nosso site dá essa informação. Por delicadeza não o colocarei aqui um link mas basta utilizarem o Google se tiverem curiosidade.

JBilro disse...

Francisco
Aqui há energia...
Como o Fernando deixa entender, um dos mais nobres princípios democráticos, é o direito e o dever do exercício da cidadania.
Compreende-se perfeitamente o cepticismo de todos, por razões ancestrais (diz-nos a História, que fomos sempre um povo de traidores, conspiradores e oportunistas; com excepções), mas são as gerações mais novas que determinam a mudança.
Já ouviram falar num conceito importado e que dá pelo nome de "FRAGMENTAÇÂO"...este é o objectivo dos interesses instalados (que não serão os vossos, presumo). Estarei à vossa disposição para o diálogo franco e aberto, sobre qualquer tema. Filipe, quando falei no conceito importado, terás feito a assunção com algum dos teus temas preferidos?...então começas a compreender a guerra e o terrorismo...ah, só existe um poder e chama-se "Económico"...os poderes de nomenclatura, são uma espécie de secretarias de Estado...
Gostei de estar convosco.

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