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terça-feira, 11 de dezembro de 2007

UE Parte V: O que queremos para a Europa?

A dois dias da assinatura de mais um tratado europeu convêm fazer uma reflexão sobre aquilo que queremos para a (nossa) Europa...... Falemos da Europa em si! Dos seus problemas e o modo como os resolver. Numa Europa a 27, as desigualdades entre os paises tende a evidenciar-se. Apesar dos esforços para haver uma maior proximidade entre nações, o sentido parece ser o contrário. Parece-me que com o novo tratado, vai acabar a rotatividade das Presidências. Paises como Portugal, Estónia,Bulgaria, poderão ter assim um espaço de manobra reduzido no que toca a implementar as suas politicas e ideias no espaço da UE. Será que é isso que queremos? É de bom senso que a Presidência da UE, seja entregue a uma figura. No que toca às instituições, é necessário reforçar o poder legislativo do Parlamento Europeu. É este orgão que representa os cidadãos. Quanto ao Conselho Europeu deve ser visto como "orgão das Grandes Decisões". Aquelas que impliquem um maior consenso no seio da UE. No actual figurino, este orgão tem uma função quase-legislativa. A Comissão deve ser o "Governo da Europa". A Europa é hoje um espaço de liberdades e direitos consagrados. Será isso suficiente? Queremos uma Europa completamente aberta à entrada de novos povos, arriscando com isso a possibilidade de existirem atentados à nossa segurança e mesmo no emprego? Uma Europa mais "aberta" e liberal? Ou fechada em si e com critérios de admissão? Será que com os novos tratados perdemos a nossa soberania? A nossa identificação nacional? O poder de decidir livremente sem pensar nos outros 26? Deveremos pensar apenas em nós ou na Europa como um todo? Que beneficios tivemos com esta Uniao a 27? O que queremos para a Europa é o que se pergunta...........

4 comentários:

quintarantino disse...

Não sei se me conseguirei fazer compreender em pleno, mas eu gostava de uma Europa que fosse um verdadeiro Estado. Federal se necessário; ou uma confederação. Com um Parlamento forte, mais eficaz e com menos eleitos; que existisse uma Comissão que fosse como um Governo e que o seu Presidente fosse eleito pelos cidadãos.
E que esse bloco fosse capaz de falar a uma só voz na cena internacional.
E que esse bloco tivesse fronteiras exteriores com regras de admissão claras e eficazes.

Tiago R Cardoso disse...

Eu não acredito em federalismos, isto é não acredito que se chegue a esse ponto, existem estados na Europa que estão presentes mas na altura de realmente dizerem que pertencem, afastam-se das decisões e estratégias europeias.

Carol disse...

Pois é, isto da Europa é muito bonito, mas na hora da verdade quem verga a mola são os pequeninos...

Francisco Castelo Branco disse...

Carol, pensei que com o Tratado de Lisboa( de que falarei adiante....)
os ditos pequeninos crescessem mais um bocado.
Quanto aquilo que era necessário fazer, era reforçar e modernizar as instituições europeias

Quin..

Não quero uma Europa Federal. Do tipo Estados Unidos, como queria Churchill.
Seria mau para todos. Penso que com isso perderiamos um pouco a nossa soberania

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