sábado, 8 de dezembro de 2007

Mulheres no poder

O que têm de comum Christina Kirchner , Angela Merkel, Yulia Tymoschenko, Michelle Bachelet e quem sabe Hilary Clinton?
Ninguém tem duvida de que são mulheres.
São mulheres que lideram (ou lideravam, no caso da Ucraniana) os seus países. São primeiras-ministras ou Presidentes.
De há uns anos para cá, as mulheres têm ocupado cargos com relevância politica.
Agora, parece que estas cinco personagens (só para citar as mais conhecidas); conseguiram chegar ao mais alto cargo politico.
Que repercussões em termos internacionais têm estas lideranças? Será que se algum destes países fosse governado por um homem haveria o mesmo respeito diplomático?
Como vêm os seus povos serem governados por mulheres? Haverá desconfiança? cepticismo? menos respeito?
A verdade é que estas cinco lideres conseguiram chegar ao poder pelas suas ideias, mensagem e vontade de afirmação da sua nação.
A politica, nomeadamente os mais altos cargos da nação, deixaram de ser da exclusiva propriedade dos homens. Há cada vez mais mulheres a afirmarem-se politicamente.
E em Portugal, será que há condições para uma mulher chegar a Presidente da Republica?

26 comentários:

Tiago R Cardoso disse...

Sinceramente parece-me difícil, estamos num sistema dominado por homens.

Em parte poderá ser culpa das mulheres, em parte dos homens, mas se calhar culpa desta sociedade onde a politica está cada vez menos atractiva.

Francisco Castelo Branco disse...

Mas a forma como estas mulheres chegaram ao poder não pode indiciar um novo rumo?

m disse...

Novo rumo? Não vejo nada de novo. Somos (em maior ou menos escala) uma sociedade machista onde algumas mulheres, com muita calma e sem agitar muito as águas, conseguem chegar ao poder. É assim há já muito tempo.

Novo rumo seria encarar o assunto de forma séria e racional e optar por soluções (de curto, médio ou longo prazo) que alterassem a forma de pensar e de agir.

Francisco Castelo Branco disse...

Então como explica que estas mulheres tenham chegado ao poder?

quintarantino disse...

Já tivemos em Portugal uma mulher Primeira-Ministro e daí não veio mal ao mundo. Podemos não ter apreciado a sua passagem por lá (a mim, por exemplo, foi-me indiferente) mas Maria de Lurdes Pintassilgo já lá esteve.

Margarida Balseiro Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Margarida Balseiro Lopes disse...

Xico, em primeiro lugar deixa-me que te diga que este teu post vai buscar um tema que já em Janeiro levantei no psicolaranja, e curiosamente tocas em questões que eu já havia levantado (http://psicolaranja.blogspot.com/2007/01/mulheres-ao-poder.html).

Não acho que um mundo governado no feminimo fosse pacífico ou muito melhor, como alguns movimentos feministas querem advogar.

Aliás, sou completamente contra as quotas, por entender que este tipo de discriminação positiva ultrapassa para mim o limiar do tolerável. Repugna-me todo e qualquer tipo de manifestações sexistas, que se traduzem em atentados à dignidade de qualquer mulher que se preze.

Os homens e mulheres são ditosamente diferentes, funcionando, quanto a mim, muito melhor uma equipa que consiga reunir em si características dos dois sexos: é necessariamente uma equipa mais rica.

No entanto, reconheço que ainda hoje substistem limitações, essencialmente culturais, que impedem as mulheres de ascenderem a determinados lugares, a presidência da República, por exemplo.

m disse...

Chegaram porque todos os sistemas discriminatórios permitem excepções. A sociedade americana não deixa de ser racista e machista só por Condoleezza Rice ser a número dois. Nem o Paquistão deixa de ser machista por ter tido uma mulher como presidente. Não é por termos 5 mulheres em lugares de destaque que podemos começar a falar de um novo rumo. Sempre houve mulheres em lugares de destaque. Sendo monárquico saberás isso. Isabel a Católica (ES), Isabel I (UK), Catarina a Grande (RUS), entre muitas outras. A questão está em podermos dizer que mulheres e homens têm as mesmas oportunidades ou pelo menos que algo está a ser feito para que isso aconteça. Isso sim seria um novo rumo. Agora, chamar novo rumo ao muito habitual (sobretudo por cá, ainda que, infelizmente, não só) "deixa andar" (ou "com calma as coisas vão lá" ou "à força é que não que pode ser ainda pior") é que me parece ligeiramente precipitado. Pode resultar. A verdade é que hoje estamos bastante melhor do que estávamos há 50 anos atrás. Mas está longe de ser o ideal ou de merecer grande destaque.

Francisco Castelo Branco disse...

Margarida, li o teu texto e gostei bastante.
É interessante o titulo ser apenas diferente na palavra do meio.

Tânia Martins disse...

Acho que não Francisco, por muito que me custa a aceitar vivemos ainda numa sociedade machista! Pode ser um exemplo excessivo mas o meu próprio avô diz que nunca votaria numa mulher para PM ou PR…

Acredito que com a evolução dos tempos será uma possibilidade termos uma PM ou PR em Portugal, mas creio que levará uns bons aninhos a entrar na cabeça dos portugueses essa possibilidade!

Estava cheia de vontade de dizer a frase Mulheres ao Poder mas é feminista de mais :p, tenho conhecimento que estas mulheres estão a cumprir muito bem as suas obrigações mas também não considero que assim seja por serem mulheres mas sim por serem pessoas competentes!

Francisco Castelo Branco disse...

Tania, tens toda a razao naquilo que dizes.
Mas então, porque é que em Portugal é diferente da Argentina, Chile, Alemanha? Será que somos mais desenvolvidos por isso?
Ou então somos mais atrasados em termos culturais.
Acho que tem a ver com o facto das pessoas serem competentes ou não.
Nisso concordo contigo.
Não se pode é avaliar a competencia\incompetência pelo facto de ser mulher ou não.
E por isso é que em Portugal seria perfeitamente possivel uma mulher chegar ao poder.
Que tal Manuela Ferreira Leite?
Tem menos hipoteses por ser mulher?
Acho que é muito competente. Mais do que alguns politicos homens

Margarida Balseiro Lopes disse...

Sabes Xico, pegaste num exemplo paradigmático. Não considero MFL um bom exemplo, pelo facto da sua marca ser precisamente a sua imagem pouco feminina. Uma mulher admirável, mas muito diferente por exemplo do caso argentino de Cristina Kirschner.

Francisco Castelo Branco disse...

Margarida, pode ter uma imagem pouco feminina, mas ela de facto é mulher!
Estas a referir-te a beleza é isso?
Não penso que isso seja relevante nos dias que correm
Pelo menos para se ambicionar ser PM ou PR.

Margarida Balseiro Lopes disse...

Xico não disse que MFL não era bonita. Não faço comentários dessa natureza, porque os acho irrelevantes para o assunto em questão. A imagem de marca de MFL é a de "dama-de-ferro". Estás a perceber o "point"?

Francisco Castelo Branco disse...

Sim, eu percebo
A questão estética era para picar!
Por ser uma "dama-de-ferro" é que considero MFL uma excelente lider. Do PSD,PM, PR é que talvez nao.........

Sendo tu uma Social-Democrata convicta, penso que partilhas da minha opinião....

Vejo em MFL uma pessoa convicta,honesta, confiante nas suas propostas e ideias e que se preocupa bastante com o estado do país.
Para mim seria uma excelente PM

Margarida Balseiro Lopes disse...

Exactamente Xico. Mas também acho que para se ser ascender a PM ou PR não é condição "sine qua non" perder-se a feminilidade.

Francisco Castelo Branco disse...

Margarida.....

Não sei se disse que era preciso perder a "feminilidade". Se disse corrijo imediatamente.

Acho mesmo que se deve manter a feminilidade. É isso que tem Kirchner, Tymoschenko entre outras.
Pode ter sido essa caracteristica que levou estas mulheres a chegarem ao poder: Mulheres na sua essência mas fazendo politica como homens!

Margarida Balseiro Lopes disse...

Xico,

Subscrevo o teu último parágrafo!

Francisco Castelo Branco disse...

Obrigado

Margarida Balseiro Lopes disse...

Não era para agradeceres. ehehe
Significa apenas que chegámos a um consenso!

Francisco Castelo Branco disse...

Sim. e a discussão foi boa e saudavel!
Mas as questões que eu lanço são mesmo para terem contraditório

Tânia Martins disse...

Bem grande desenvolvimento de conversa! eheh

Francisco não é que Portugal seja atrasado, apenas acho que em Portugal existe ainda aquela perspectiva de que o homem manda bem, embora cada vez se veja mais mulheres à frente do comando vejo que ainda existe pessoas, nomeadamente do sexo masculino, a não se conformar com isso. Estou obviamente a basear-me numa amostra e não num todo por isso aceito a ideia de poder estar errada!

MFL é um símbolo feminino sim, não acho que ela tenha uma "presença" masculina, aliás é uma mulher com classe e pode muito bem representar um triunfo feminino!

Só mais uma ponto: Francisco é dessas frases que tenho vindo a falar do não deixar a ideia do poderio masculino "Mulheres na sua essência mas fazendo politica como homens!"... Porquê dizer que fazem política de homens? Não poderia ser só fazer política?

Francisco Castelo Branco disse...

Tania....

Fazendo politica como homens, no sentido perjorativo.
Pode ser fazendo politica, como tu queiras.
Agora que tenham a ambição de quererem chegar mais longe na politica.
Nomeadamente sendo PR ou PM.

Então MFL não poderia chegar a PR ou PM representando um triunfo feminino?

Tânia Martins disse...

Claro que poderia Francisco! Eu já demonstrei que a acho uma mulher com garra... Só tentei mostrar que isso de "fazer política de homens" é um sinal de que a sociedade continua a ver um Estado com a força de um homem à frente!

Francisco Castelo Branco disse...

Sim, de facto tens razão naquilo que dizes! Talvez tenha exagerado na expressão.
Mas referia-me mais à força, vontade e determinação....
Não é que uma mulher nao possa ter isso lol
É como eu digo, acho que estas mulheres subiram ao poder devido a estas caracteristicas. Não temeram os seus adversarios "homens"

Francisco Castelo Branco disse...

Gostei da discussão. Acho foi util e saudavel

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