domingo, 6 de janeiro de 2008

É só a subir.....menos os salários

Esta semana o petróleo atingiu o máximo histórico de 100 USD por barril.
Um dia depois, essa marca foi ultrapassada em quase 100 USD e um cêntimo, digamos assim.
Com esta subida, os preços também sobem. Para além de que tudo o que depende do petróleo vai inflacionar.....
Em Portugal, no inicio do ano, o Governo anunciou aumentos no preço dos transportes, no arrendamento, basicamente em muitos sectores da economia.
O que não aumentou foram os salários dos portugueses. Esses mantiveram-se tal qual como estavam.
Perguntar-se-á até onde isto vai parar? Não estamos a falar de politica. Pois os Governos nacionais não tem culpa da inflação.
Será a inflação um fenómeno diferente ás politicas adoptadas pelos governos? E até que ponto esta diferença vai afectar no futuro os portugueses? E os consumidores? Visto que sem dinheiro não é possivel consumir......
E porque não sobem os salários? Também é culpa dos governos? Pelo menos em Portugal, continuam uma miséria.....
O que se deve fazer para que se possa atenuar esta diferença?

13 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

Uma mentalidade nova ?

Reconstruir o sistema ?

Acabar com o desperdício e apostar no desenvolvimento ?

Era capaz de pensar enumeras possíveis soluções, tinham era de ser todas conjugadas numa só.

quintarantino disse...

Embora nalguns casos as nossas opções de base divirjam, noto que partilha preocupações e interrogações comuns.

Ao caso, temos aqui um conjunto relativamente alargado delas.
Se existem subidas de preços e serviços sobre os quais o Governo (seja ele ou outro qualquer) têm mão, noutras parece que é apenas o mercado a funcionar só que de forma completamente desvirtuada.

O caso do petróleo é flagrante.
À subida da cotação do barril do petróleo respondeu de imediato a GALP do Mexia e do Gomes, por exemplo, com um aumento dos preços ao consumidor.

É típico da esperetza saloia deste país.

O que me faz confusão é porque é que não são adoptadas medidas, uma vez que está provado que o mercado em Portugal funciona segundo regas muito mesquinhas, que impeçam esse carossel de aumentos.

Formula ainda uma questão que já me tenho colocada e para a qual não enconrei ainda resposta junto de nenhum economista: "sem dinheiro, consome-se o quê?».

Francisco Castelo Branco disse...

Quin
Sem dinheiro consome-se produtos de fraca qualidade.
E num país da UE como Portugal, deve-se apostar no desenvolvimento dos nossos produtos.
Até porque com estes aumentos os produtos nacionais tornam-se menos competitivos em termos europeus. E isso depois reflecte.se na nossa economia de mercado

Pipinha disse...

Só depois disto bater mesmo no fundo é que talvez olhem para os portugueses... até lá andamos a sustentar o bando dos 10 mil! Besitos! :)

quintarantino disse...

Francisco, essa é a resposta óbvia e correcta. Agora diga-me uma coisa: as multinacionais com as suas permanentes deslocalizações esperam conseguir manter indefinidamente a possibilidade de explorar novos mercados?

joana disse...

...isto só acontece nos paises em que o "Zé Povinho" fica de braços cruzados...e boca fechada...
bjs

Francisco Castelo Branco disse...

Pipinha bem vinda ao blogue hhehe
Concordo contigo.
Isto só mesmo depois de bater no fundo

Francisco Castelo Branco disse...

Quint.....
É tu! lol
Acho que sim
É sempre possivel explorar novos mercados. Mesmo ao andarem de um lado para o outro

P-s: Nao sei se foi isto que quiseste dizer na tua pergunta.

Cleopatra disse...

Reparei agora que sou uma ligação perigosa! LOL!

Marco Daniel Raposo disse...

Infelizmente assiste-se a uma escalada no preço dos combustíveis. Concordo com o que diz quintarantino, é aliás o que venho dizendo à muito tempo. Se o mercado dos combustíveis (e outros) não funciona em Portugal, então porque se insiste na sua liberdade? Mas eu compreendo o motivo da inércia governativa. Sobre tudo se paga impostos, aliás só há duas coisas às quais não podemos escapar: à morte e aos impostos. E assim sendo, quanto mais caras as coisas forem, maior será a fatia a pagar de imposto. Sobe o preço dos combustíveis, sobe a fatia do estado. Por força disto sobe o preço do pão. Sobe o quinhão do Estado, idem para os transportes. É uma triste realidade com a qual compactuamos dando votos e tachos a estes "senhores". Penso que se chegamos ao ponto em que atingem os portugueses onde mais lhes dói (não, não é no orgulho nem na honra, é mesmo na carteira) e não há reacção, então se calhar a pipinha tem já razão e já batemos no fundo. E estava a esquecer-me das taxas de juro. Esse flagelo para milhares de familias que não sabem com que contar, pura e simplesmente porque a economia europeia está forte, ganha pontos ao dólar.

Meus amigos, os portugueses não precisam de salários mais altos. Precisam é de poder de compra e tino, porque as estatísticas mostram que a maior parte das familias portuguesas não sabe gerir o seu orçamento. E uma boa gestão vale muito.

Francisco Castelo Branco disse...

Cleo
Claro que sim! Muito perigoso

Marco
O que podemos fazer para mudar isto? Sobem os preços e mas os salários não? Tem que haver da parte governativa uma solução para isto......mas qual?´
Tambem concordo com a pipinha que diz que estamos a bater no fundo

João Costa disse...

Sim e não.
Sim precisam de melhorar a sua capacidade de gerir os respectivos orçamentos.
Relativamente aos salários, este não se podem manter pelo menos o de referência - o mínimo. Já pensaram no conceito de salário máximo ?!? :D
Presumo que todos os leitores tenham vista o doc.: super size me;
o autor do mesmo agora realiza um programa chamado "30 days", um deles baseia-se precisamente na experiência de viver durante um mês com o salário mínimo. É certo que se passa nos EUA, mas dá para ficar com uma ideia, viver com o mínimo é impossível. Sobreviver com o mesmo é um desafio.
É certo então que o problema está dos dois lados: governo e governados, mas a maior responsabilidade cai sobre a primeira.
Micro-crédito, uma das maiores fonte de endividamento das famílias e um negócio em forte expansão, para quando a sua regulamentação.
Bancos, deviam merecer uma norma constitucional onde se podesse ler: Os bancos portugueses e estangeiros não podem enganar os seus clientes. Hilariante!
Enfim, querem uma solução e de borla: nova classe política. Uma do tipo competetente, honesta, séria e justa!

Marco Daniel Raposo disse...

Xico, se eu soubesse as respostas para as tuas perguntas.... Uma solução concreta, não posso arriscar, mas julgo que que o caminho passa pela responsabilidade. Responsabilidade de quem está no topo da cadeia alimentar e de quem está na base. Mais uma vez digo que uma boa gestão (uma gestão responsável) vale muito.

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